A mudança começa nos pais!

maio 13, 2007

bote.jpgDeus concedeu aos pais o privilégio de iniciar uma geração com o nome da família. Uma geração, personalizada, que terá sua fama conhecida nas ruas, bairros, cidades, quem sabe, no mundo…Em contrapartida, responsabilidades não faltarão para aqueles que responderam ao chamado da paternidade.

Antes de nos tornarmos pais, vivemos a experiência de ser filhos. Experimentamos o conforto de esperar dos pais a providência para todas as coisas. Dentro da limitação e dos “apuros” financeiros que eles viveram, nem sequer tomávamos conhecimento.
Na nossa historia de filhos, certamente, tivemos outras experiências, que nos fizeram sofrer, talvez pela dificuldade de nossos pais ao acesso à informação, capacitação, ou, até mesmo do medo deles se abrirem para a busca de ajuda com pessoas mais experientes. Comisso, talvez, muitos filhos provaram dos amargos momentos de rispidez que não desejamos levar adiante, agora, como pais.

Embora tenhamos conhecimento dos erros cometidos, involuntariamente, por eles, começa em nós a busca de ser diferente, a fim de favorecer e resguardar a harmonia, a paz dentro do nosso “reino” e evitar atitudes que poderiam facilmente nos distanciar do sadio entrosamento. Com a chegada de alguém que, sem medo de incomodar, nos acordará por inúmeras vezes durante a noite e em outros momentos, mesmo ainda embalado no sono, não hesitará de fazer xixi em nossa roupa limpa; uma profunda transformação acontecerá, não somente no temperamento de pais, mas uma nova atmosfera tomará conta, também, da casa.

Fazendo memória da realidade de filho que se tornou pai, sabemos que enfrentaremos os mesmos problemas e preocupações que viveram nossos genitores no passado. Entretanto, sem nos deter aos erros vividos, estaremos juntos trocando experiências e assumindo novos posicionamentos face às dificuldades que surgirão no desejo de minimizá-los.
Ainda que não saibamos lidar com tamanha responsabilidade, aceitamos o báculo da nossa igreja doméstica para iniciar a mesma jornada que há milhares de anos foi, também, confiada a um profeta, incumbido-lhe a missão de conduzir seu povo à terra prometida.

Confiante que Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos, peçamos a Ele a graça de estarmos atentos aos Seus ensinamentos a fim de alcançarmos o objetivo de educar nossas crianças sob a verdade da Igreja, conforme havíamos prometido no ato da celebração do matrimônio.

Um abraço,

Dado Moura


A manipulação da vida por meio de pesquisas

abril 17, 2007

pesquisa1.jpgMuitos comentários e opiniões surgem a respeito das pesquisas com células tronco embrionárias. Especialistas, médicos e cientistas se tornaram outros “deuses” da vida. Defendendo suas posições justificam que o “material” não constitui ainda um ser humano, mesmo que este seja apenas um óvulo fecundado ou um feto de primeiras semanas.

Das pesquisas com as, chamadas, “células tronco embrionária” muitos laboratórios fazem diferentes experiências, desde a busca para o rejuvenescimento até tratamentos mais complexos sobre a regeneração de tecidos.
Projetam expectativas miraculosas para aqueles que anseiam e acalentam a possibilidade de se livrarem das cadeiras de rodas, ou de conseguirem o total restabelecimento físico após ter sofrido um grave acidente que tenha deixado como seqüela a tetraplegia. Com isso, uma multidão de pessoas, envolvidas por essas noticias, é induzida a romper os limites de seus direitos e a atropelar os direitos daqueles que estão sendo gerados com o sangue do seu sangue e carne de sua carne.

Como se essas coisas não fossem o bastante, outras propostas de leis tentam ganhar forças para aprovação junto à opinião pública e consequentemente no congresso nacional. Essas leis, camufladas em estatísticas sobre os óbitos em clínicas clandestinas e amparadospela astúcia dos discursos eloqüentes de seus criadores defendem a legalização do aborto.

Mulheres que tiveram a graça e o poder semelhante ao do próprio Deus – de gerar uma nova vida – interromperam a gestação, quando a gravidez não aconteceu em momento desejado ou quando, esta, comprometia a continuidade de seus projetos.
Talvez, confusas pelas situações que pareciam desesperadoras ou oprimidas por pressões exteriores, negociaram com um carrasco de luvas cirúrgicas seus interesses. Assim, essas mulheres, se dispuseram a ser testemunhas oculares do assassinato do próprio filho, concedendo-lhe como sepultura uma lixeira.

Sem a intenção de condenar essas mulheres, acredito que somente chegaram a praticar tal ato, por estarem envolvidas em total desespero. Entretanto, seria interessante, antes mesmo de considerar as pesquisas de opiniões, atentarmos aos testemunhos doloridos e aos traumas psicológicos daquelas mães que hoje lamentam ter deixado arrancar, de seu ventre, aqueles que nelas pensavam estar abrigados e protegidos dos perigos – um bebê com suas feições.

Entendendo, também, o sofrimento de outros que foram prejudicados ou privados dos seus movimentos físicos. Mesmo assim, não podemos deixar arrefecer nossos sentimentos e valores.
Consideremos que a matéria prima proposta para execução dessas experiências com células tronco embrionárias, consiste na interrupção da vida daquele que tampouco poderá clamar por piedade.

Deus nos abençoe


Mais que um Super Herói!

outubro 23, 2006

super_heroiDoce infância quando na inocência de criança e tomando como modelos os personagens super-heróis, imaginávamos possuir poderes para nos tirar das dificuldades das quais pareciam instransponíveis no nosso universo infantil.

Diante das impossibilidades em resolver os “probleminhas” de criança, a gente soltava um forte e sonoro “ manheeeeee”… na certeza de termos não somente a ajuda da mãe, mas também, sua intercessão junto ao nosso pai, naquilo que poderia ser necessário. Sabíamos que a pedido da mamãe, nada seria negado, diante daquele que considerávamos ser o “poderoso”.

Como crianças, apressamos em tomar nossas decisões de adultos. Escolhemos nossos próprios caminhos e tentamos ser dono do próprio tempo. Hoje, envolvidos em nossas preocupações cotidianas, defrontando com as dificuldades peculiares do nosso tempo, reconhecemos que não somos detentores de super poderes, não temos varinhas de condão. A única coisa que podemos tocar é a responsabilidade e compromisso que nos foi confiado. Muitos de nós necessitamos, outra vez soltar aquele mesmo forte e sonoro “manheeee”; entretanto, teríamos que ter a coragem em acrescentar: – rogai por nós!

Longe da visão infantil, percebemos que a força e o poder do nosso herói genitor não conseguirá vencer a força implacável do tempo; mas continuam seus combates particulares sustentados pela graça da decisão da retomada da fé.

Na segurança e aconchego do colo da “Mãe do Perpetuo Acolhimento” busquemos a força restauradora para combater o bom combate, terminando nossa carreira guardando a fé(ref. II Tim 4,7), a nós confiada.

Um abraço


Minha filha se apaixonou

outubro 6, 2006

minhafilha.jpgNum piscar de olhos, nossas crianças se transformaram em adultos. As conversas na cozinha já não são mais sobre os “causos” da escola, ou do trabalho, mas dos interesses e das atenções que “determinada pessoa” exerce sobre nossas “crianças”. Basta apenas se encontrarem com o “felizardo” que todo o ar existente na atmosfera parece desaparecer.

Depois de se enfrentar uma verdadeira bateria de “provas de espera”, de “achômetros” e orações, felizmente tem-se definido aquele com quem se gostaria de viver a experiência do namoro!
Pensando ter acertado na escolha, esbarra-se noutro detalhe “nevrálgico”: a apresentação para a família. Nesses momentos, muitos se questionam: “Meus pais precisam saber que estou namorando!?”


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Longe de uma formalidade ou da prática de um hábito, queremos a bênção de nossos pais em tudo o que estamos empreendendo, buscando a parceria e o apoio daqueles que sempre estiveram ao nosso lado e nos ajudaram.
Nessa altura, os pais já perceberam que o seu “bebê” cresceu…

Certamente, muitos questionamentos habitam a mente dos progenitores, tais como: “E se a aparência do pretendente ou o seu modo de se vestir não vier ao encontro de nossas expectativas?” “Qual será sua verdadeira intenção?” Será que ele trabalha?” “É uma pessoa responsável?” “E quanto à sua espiritualidade e idoneidade?”
“Ele manifesta zelo e preocupação para com o nosso ‘tesouro’?”

Essas e muitas outras considerações, acredito que sejam tão delicadas para o filho enamorado recebê-las, quanto para os pais apaixonados avaliarem.
Por outro lado, se os filhos investirem na auto-afirmação, poderão colocar em risco a liberdade de viver o momento de namoro. E vivê-lo às escondidas não traria benefício algum.

Por mais ciumentos que nós, pais, possamos ser, vale a pena acreditar na educação investida em nossos filhos. Uma “ditadura paternalista” pode colocar em risco a cumplicidade existente entre pais e filhos. Mesmo percebendo que nosso coração de “pai coruja” possa sofrer com as decepções dos enamorados, precisaremos deixar que os nossos “tesouros” exercitem a responsabilidade conquistada, valorizando os princípios familiares impressos em suas vidas.

Vale a pena considerar que as grandes e acertadas decisões se conquistam a partir da partilha e da transparência sincera entre as partes envolvidas.


Minha amiga é melhor que minha mãe!

setembro 22, 2006

amiga.jpgA diferença entre nossos amigos e nossos pais não está unicamente no conselho.

Somos seres sociáveis, vivemos em comunidade e precisamos dela para viver o crescimento na missão a que fomos chamados e exercitar a nossa capacidade de decisões.
Esse exercício começa em casa, passando a ser vivenciado na escola e nos acompanha durante a nossa vida em nossos relacionamentos com os amigos. Contudo, os amigos não conseguem atingir a intimidade profunda existente na amizade entre pais e filhos. leia mais


O que os nossos filhos não esquecerão.

setembro 3, 2006

filhos.jpgProblemas de relacionamentos, podem ter se iniciado pela ausência ou pela pouca atenção para aquilo que pode ter sido considerado irrelevante pelos pais, na época.

Sempre haverá um momento em que estaremos remontando nossa história de vida, quer seja por meio de nossas memórias ou dos momentos registrados por antigas fotografias. Em uma fração de segundo, somos transportados para o exato momento em que imortalizou-se aquela emoção, lembrando as conversas, os risos, congelados naquelas fotos.
Podcast

Muitos de nós ainda nos lembramos das brincadeiras e passeios que tiveram a participação “especial” de nossos pais. Em contrapartida, nossos pais também se recordam de nossas pronúncias “erradas” ao balbuciarmos as primeiras palavras.

Como poderiam ser remontados esses doces momentos, se não houvesse uma disponibilidade para essa convivência?

No estresse de um dia tumultuado de trabalho, ou ainda sob os efeitos da adrenalina, resultado dos engarrafamentos ou de pessoas mal-humoradas, podemos chegar em casa sem muito desejo de conviver. Com o tempo, os gracejos e brincadeiras de nossas crianças deixaram de existir e com elas estariam também desaparecendo os protagonistas de nossa história, que poderia ter sido remontada no futuro.

Muitos falam sobre o perigo de uma criança mimada. Por outro lado, conhecemos adultos e adolescentes que vivem problemas de relacionamentos, os quais podem ter se iniciado pela ausência ou pela pouca atenção para aquilo que pode ter sido considerado irrelevante pelos pais, na época.

Sabemos que na modernidade do tempo atual, é exigido não somente dos pais, mas também das mães uma certa dose de ausência devido ao trabalho, o que para muitos de nós, não aconteceu durante nossa infância. Diante disso, precisamos buscar a qualidade dos momentos disponíveis nos poucos momentos oferecidos aos nossos filhos.

Essa qualidade poderá estar escondida na simplicidade de ser outro competidor através de um “joystick” ou numa brincadeira inocente em que um abraço aconteça como resultado da vitória. Na fantasia infantil, poderá ser exigida a nossa transformação em bandido que foge desesperadamente do mocinho; ou ainda suar na tentativa de se esconder atrás do sofá. Radicalizando um pouco mais, nossas crianças poderão até exigir que nos tornemos confeiteiros de biscoitos em forma de bichinhos, carrinhos, florzinhas ou que façamos bolinhos-de-chuva para tomar o chá na casinha de bonecas.

Antes que a sensação de estarmos saindo fora da “órbita familiar” nos lance para o “espaço sideral”, busquemos reaquecer nossa história comunitária de família. A convivência entre pais e filhos, sem dúvida, é que construirá, de maneira saudosa, nossa futura história familiar. Mesmo que tais momentos não sejam registrados pelas lentes fotográficas, eles estarão gravados, de maneira indelével, no coração dos nossos pequenos, os quais não fazem questão de registrar o tempo de convivência, mas vivem intensamente os momentos de longas gargalhadas.

Deus nos abençoe neste santo desafio,

Abraços e até o próximo artigo.

Dado Moura


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