Internet, o bicho-papão?

setembro 25, 2007

Assim como foi a revolução causada pela rádio e posteriormente pela televisão, hoje, temos em mãos a internet, uma ferramenta que nos conecta, em segundos, com o mundo.
Enquanto tomamos uma xícara de chá, podemos visitar museus e ainda ver o que está acontecendo do outro lado do planeta. Para as nossas crianças, as lições de casa se tornaram mais fáceis. Os trabalhos de escola, que anteriormente eram feitos nas bibliotecas, para a maioria dos usuários se tornaram mais fáceis ao acessar os mecanismos de busca sem sair de seus quartos. Com esse bem tecnológico uma preocupação a mais surgiu para os pais com relação às suas crianças: o perigo na internet!

Sabemos que essa rede de computadores, colocada ao nosso alcance, não é somente um instrumento de pesquisa, mas também de entretenimento. Fóruns de discussões, chats, vídeos e ambientes virtuais, num mesmo espaço, marcam o diferencial para essa invenção tecnológica. Com tantas opções de acessos e com conteúdos praticamente sem restrições, a internet trouxe uma inquietação a mais para os pais a respeito de suas crianças “plugadas”.

Grandes invenções tornaram-se “perigosas” quando foram utilizadas de maneira desvirtuada aos propósitos que haviam sido idealizadas. Infelizmente, o conceito de “coisa perigosa” também tem sido aplicado a esta ferramenta. Visto que algumas pessoas se utilizam dela como instrumento de força a fim de subjugar pessoas a um estado de servidão emocional ou física.

O principal risco que vejo para este instrumento é o de nossas crianças acessarem material impróprio, tais como conteúdos eróticos, pornográficos, de natureza violenta ou conteúdos que possam encorajar atividades ilegais ou perigosas. Elas também correm o risco de – enquanto estão conectadas em salas de bate-papo – estabelecer amizades com pessoas que apenas desejam tirar vantagens da inocência delas, obtendo informações particulares que podem trazer danos para sua própria segurança ou de seus familiares.

As salas de bate-papo, que deveriam ser uma maneira de se estabelecer novas amizades, podem tornar-se um drama para os menos avisados. A facilidade do anonimato neste local virtual favorece as atividades de adultos inescrupulosos. Para aplicar golpes ou aliciar crianças e adolescentes, essas pessoas fingem pertencer à mesma faixa etária a fim de tirar vantagens da “amizade” ingênua. Em muitos casos de pedofilia são usados tais meios para conseguir a confiança de menores para posterior encontro.

Procedimentos de proteção para uma navegação segura já são encontrados na maioria dos navegadores, necessitando apenas, através de alguns cliques,programá-los.
Muitas vezes, vale a pena se considerar a possibilidade de estabelecer horários para acessar a rede ou até mesmo instalar o computador em local menos reservado.

Se tomarmos pequenas medidas de segurança, não será necessário classificar a internet como o “bicho-papão” do século, apenas para poupar nossos pequenos de um risco colocado por adultos.

Um abraço,

Dado Moura


Sentimentos trocados em ambiente virtual

junho 20, 2007

virtual_txt.jpgO que poderia tornar menos verdadeiros os nossos sentimentos, quando se utiliza o computador com todas as suas possibilidades de viver um relacionamento?

Muitos se lembrarão do seriado de TV chamado Perdidos no Espaço. Hoje, para aqueles que são maiores de 40 anos tiveram boa parte de sua infância recheada dos episódios dessa serie. Na viagem insólita da família Robinson, o robô B9 era um computador ambulante e ao mesmo tempo companheiro e amigo de Will Robinson. leia mais


A sinceridade nas amizades virtuais

abril 14, 2007

amizade.jpgOs contatos virtuais têm inaugurado uma nova modalidade de relacionamento. Através dos meios eletrônicos, a tecnologia nos dispõe a facilidade de relacionarmos não somente com os vizinhos da rua onde moramos, mas com pessoas da outra extremidade do mundo. Em uma sociedade cada vez mais globalizada, observamos uma característica interessante que tem se afirmado, o desejo de se estabelecer e conquistar também neste meio de comunicação – a sinceridade nas amizades virtuais.

A comunicação à longa distância, ou até mesmo sem fio, que era coisa dos filmes de ficção científica, está presente em nossas casas estreitando e dinamizando nossas relações pessoais. Se for necessário estabelecer um contato em outro idioma, estará ao nosso alcance um programa tradutor que facilita tal comunicação.

Com toda a praticidade oferecida pelos meios eletrônicos, percebemos, em certas ocasiões, que a manifestação de ideias e sentimentos, feitos através dos meios digitais, se torna mais difícil. Já enfrentamos muitos maus entendidos por ter encaminhado mensagens que na interpretação da outra pessoa, “falava” o que não se tinha “dito”; pois, como poderia as letras e ícones animados expressarem os nossos reais sentimentos?

Ainda que tenhamos o auxílio da tecnologia para manter o diálogo, fica ao nosso encargo o desafio de conquistar a sinceridade de nossos relacionamentos, em qualquer ambiente onde estivermos, seja este virtual ou não.

Se estamos aprendendo a viver com as inúmeras comunidades virtuais existentes, lidando com as diferenças de comportamentos e hábitos – pertinentes as pessoas que se encontram atrás de um computador – de maneira muito mais significativa será as exigências em nossos contatos pessoais que nos permitem tocar na experiência de vida da outra pessoa.

À medida que se estendem os braços de nossos relacionamentos, mais suscetíveis às mudanças tornaremos. Pessoas diferentes, com situações de vida diferentes, trazem consigo desejos, carências e todo um mundo de emoções que somente o ser humano é capaz de partilhar.

Levando em consideração apenas as diferenças que emergem dos nossos relacionamentos, nos parece impossível estabelecer um convívio sadio e sincero. Entretanto, se atentarmos para as qualidades que encontramos no outro, somada com o nosso desejo de aprendemos a partir dessa aproximação, certamente, nos tornaremos melhores. Isso é a graça da amizade verdadeira, do conhecer e se permitir ser conhecido, que poderá acontecer ainda que seja, também, em ambiente virtual.

Deus abençoe seus contatos

Dado Moura


A pornografia por um clique!

novembro 26, 2006

mousePor meio da Internet, abriu-se a porta para um mundo emocionante. Neste espaço cibernético, os acessos ao conhecimento e à facilidade de comunicação não poderiam passar despercebidos. Diferentemente de qualquer outra mídia, a Internet exerce um grande poder de influenciar jovens, crianças e adultos, oferecendo a todos o poder de escolha e decisão sobre o consumo de seu conteúdo.


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Assim como não podemos negar o poder de formação e da facilidade de conhecimento oferecidos por esse novo meio de comunicação, também não poderíamos deixar de comentar a popularização dos sites pornográficos, multiplicados pela Internet.

Vale lembrar que a pornografia sempre esteve presente em nossos dias: nas bancas de revistas, na TV, cinemas, entre outros. E migrou para dentro de algumas casas por meio de vídeos e, atualmente, com o acesso à Internet, muitas pessoas se vêem presas ao consumo desses conteúdos. Obviamente que não podemos culpar a Web pelo aumento desse tipo de “serviço”, mas, às pessoas que se dedicam, de alguma forma, a viciar outras, que se deixam levar pelo desejo lascivo e pela fantasia.

O dispositivo [Internet] que foi criado com o objetivo de se tornar um objeto de facilitação de nossos trabalhos e de troca de informações, muitas vezes, é reduzido apenas a um objeto de “entretenimento“, ao qual nenhum pai permitiria que suas crianças tivessem acesso, ou nenhuma empresa permitiria seus funcionários fazer o “coffe-break” diante de tais sites.

A interatividade proposta pelos softwares, desvirtuou-se nas salas de bate-papo, pois, muitas vezes, participam pessoas, que em função de suas carências, buscam na fantasia virtual saciar aquilo que antes precisaria ser curado.

Acredito que os efeitos “alucinógenos” causados pela pornografia são tão nocivos quanto qualquer outra droga. Algumas pessoas, por se sentirem protegidas atrás de seus computadores, se permitem consumir conteúdos cada vez mais bizarros, comparados, por exemplo, a outros disponíveis 20 anos atrás.

Através de áudio e vídeo, a pornografia violenta o direito de privacidade do indivíduo, expondo-o como um objeto de abuso, diminuindo sua dignidade e subjugando-o a condições vexatórias.

Em contrapartida, aqueles que consomem tais produtos, estimulados pela curiosidade e sucumbindo a desejos desenfreados, poderiam provocar a instabilidade de seus relacionamentos na tentativa de experimentar o que viram. Além de comprometer o verdadeiro valor da expressão sexual humana, desvirtuando o verdadeiro propósito da intimidade conjugal.

Assim como se faz necessário para um dependente químico que, ao perceber sua fraqueza, procura por ajuda, acredito também ser urgente aos que se arriscam em acessar conteúdos dos quais se envergonhariam se fossem surpreendidos por seus patrões, esposas, filhos ou pais – submetendo-se aos apelos pornográficos.

Deus nos abençoe

Dado Moura


Quer namorar comigo? (Namoro Virtual)

novembro 5, 2006

teclas.jpgQuem se dispõe a cultivar aqueles momentos em que se prolongavam as trocas disfarçadas de olhares? Quem poderia controlar a respiração ofegante ou o coração que parecia bater na garganta, quando se aproximava daquele(a) que o nosso coração nos apontava como o príncipe encantado ou a princesa de nossas vidas? Quem ousaria nos nossos dias, se enchendo de coragem, bater na porta dos pais daquela por quem os olhos brilham?

Hoje, em pleno século XXI, a tecnologia tem privado a muitos de não experimentarem tais emoções. A internet nos oferece a possibilidade de encontrar o “par ideal” apenas preenchendo uma ficha cadastral, facilitando o início de um namoro virtual. Para quê trocar olhares, se com os “messengers” podemos escolher através da câmera aquele(a) que melhor se aplica às nossas exigências e expectativas?

Mas ícones animados que saltitam nas telas dos computadores nada podem revelar sobre o sucesso desses relacionamentos que poluem os meios eletrônicos. Poderíamos auxiliar o nosso coração ou acalmar a nossa alma, apenas coincidindo as estatísticas de acertos de uma ficha cadastral?

Namoro é um saudável momento em que nos colocamos a conhecer e a sermos conhecidos. Aprenderemos nessa ocasião a viver as primeiras experiências no abrir mão de alguns conceitos, contestar, reavaliar, em ver as reações do outro diante de situações adversas, de ver o outro nervoso, enfim… Namoro é o nosso estágio de avaliação para confirmar a nossa determinação e nossa vocação em viver o próximo passo junto com a outra pessoa.

“Querer levar vantagem” ou “queimar etapas” não são sábias atitudes.

A proteção aparente e a segurança do anonimato que nos permite os meios eletrônicos não nos concedem a graça de viver a emoção singela de dizer a quem manifestamos um interesse especial: “Quer namorar comigo?”

Abraços,

Dado Moura

Veja outros artigos relacionados: Amizade Virtual e Entre bites e bytes


Amizade Virtual

agosto 31, 2006

amizade.jpgUma nova “amizade”, perguntando: “Alguém ker tc?”

Não é preciso se ter um lugar apropriado para que uma boa conversa se inicie, especialmente, quando estamos com nossos amigos. Muito mais que apenas ter alguém com quem conversar, adquirimos e partilhamos conhecimentos, experiências e até mesmo costumes nesses momentos. Sempre que possível, relembramos histórias – antigas ou não – em nossas conversas sobre nossas amizades. Sem perceber “o amigo do meu amigo” passou a ser nosso amigo também, mesmo que não o tenhamos conhecido pessoalmente. leia mais


Entre bits e Bytes

agosto 17, 2006

bytes.jpgNo mundo globalizado pela informação, a tecnologia não faz cerimônias em estender suas asas sobre as nossas casas. A informática deixou de ser apenas uma ciência e se tornou conhecida como uma plataforma de comunicação digital.


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As videoconferências que pareciam ser apenas um tipo de comunicação, presentes em filmes de ficção, hoje, se integram de maneira profunda na vida de adultos e crianças.E os relacionamentos que, antigamente, se estreitavam entre pessoas por meio de cartas ou telefonemas, no mundo moderno se tornaram obsoletos com a comunicação de áudio e vídeo em tempo real, favorecidas pela Internet.

Não hesitamos em nos cadastrar rapidamente nas diferentes comunidades virtuais. Conectados de alguma maneira à rede de computadores, através de e-mails, blogs, fotologs, messengers, entre outros, buscamos nos atualizar ou saciar o desejo da inter-relação, seja esta para vencer a solidão dos nossos dias, estreitar relacionamentos, matar saudades ou simplesmente como passatempo.

Na comunidade cibernética, somos a menor porção que compõe esse todo. Numa linguagem tecnológica, poderíamos dizer que somos o “bit” do “Byte”. Mesmo assim, trancados em “salas reservadas” e confiando na certeza volátil da segurança cibernética, fazemos “downloads” dos pensamentos, partilhamos “pastas” de sentimentos e no limiar das fronteiras cibernéticas podemos correr o risco de desligar o “firewall” da razão.

Como característica de um século marcado pela modernidade, percebemos que começam a integrar o nosso círculo de amizades, assim como de nossos filhos, colegas e amigos, pessoas, que em virtude da distância, até então, jamais poderíamos conhecê-las. Aquele que era antes apenas um “nick”, muitas vezes, consegue a proeza de passar através das “portas virtuais” para o mundo real, “materializando-se”.

Um novo comportamento e uma nova maneira de se relacionar emergiram juntamente com a tecnologia. A eficiência dos modernos meios e a velocidade em que as coisas acontecem nesse mundo cibernético seguramente refletem e interferem em nossas vidas.

Continuamente somos convidados a participar dessa realidade que nos proporciona navegar por mares nunca antes navegados.

Assim como foi necessário para o homem saber conviver com outros avanços do passado, hoje, abre-se a nós a oportunidade de navegar pelos mares da informação, negócios e lazer na velocidade dos “terabytes”. Contudo, devemos considerar que, por mais eficaz que seja tal informação, ela não substitui o calor do aconchego, fecundo nos laços do convívio real, o qual longe dos toques frenéticos dos teclados, pode nos preparar a enfrentar juntos os “rackers” do nosso dia-a-dia, que podem querer transformar o mundo real em uma viagem insólita.

Abraços

Dado Moura


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