No Caminho do Namoro

agosto 16, 2007

6541txt.jpgNamoro é um saudável momento em que nos colocamos a conhecer e a sermos conhecidos. De repente, percebemos uma maior necessidade de partilhar as coisas simples de nossos dias, nossas atividades, nossos sentimentos, as alegrias e até mesmo nossas dificuldades e tristezas com alguém. Aprendemos nessa fase a viver as primeiras experiências do convívio a dois.

Nesse estágio de avaliação, poderá se confirmar o desejo em viver o próximo passo do relacionamento junto com quem se pensa estar apaixonado. Isso compreende ceder quando se fizer necessário, contestar, reavaliar nossos conceitos, ver as reações do outro diante de situações adversas ou estressantes. Enfim, são tempos em que começamos a identificar o nosso chamado para a definição de um estado de vida.

Talvez, buscando encontrar o par perfeito, ou presos nos temores de ficar eternamente solteiros, muitos se antecipam na tentativa de encontrá-lo através de um “sex-tour”, isto é, identificar alguém para se namorar começando por uma avaliação a partir da performance sexual. É difícil conceber a idéia de que por meio de um envolvimento íntimo alguém possa perceber as qualidades e os defeitos da pessoa, com a qual gostaria de compartilhar sua vida.

Muitas pessoas preocupadas em ficar “encalhadas” ou “titias da terceira idade” -ainda que estejam vivendo “o tempo de sua plenitude”- saem à busca de um namorado a qualquer preço. E temendo perder a “chance” que acreditam ter encontrado, suportam viver situações relevando, inclusive, importantes características que poderão se contrapor aos próprios  valores ou às qualidades que intencionavam encontrar no pretendente; acreditando que no futuro ele vai mudar.

Para muitas pessoas, mais difícil que compreender sobre a vivência no namoro, parece ser a de encontrar a pessoa certa com quem deseja partilhar seus momentos. Se desejamos encurtar o caminho de namoro, ou seja, o processo de discernimento sobre aquele com que intencionamos estreitar os laços, isso poderá confundir nossas emoções. Não será uma sábia decisão, neste importante tempo relacionamento, tirar vantagem da situação a dois ou queimar etapas.

Envolvidos por doces palavras em ardilosas teias, casais mal informados se permitem transformar mutuamente em objetos, somente para viver breves momentos de uma felicidade efêmera. Tal atitude certamente vai contribuir para iludir as pessoas que buscam confirmar seus sentimentos a respeito do outro.

A intimidade de um casal é resultado de uma aliança – que se fundamenta no compromisso concreto da fidelidade e do amor recíproco –, intimidade esta que não se aplica na superficialidade do namoro. Da mesma forma, desconsiderar a falta de aptidão, interesse ou força de vontade para se alcançar os objetivos comuns – definidos ainda nesse tempo [namoro] –, poderá também comprometer o futuro de qualquer relacionamento.

O caminho de namoro é tempo de apurar no outro a disposição de viver as exigências do relacionamento a dois, para que ambos se completem num estado de vida definido, ou seja, o casamento.

Um abraço e feliz tempo de namoro.

Dado Moura


A sinceridade nas amizades virtuais

abril 14, 2007

amizade.jpgOs contatos virtuais têm inaugurado uma nova modalidade de relacionamento. Através dos meios eletrônicos, a tecnologia nos dispõe a facilidade de relacionarmos não somente com os vizinhos da rua onde moramos, mas com pessoas da outra extremidade do mundo. Em uma sociedade cada vez mais globalizada, observamos uma característica interessante que tem se afirmado, o desejo de se estabelecer e conquistar também neste meio de comunicação – a sinceridade nas amizades virtuais.

A comunicação à longa distância, ou até mesmo sem fio, que era coisa dos filmes de ficção científica, está presente em nossas casas estreitando e dinamizando nossas relações pessoais. Se for necessário estabelecer um contato em outro idioma, estará ao nosso alcance um programa tradutor que facilita tal comunicação.

Com toda a praticidade oferecida pelos meios eletrônicos, percebemos, em certas ocasiões, que a manifestação de ideias e sentimentos, feitos através dos meios digitais, se torna mais difícil. Já enfrentamos muitos maus entendidos por ter encaminhado mensagens que na interpretação da outra pessoa, “falava” o que não se tinha “dito”; pois, como poderia as letras e ícones animados expressarem os nossos reais sentimentos?

Ainda que tenhamos o auxílio da tecnologia para manter o diálogo, fica ao nosso encargo o desafio de conquistar a sinceridade de nossos relacionamentos, em qualquer ambiente onde estivermos, seja este virtual ou não.

Se estamos aprendendo a viver com as inúmeras comunidades virtuais existentes, lidando com as diferenças de comportamentos e hábitos – pertinentes as pessoas que se encontram atrás de um computador – de maneira muito mais significativa será as exigências em nossos contatos pessoais que nos permitem tocar na experiência de vida da outra pessoa.

À medida que se estendem os braços de nossos relacionamentos, mais suscetíveis às mudanças tornaremos. Pessoas diferentes, com situações de vida diferentes, trazem consigo desejos, carências e todo um mundo de emoções que somente o ser humano é capaz de partilhar.

Levando em consideração apenas as diferenças que emergem dos nossos relacionamentos, nos parece impossível estabelecer um convívio sadio e sincero. Entretanto, se atentarmos para as qualidades que encontramos no outro, somada com o nosso desejo de aprendemos a partir dessa aproximação, certamente, nos tornaremos melhores. Isso é a graça da amizade verdadeira, do conhecer e se permitir ser conhecido, que poderá acontecer ainda que seja, também, em ambiente virtual.

Deus abençoe seus contatos

Dado Moura


Um compromisso para toda a vida

abril 9, 2007

eterno.jpgMuitas pessoas se casam na expectativa de nunca viverem crises conjugais ou acreditam que jamais terão problemas com filhos.

A idéia do compromisso eterno pode nos provocar calafrios. Como poderíamos medir o infindável se nossa percepção de tempo está compreendida dentro de um calendário, montado e definido por homens, com 365 dias e formatados em 24 horas? leia mais



O desafio de ser diferente

março 15, 2007

ser-diferente.jpgDesde a pré-história, já eram encontrados indícios de que os primeiros homens buscavam viver em grupos, da mesma maneira, percebemos essa característica também entre os animais. Em grupos, os animais conseguem, com mais eficácia, sua sobrevivência, e conseqüentemente, está assegurada a perpetuação da sua espécie.


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Embora se compreenda a eficácia de se viver em grupos, na civilização moderna, o que se constata muitas vezes, é a dificuldade da convivência. Temos a impressão de que muitas pessoas, às vezes, preferem viver a sua independência, se fechando para o outro, ao invés de se adaptar às exigências de algumas regras básicas, necessárias, que são estabelecidas naturalmente em função do bom relacionamento.

Somos pessoas únicas em todo o nosso ser. Somos capazes de fazer valer a nossa racionalidade sobre nossos instintos naturais. Trazemos particularidades únicas na maneira de viver, de responder às exigências, de enfrentar as dificuldades e também de assimilar os acontecimentos ocorridos contra a nossa vontade.

Diante de tamanha particularidade, entendemos que dentro de um relacionamento – juntamente com os demais integrantes, cujos comportamentos também são diferentes e únicos – podemos enfrentar alguns desafios. Obviamente uma pessoa terá problemas de convivência, dentro de um grupo social, se manter o caráter de disputas,  prepotência, de autopromoção no desejo de se destacar sobre os demais, de concorrência ou de ciúmes.

Quando nos propomos a conviver com outras pessoas, quer seja no trabalho, quer seja na escola ou na comunidade na qual nos encontramos, o fazemos por nossa própria opção. Identificamos nesses grupos sociais características que nos convenceram a desejar o engajamento, vivendo e aprendendo a respeitar os princípios praticados neles, a fim de alcançarmos a harmonia do relacionamento de modo a se atingir um objetivo comum.

Na aprendizagem da sadia convivência, estamos sujeitos aos desentendimentos; entretanto, muitos destes – se não forem controlados – podem fomentar a segregação. E, infelizmente, muitas vezes, dessa ruptura se origina um outro “grupinho de discípulos”, que levam como hábito a crítica, quase nunca construtiva, contra a outra pessoa, ou o outro grupo do qual participavam.

A fim de minimizar os traumas e de preservar a perpetuação do título que o ser humano é “sociável”, devemos acreditar na mudança e no controle dos nossos impulsos; especialmente daqueles que facilmente se sobrepõem à nossa racionalidade, liberando assim os instintos mais primitivos, oriundos dos nossos ancestrais pré-históricos.

Reconhecendo os objetivos pelos quais nos propusemos a fazer parte de um determinado grupo social, precisamos assumir o desejo de ser “diferentes” quando não encontramos as qualidades que consideramos vitais na outra pessoa, a fim de ser para esta, modelo de comportamento, de solidariedade, acolhimento, paciência, benevolência, amizade… sendo tudo regido pela boa educação.
Assim, ao invés de sair em busca de uma sociedade perfeita – de acordo com o nosso gosto – estaremos empenhados em enriquecer nossa comunidade particular com as preciosidades de nossas virtudes.

Um abraço. Deus abençoe

Dado Moura



Alçar vôos para realizar sonhos

março 2, 2007

voo1.jpgA vida sempre nos impulsiona a continuar, ainda que tenhamos de enfrentar, por algumas vezes, as amargas decepções.

Impulsionados pelo desejo e alimentados pela esperança, nossos sonhos começam a interagir com a realidade do realizável. A cada nova etapa da nossa vida, surgem novos sonhos e, projetados na prancheta de nossos devaneios eles ganham força para romper a barreira daquilo que poderia ser impossível. leia mais


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