Separação

novembro 9, 2007

separacao.jpg

A separação conjugal não significa o rompimento dos laços afetivos entre pais e filhos, nem tampouco isenta os pais dos cuidados para com eles.

No que se refere à separação de um casal, percebemos que muitos casamentos tiveram um desfecho nada parecido com os contos de fadas. Muitos pais nem sempre pactuam com a inusitada decisão da separação dos filhos, especialmente, quando não houve precedentes na família. leia mais


A dificuldade da reaproximação

abril 23, 2007

ilhas.jpgÉ verdade que somente nos desentendemos com aqueles que realmente convivemos

Ninguém gostaria de viver tendo apenas uma pessoa como amiga, pois, sabemos que quanto maior o nosso círculo de amizades, maiores serão as oportunidades do aprendizado a partir da vivência com cada um deles. Às vezes, preferiríamos viver numa ilha, isolados de tudo e de todos, especialmente, quando experimentamos as asperezas dos desentendimentos, comuns e pertinentes, em nossas amizades.
Quem se abre aos relacionamentos deverá estar sempre disposto a resgatar a saúde do convívio, mesmo quando inúmeras situações indiquem como válvula de escape, a facilidade da fuga. leia mais



O martírio da reconciliação

fevereiro 16, 2007

Celebramos durante o ano momentos que a Igreja nos apresenta oficio de memória por aqueles que derramaram o sangue em defesa da verdadeira fé.
A Escritura Sagrada relata o martírio de muitos santos que suportaram bravamente as conseqüências de suas convicções.
Para nós, muitas vezes, a idéia de viver o martírio de sangue nos assusta.

Poderíamos suportar as mesmas provas que suportaram os irmãos Macabeus (cf. 2 Macabeus 6,18-31)? Ou ainda o martírio de São Lourenço, que sendo amarrado, foi assado ainda vivo?


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Todas essas mensagens nos apontam como resultado a elevação dos martirizados aos altares. Tão desafiante quanto foi para os primeiros cristãos professar sua fé a ponto de sangue, faz-se necessário para nós viver um martírio tão exigente quanto aquele primeiroem nossos relacionamentos.
Nos dias atuais os algozes de nossos relacionamentos se disfarçam em atitudes egoísticas, prepotentes, autoritárias ou de completa indiferença. Defendidas em favor da necessidade de uma ‘sobrevivência’, são equivocadamente consideradas inerentes à nossa própria personalidade, as vezes conformista, justamente quando o convívio se desestabiliza. Podemos correr o risco de nos defender através de desculpas como, por exemplo: – “Sou assim mesmo! Quando me conheceram eu já era assim!, Que me amem como sou! Etc..etc”.

Os algozes de nossos relacionamentos, nos forçam a viver atitudes que tendem a nos fazer abdicar de certos princípios que elevam a saúde de nossos relacionamentos e os fazem eternizá-los.
Sem a pressa de derramar nosso sangue, esses algozes, drenam pouco a pouco de nossos relacionamentos, valores como solidariedade, compreensão, amizade, afinidade… Conduzindo-nos de maneira inteligente, sem perceber, estaremos abrindo mão dos preciosos valores em nome da urgência secular e da ‘esperteza’.

Podemos até nos permitir ceder, por fraqueza, a este novo ensinamento, defendendo como causa o fato de ser o mundo dos mais espertos.
Antes mesmo de pensarmos na possibilidade de um remoto martírio de sangue, e longe das ‘desculpinhas’ defendendo nossas tendências humanas, fixemos nossos propósitos na aceitação da urgência presente de todos os níveis de nossos relacionamentos.
Desta maneira, estaremos nos oferecendo ao martírio cotidiano do amor para cada momento que nos colocamos a viver o perdão e a reconciliação exigida para todos aqueles que aspiram por sadios relacionamentos.

Deus abençoe seus relacionamentos, um abraço

Dado Moura


Quando o namoro chega ao fim

dezembro 27, 2006

florseca.jpgNenhuma relação poderá ser mantida por muito tempo apenas por uma das partes.

A novidade dos primeiros momentos de namoro traz para a vida um colorido diferente, um estímulo que nem a distância, nem as condições atmosféricas, por piores que possam parecer, poderiam fazer que os enamorados adiassem um encontro. Para os casais mais românticos, trocas de cartões apaixonados, flores e, ultimamente, os “torpedos” por meio dos celulares, continuamente “explodem”, enchendo os corações dos apaixonados com mensagens de amor.


Podcast


Após algum tempo, muitas vezes, lentamente, o romantismo, que se esperava durar por toda a vida, vai perdendo o empenho e a força. leia mais


Viver num só proposito, num só coração

outubro 30, 2006

bracos.jpgExistem situações que, por vários motivos, gostaríamos que jamais tivessem existido. Seria muito interessante se diante de tais circunstâncias pudéssemos simplesmente voltar os ponteiros do relógio, como num filme de ficção ou se, de repente, como num flash, saíssemos do problema despertando de um grande pesadelo.

Sabemos que não existe uma máquina do tempo ou um mágico que pudessem realizar nossos desejos, transformando as situações diante dos nossos olhos… Se fosse possível, muitos pagariam qualquer soma de dinheiro para possuí-los. Por outro lado, se isso acontecesse, seguramente estaríamos cada vez mais concentrados em nosso egoísmo e privados do aprendizado, pois diante das menores dificuldades não hesitaríamos em lançar mão de tais artifícios.

É desejo de Deus que sejamos um, vivendo num só propósito, um só coração!
Se atentarmos à composição de uma corda, percebemos que a mesma não é feita de um único fio, mas de várias delicadas fibras, as quais se romperiam se tentássemos amarrar alguma coisa com elas.

Encontraremos também em nossas comunidades semelhante unidade presente entre as fibras de uma corda. Somos em geral como estas “fibras” que compõem uma grande “corda”, a qual se dispõe em realizar seu propósito e missão, isto é, sustentar, socorrer ou servir como extensão de nossos braços a quem poderia vir necessitar de socorro ou especial atenção.

Nossa primeira comunidade, na qual todos os ingredientes para se viver o cumprimento da vontade de Deus se realizam, se chama Família. Por menor que seja nossa célula familiar, esta se compõe do número exato de “fibras” necessárias para constituir a “corda” que servirá de sustento a cada um dos seus membros. Sabemos que todos enfrentamos dificuldades e isso não isenta nenhum de nós de ora socorrer, outros momentos,  ser socorrido dentro de nossa comunidade.

Haverá momentos em que um filho necessitará de socorro, por vezes, será o pai que também necessitará do socorro dos filhos, ora o irmão, ora a mãe… Dentro de nossa necessidade particular, precisaremos abrir o coração para o socorro e a docilidade para acolher a ajuda, pois nessa hora, diante da dificuldade de um dos membros, todas as outras pequenas “fibras” vão se unir para servir de resgate a quem corre o risco de ser arrastado pelas impetuosas correntezas do desânimo, medo, fadiga, ilusões… Ou até mesmo da dúvida sobre tudo o que acredita e professa. Do contrário, estaremos fazendo parte da “correnteza”, ao invés da “corda” de resgate.

A grandeza e a valorização de nossa comunidade se consolida quando percebemos a importância da ajuda de pessoas, que sozinhas nada poderiam fazer, entretanto, tal como as fibras de uma corda, essas pessoas se esforçam no mesmo propósito imbuídas no mesmo desejo de viver aquilo a que foram chamadas – viver num só propósito e num só coração.

Dessa maneira, a alegria e a harmonia voltarão a reinar em nossa primeira comunidade e poderemos dizer em alto e bom tom: Como é linda a nossa família!

Deus abençoe sua casa e nos faça sensíveis a esta grande realidade.

Abraços,

Dado Moura


Minha amiga é melhor que minha mãe!

setembro 22, 2006

amiga.jpgA diferença entre nossos amigos e nossos pais não está unicamente no conselho.

Somos seres sociáveis, vivemos em comunidade e precisamos dela para viver o crescimento na missão a que fomos chamados e exercitar a nossa capacidade de decisões.
Esse exercício começa em casa, passando a ser vivenciado na escola e nos acompanha durante a nossa vida em nossos relacionamentos com os amigos. Contudo, os amigos não conseguem atingir a intimidade profunda existente na amizade entre pais e filhos. leia mais


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