Submissão: um significado diferente

novembro 17, 2008

submissaotxtUma palavra que nos traz à mente o símbolo de poder e opressão.

Todos trazemos no íntimo o desejo de ser bons, no entanto, o nosso empenho em nos aplicarmos a isso e às mudanças necessárias para o bom convívio perdem o interesse quando precisamos nos fazer submissos à vontade ou às justificativas do outro.

Ser bons com as pessoas somente nos momentos em que estamos nos relacionando a distância ou nos breves momentos de encontros pode até parecer fácil. Entretanto, ainda que o mundo moderno esteja diminuindo as distâncias por intermédio da tecnologia, um relacionamento, para se tornar fecundo, não se faz somente por meio de breves cumprimentos ou de momentos mantidos por contatos telefônicos. leia mais


Solidão, opção que não resolve problemas

setembro 25, 2008

Muitas vezes, achamos que somos vítimas injustiçadas, mas, raramente, paramos para analisar a nossa própria atitude.

Sentir-se sozinhos não significa, necessariamente, estar isolado de companhias. Muitas pessoas, vivendo em prédios com dezenas de apartamentos e cercadas de vizinhos pelos quatro lados, ainda se sentem solitárias.

Às vezes, diante de algumas crises em nossos convívios, podemos achar que o isolamento é uma solução para os nossos problemas. Contudo, o reflexo dessa tentativa interfere, também, na vida de outras pessoas que nos cercam, mas que nada têm a ver com as nossas dores. Assim, não podemos fazer da solidão uma opção de vida ou um recurso para contornar as dificuldades. leia mais




Quero um amigo e não um juiz

agosto 28, 2007

6661txt.jpgQuando uma pessoa se vê em dificuldades e pede por socorro, obviamente, deseja encontrar uma luz para sair do poço escuro e úmido no qual se encontra. Ela se sente como o último tomate de uma feira livre, e na condição em que está vivendo nem sempre tem forças para se livrar dos problemas por conta própria. Entretanto, por várias vezes, nós que precisávamos ser o amigo nesses momentos, não passamos de algozes ou talvez de juizes acusadores soberbos de si.

Ninguém consegue sair dos “calabouços particulares” se não tiver o apoio de alguém que lhe estenda as mãos. Há pessoas que vivem na dependência do álcool e se sentem reféns da própria condição. Hipnotizadas pelas mesas de bar ou por um balcão de boteco sucumbem na soleira desses estabelecimentos. De uma maneira geral, muitos jovens e adultos também se vêem presos a outros vícios que minam sua auto-estima.
Não tão explícito como o alcoolismo, alguns vícios fazem as pessoas digladiarem, secretamente, com elas mesmas, pois entendendo sobre o certo e o errado, sofrem ao reconhecer as reincidências em suas tendências e fraquezas. Tais pessoas, muitas vezes, têm somente coragem de partilhar suas dores com os travesseiros na solidão de seus quartos.

Assim como não existe pecado que um sacerdote ainda não tenha ouvido, não há vícios e más tendências que uma outra pessoa já não tenha anteriormente superado. Essas pessoas, muitas vezes, foram testemunhas de que, um dia, estavam presas aos mesmos laços ou vítimas de uma tendência humana que as fazia cair em seus erros. Cabe àqueles, que já passaram pelas mesmas experiências e entendendo a delicada situação daqueles que vivem seus temores, solidarizar-se com os sofredores que vêm em busca de seu socorro. Nisso se identifica uma das qualidades de amigo.

Verdadeiros amigos são aqueles que – embora não tenham estabelecido conosco um contrato firmado em cartório –, desejam partilhar suas experiências e colher das nossas quando partilhadas. Por haver credibilidade e confiança entre amigos, não hesitamos em expor nossas carências que raramente falaríamos para outras pessoas.

Com conhecimento de causa, sabedoria e humildade, certamente, a última coisa que um amigo verdadeiro poderia fazer seria condenar aqueles que nele vêem o auxilio providencial, não o poupando dos conselhos e das verdades quando necessárias. Ainda assim, de que valeria as muitas palavras de advertências se não houvesse atos de misericórdia?

Deus abençoe a cada um de nós que se põem na qualidade de amigos conselheiros.

Um abraço

Dado Moura


A dificuldade da reaproximação

abril 23, 2007

ilhas.jpgÉ verdade que somente nos desentendemos com aqueles que realmente convivemos

Ninguém gostaria de viver tendo apenas uma pessoa como amiga, pois, sabemos que quanto maior o nosso círculo de amizades, maiores serão as oportunidades do aprendizado a partir da vivência com cada um deles. Às vezes, preferiríamos viver numa ilha, isolados de tudo e de todos, especialmente, quando experimentamos as asperezas dos desentendimentos, comuns e pertinentes, em nossas amizades.
Quem se abre aos relacionamentos deverá estar sempre disposto a resgatar a saúde do convívio, mesmo quando inúmeras situações indiquem como válvula de escape, a facilidade da fuga. leia mais


O martírio da reconciliação

fevereiro 16, 2007

Celebramos durante o ano momentos que a Igreja nos apresenta oficio de memória por aqueles que derramaram o sangue em defesa da verdadeira fé.
A Escritura Sagrada relata o martírio de muitos santos que suportaram bravamente as conseqüências de suas convicções.
Para nós, muitas vezes, a idéia de viver o martírio de sangue nos assusta.

Poderíamos suportar as mesmas provas que suportaram os irmãos Macabeus (cf. 2 Macabeus 6,18-31)? Ou ainda o martírio de São Lourenço, que sendo amarrado, foi assado ainda vivo?


ouça comentarios deste artigo


Todas essas mensagens nos apontam como resultado a elevação dos martirizados aos altares. Tão desafiante quanto foi para os primeiros cristãos professar sua fé a ponto de sangue, faz-se necessário para nós viver um martírio tão exigente quanto aquele primeiroem nossos relacionamentos.
Nos dias atuais os algozes de nossos relacionamentos se disfarçam em atitudes egoísticas, prepotentes, autoritárias ou de completa indiferença. Defendidas em favor da necessidade de uma ‘sobrevivência’, são equivocadamente consideradas inerentes à nossa própria personalidade, as vezes conformista, justamente quando o convívio se desestabiliza. Podemos correr o risco de nos defender através de desculpas como, por exemplo: – “Sou assim mesmo! Quando me conheceram eu já era assim!, Que me amem como sou! Etc..etc”.

Os algozes de nossos relacionamentos, nos forçam a viver atitudes que tendem a nos fazer abdicar de certos princípios que elevam a saúde de nossos relacionamentos e os fazem eternizá-los.
Sem a pressa de derramar nosso sangue, esses algozes, drenam pouco a pouco de nossos relacionamentos, valores como solidariedade, compreensão, amizade, afinidade… Conduzindo-nos de maneira inteligente, sem perceber, estaremos abrindo mão dos preciosos valores em nome da urgência secular e da ‘esperteza’.

Podemos até nos permitir ceder, por fraqueza, a este novo ensinamento, defendendo como causa o fato de ser o mundo dos mais espertos.
Antes mesmo de pensarmos na possibilidade de um remoto martírio de sangue, e longe das ‘desculpinhas’ defendendo nossas tendências humanas, fixemos nossos propósitos na aceitação da urgência presente de todos os níveis de nossos relacionamentos.
Desta maneira, estaremos nos oferecendo ao martírio cotidiano do amor para cada momento que nos colocamos a viver o perdão e a reconciliação exigida para todos aqueles que aspiram por sadios relacionamentos.

Deus abençoe seus relacionamentos, um abraço

Dado Moura


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 1.883 other followers