Quer namorar comigo? (Namoro Virtual)

novembro 5, 2006

teclas.jpgQuem se dispõe a cultivar aqueles momentos em que se prolongavam as trocas disfarçadas de olhares? Quem poderia controlar a respiração ofegante ou o coração que parecia bater na garganta, quando se aproximava daquele(a) que o nosso coração nos apontava como o príncipe encantado ou a princesa de nossas vidas? Quem ousaria nos nossos dias, se enchendo de coragem, bater na porta dos pais daquela por quem os olhos brilham?

Hoje, em pleno século XXI, a tecnologia tem privado a muitos de não experimentarem tais emoções. A internet nos oferece a possibilidade de encontrar o “par ideal” apenas preenchendo uma ficha cadastral, facilitando o início de um namoro virtual. Para quê trocar olhares, se com os “messengers” podemos escolher através da câmera aquele(a) que melhor se aplica às nossas exigências e expectativas?

Mas ícones animados que saltitam nas telas dos computadores nada podem revelar sobre o sucesso desses relacionamentos que poluem os meios eletrônicos. Poderíamos auxiliar o nosso coração ou acalmar a nossa alma, apenas coincidindo as estatísticas de acertos de uma ficha cadastral?

Namoro é um saudável momento em que nos colocamos a conhecer e a sermos conhecidos. Aprenderemos nessa ocasião a viver as primeiras experiências no abrir mão de alguns conceitos, contestar, reavaliar, em ver as reações do outro diante de situações adversas, de ver o outro nervoso, enfim… Namoro é o nosso estágio de avaliação para confirmar a nossa determinação e nossa vocação em viver o próximo passo junto com a outra pessoa.

“Querer levar vantagem” ou “queimar etapas” não são sábias atitudes.

A proteção aparente e a segurança do anonimato que nos permite os meios eletrônicos não nos concedem a graça de viver a emoção singela de dizer a quem manifestamos um interesse especial: “Quer namorar comigo?”

Abraços,

Dado Moura

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Minha filha se apaixonou

outubro 6, 2006

minhafilha.jpgNum piscar de olhos, nossas crianças se transformaram em adultos. As conversas na cozinha já não são mais sobre os “causos” da escola, ou do trabalho, mas dos interesses e das atenções que “determinada pessoa” exerce sobre nossas “crianças”. Basta apenas se encontrarem com o “felizardo” que todo o ar existente na atmosfera parece desaparecer.

Depois de se enfrentar uma verdadeira bateria de “provas de espera”, de “achômetros” e orações, felizmente tem-se definido aquele com quem se gostaria de viver a experiência do namoro!
Pensando ter acertado na escolha, esbarra-se noutro detalhe “nevrálgico”: a apresentação para a família. Nesses momentos, muitos se questionam: “Meus pais precisam saber que estou namorando!?”


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Longe de uma formalidade ou da prática de um hábito, queremos a bênção de nossos pais em tudo o que estamos empreendendo, buscando a parceria e o apoio daqueles que sempre estiveram ao nosso lado e nos ajudaram.
Nessa altura, os pais já perceberam que o seu “bebê” cresceu…

Certamente, muitos questionamentos habitam a mente dos progenitores, tais como: “E se a aparência do pretendente ou o seu modo de se vestir não vier ao encontro de nossas expectativas?” “Qual será sua verdadeira intenção?” Será que ele trabalha?” “É uma pessoa responsável?” “E quanto à sua espiritualidade e idoneidade?”
“Ele manifesta zelo e preocupação para com o nosso ‘tesouro’?”

Essas e muitas outras considerações, acredito que sejam tão delicadas para o filho enamorado recebê-las, quanto para os pais apaixonados avaliarem.
Por outro lado, se os filhos investirem na auto-afirmação, poderão colocar em risco a liberdade de viver o momento de namoro. E vivê-lo às escondidas não traria benefício algum.

Por mais ciumentos que nós, pais, possamos ser, vale a pena acreditar na educação investida em nossos filhos. Uma “ditadura paternalista” pode colocar em risco a cumplicidade existente entre pais e filhos. Mesmo percebendo que nosso coração de “pai coruja” possa sofrer com as decepções dos enamorados, precisaremos deixar que os nossos “tesouros” exercitem a responsabilidade conquistada, valorizando os princípios familiares impressos em suas vidas.

Vale a pena considerar que as grandes e acertadas decisões se conquistam a partir da partilha e da transparência sincera entre as partes envolvidas.


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