A sinceridade nas amizades virtuais

abril 14, 2007

amizade.jpgOs contatos virtuais têm inaugurado uma nova modalidade de relacionamento. Através dos meios eletrônicos, a tecnologia nos dispõe a facilidade de relacionarmos não somente com os vizinhos da rua onde moramos, mas com pessoas da outra extremidade do mundo. Em uma sociedade cada vez mais globalizada, observamos uma característica interessante que tem se afirmado, o desejo de se estabelecer e conquistar também neste meio de comunicação – a sinceridade nas amizades virtuais.

A comunicação à longa distância, ou até mesmo sem fio, que era coisa dos filmes de ficção científica, está presente em nossas casas estreitando e dinamizando nossas relações pessoais. Se for necessário estabelecer um contato em outro idioma, estará ao nosso alcance um programa tradutor que facilita tal comunicação.

Com toda a praticidade oferecida pelos meios eletrônicos, percebemos, em certas ocasiões, que a manifestação de ideias e sentimentos, feitos através dos meios digitais, se torna mais difícil. Já enfrentamos muitos maus entendidos por ter encaminhado mensagens que na interpretação da outra pessoa, “falava” o que não se tinha “dito”; pois, como poderia as letras e ícones animados expressarem os nossos reais sentimentos?

Ainda que tenhamos o auxílio da tecnologia para manter o diálogo, fica ao nosso encargo o desafio de conquistar a sinceridade de nossos relacionamentos, em qualquer ambiente onde estivermos, seja este virtual ou não.

Se estamos aprendendo a viver com as inúmeras comunidades virtuais existentes, lidando com as diferenças de comportamentos e hábitos – pertinentes as pessoas que se encontram atrás de um computador – de maneira muito mais significativa será as exigências em nossos contatos pessoais que nos permitem tocar na experiência de vida da outra pessoa.

À medida que se estendem os braços de nossos relacionamentos, mais suscetíveis às mudanças tornaremos. Pessoas diferentes, com situações de vida diferentes, trazem consigo desejos, carências e todo um mundo de emoções que somente o ser humano é capaz de partilhar.

Levando em consideração apenas as diferenças que emergem dos nossos relacionamentos, nos parece impossível estabelecer um convívio sadio e sincero. Entretanto, se atentarmos para as qualidades que encontramos no outro, somada com o nosso desejo de aprendemos a partir dessa aproximação, certamente, nos tornaremos melhores. Isso é a graça da amizade verdadeira, do conhecer e se permitir ser conhecido, que poderá acontecer ainda que seja, também, em ambiente virtual.

Deus abençoe seus contatos

Dado Moura


A pornografia por um clique!

novembro 26, 2006

mousePor meio da Internet, abriu-se a porta para um mundo emocionante. Neste espaço cibernético, os acessos ao conhecimento e à facilidade de comunicação não poderiam passar despercebidos. Diferentemente de qualquer outra mídia, a Internet exerce um grande poder de influenciar jovens, crianças e adultos, oferecendo a todos o poder de escolha e decisão sobre o consumo de seu conteúdo.


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Assim como não podemos negar o poder de formação e da facilidade de conhecimento oferecidos por esse novo meio de comunicação, também não poderíamos deixar de comentar a popularização dos sites pornográficos, multiplicados pela Internet.

Vale lembrar que a pornografia sempre esteve presente em nossos dias: nas bancas de revistas, na TV, cinemas, entre outros. E migrou para dentro de algumas casas por meio de vídeos e, atualmente, com o acesso à Internet, muitas pessoas se vêem presas ao consumo desses conteúdos. Obviamente que não podemos culpar a Web pelo aumento desse tipo de “serviço”, mas, às pessoas que se dedicam, de alguma forma, a viciar outras, que se deixam levar pelo desejo lascivo e pela fantasia.

O dispositivo [Internet] que foi criado com o objetivo de se tornar um objeto de facilitação de nossos trabalhos e de troca de informações, muitas vezes, é reduzido apenas a um objeto de “entretenimento“, ao qual nenhum pai permitiria que suas crianças tivessem acesso, ou nenhuma empresa permitiria seus funcionários fazer o “coffe-break” diante de tais sites.

A interatividade proposta pelos softwares, desvirtuou-se nas salas de bate-papo, pois, muitas vezes, participam pessoas, que em função de suas carências, buscam na fantasia virtual saciar aquilo que antes precisaria ser curado.

Acredito que os efeitos “alucinógenos” causados pela pornografia são tão nocivos quanto qualquer outra droga. Algumas pessoas, por se sentirem protegidas atrás de seus computadores, se permitem consumir conteúdos cada vez mais bizarros, comparados, por exemplo, a outros disponíveis 20 anos atrás.

Através de áudio e vídeo, a pornografia violenta o direito de privacidade do indivíduo, expondo-o como um objeto de abuso, diminuindo sua dignidade e subjugando-o a condições vexatórias.

Em contrapartida, aqueles que consomem tais produtos, estimulados pela curiosidade e sucumbindo a desejos desenfreados, poderiam provocar a instabilidade de seus relacionamentos na tentativa de experimentar o que viram. Além de comprometer o verdadeiro valor da expressão sexual humana, desvirtuando o verdadeiro propósito da intimidade conjugal.

Assim como se faz necessário para um dependente químico que, ao perceber sua fraqueza, procura por ajuda, acredito também ser urgente aos que se arriscam em acessar conteúdos dos quais se envergonhariam se fossem surpreendidos por seus patrões, esposas, filhos ou pais – submetendo-se aos apelos pornográficos.

Deus nos abençoe

Dado Moura


Quer namorar comigo? (Namoro Virtual)

novembro 5, 2006

teclas.jpgQuem se dispõe a cultivar aqueles momentos em que se prolongavam as trocas disfarçadas de olhares? Quem poderia controlar a respiração ofegante ou o coração que parecia bater na garganta, quando se aproximava daquele(a) que o nosso coração nos apontava como o príncipe encantado ou a princesa de nossas vidas? Quem ousaria nos nossos dias, se enchendo de coragem, bater na porta dos pais daquela por quem os olhos brilham?

Hoje, em pleno século XXI, a tecnologia tem privado a muitos de não experimentarem tais emoções. A internet nos oferece a possibilidade de encontrar o “par ideal” apenas preenchendo uma ficha cadastral, facilitando o início de um namoro virtual. Para quê trocar olhares, se com os “messengers” podemos escolher através da câmera aquele(a) que melhor se aplica às nossas exigências e expectativas?

Mas ícones animados que saltitam nas telas dos computadores nada podem revelar sobre o sucesso desses relacionamentos que poluem os meios eletrônicos. Poderíamos auxiliar o nosso coração ou acalmar a nossa alma, apenas coincidindo as estatísticas de acertos de uma ficha cadastral?

Namoro é um saudável momento em que nos colocamos a conhecer e a sermos conhecidos. Aprenderemos nessa ocasião a viver as primeiras experiências no abrir mão de alguns conceitos, contestar, reavaliar, em ver as reações do outro diante de situações adversas, de ver o outro nervoso, enfim… Namoro é o nosso estágio de avaliação para confirmar a nossa determinação e nossa vocação em viver o próximo passo junto com a outra pessoa.

“Querer levar vantagem” ou “queimar etapas” não são sábias atitudes.

A proteção aparente e a segurança do anonimato que nos permite os meios eletrônicos não nos concedem a graça de viver a emoção singela de dizer a quem manifestamos um interesse especial: “Quer namorar comigo?”

Abraços,

Dado Moura

Veja outros artigos relacionados: Amizade Virtual e Entre bites e bytes


Deixa eu te contar uma coisa…

setembro 8, 2006

mentira.jpgPrimeiro de Abril – um dia em que, por razões desconhecidas, alguém com muita pouca intimidade com a verdade ou com grande inclinação para promover tumultos, tenha estimulado e convencido a outros a praticar aquilo que lhe era peculiar: Mentir!


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De repente, um fato toma proporções incontroláveis e cruza o país sem que ninguém possa confirmá-lo.
Já ouvimos histórias sobre moedas de 1 centavo, que teriam sido cunhadas em ouro branco; ou outras mais estranhas, como por exemplo, que quem se expõe por muito tempo na chuva teria um envelhecimento precoce.

Não sabemos de onde vêm nem tampouco como surgem os grandes boatos. Muitas vezes, eles surgem a partir de um fato que realmente aconteceu; outras vezes, por algumas pessoas que fazem suas próprias conjecturas e começam a divulgar uma história, que, de fato, estaria muito longe da verdade.

Não podemos nos esquecer de relatar também outros boatos envolvendo personalidades do meio televisivo “assassinadas” pelos boatos, ou cujos casamentos teriam sido rompidos, assim como histórias fantasiosas de adultérios e tantas outras invenções, que acabam sendo massificadas nas conversas dos mais ávidos por novidades.

Com a facilidade oferecida pela tecnologia, atualmente, qualquer pessoa tem acesso a uma página na Internet, a um blog, assim como pode facilmente divulgar, através do correio eletrônico, uma fofoca para uma infinidade de pessoas através das comunidades virtuais.

Foi-se o tempo em que as mentiras, boatos ou fofocas ficavam somente nas fronteiras dos muros, portões ou peitoris das janelas das comadres, que quase sempre começavam suas conversas com a famosa expressão: “Deixa eu te contar uma coisa….” e a partir disso muita coisa fluía…

E como bem diz o ditado popular que “O uso do cachimbo faz a boca torta”, se começarmos a lançar mão de pequenas “mentirinhas”, quer seja no dia Primeiro de Abril, quer seja nos outros 364 dias do ano, facilmente poderemos adquirir o hábito de nos envolver num mundo irreal, no qual se tornaria difícil para a própria pessoa perceber se o que diz é realmente uma verdade ou uma mentira.

Assim, nos precavendo dos encalços dos maus hábitos, tomemos como regra a instrução: “Protege seus ouvidos com uma sebe de espinhos; não dê ouvidos à língua maldosa, e põe em tua boca uma porta com ferrolhos” (Eclo. 28, 28). Deste modo, tomaremos o cuidado de, antes de fazer qualquer comentário, refletir sobre a veracidade e a necessidade de se propagar uma notícia, pois muitos homens morreram pelo fio da espada, mas não tanto quanto os que pereceram pela sua própria língua (confira Eclo. 28,22).

Deus abençoe o nosso proceder a cada situação.

Abraços e até o próximo encontro

Dado Moura


Amizade Virtual

agosto 31, 2006

amizade.jpgUma nova “amizade”, perguntando: “Alguém ker tc?”

Não é preciso se ter um lugar apropriado para que uma boa conversa se inicie, especialmente, quando estamos com nossos amigos. Muito mais que apenas ter alguém com quem conversar, adquirimos e partilhamos conhecimentos, experiências e até mesmo costumes nesses momentos. Sempre que possível, relembramos histórias – antigas ou não – em nossas conversas sobre nossas amizades. Sem perceber “o amigo do meu amigo” passou a ser nosso amigo também, mesmo que não o tenhamos conhecido pessoalmente. leia mais


Entre bits e Bytes

agosto 17, 2006

bytes.jpgNo mundo globalizado pela informação, a tecnologia não faz cerimônias em estender suas asas sobre as nossas casas. A informática deixou de ser apenas uma ciência e se tornou conhecida como uma plataforma de comunicação digital.


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As videoconferências que pareciam ser apenas um tipo de comunicação, presentes em filmes de ficção, hoje, se integram de maneira profunda na vida de adultos e crianças.E os relacionamentos que, antigamente, se estreitavam entre pessoas por meio de cartas ou telefonemas, no mundo moderno se tornaram obsoletos com a comunicação de áudio e vídeo em tempo real, favorecidas pela Internet.

Não hesitamos em nos cadastrar rapidamente nas diferentes comunidades virtuais. Conectados de alguma maneira à rede de computadores, através de e-mails, blogs, fotologs, messengers, entre outros, buscamos nos atualizar ou saciar o desejo da inter-relação, seja esta para vencer a solidão dos nossos dias, estreitar relacionamentos, matar saudades ou simplesmente como passatempo.

Na comunidade cibernética, somos a menor porção que compõe esse todo. Numa linguagem tecnológica, poderíamos dizer que somos o “bit” do “Byte”. Mesmo assim, trancados em “salas reservadas” e confiando na certeza volátil da segurança cibernética, fazemos “downloads” dos pensamentos, partilhamos “pastas” de sentimentos e no limiar das fronteiras cibernéticas podemos correr o risco de desligar o “firewall” da razão.

Como característica de um século marcado pela modernidade, percebemos que começam a integrar o nosso círculo de amizades, assim como de nossos filhos, colegas e amigos, pessoas, que em virtude da distância, até então, jamais poderíamos conhecê-las. Aquele que era antes apenas um “nick”, muitas vezes, consegue a proeza de passar através das “portas virtuais” para o mundo real, “materializando-se”.

Um novo comportamento e uma nova maneira de se relacionar emergiram juntamente com a tecnologia. A eficiência dos modernos meios e a velocidade em que as coisas acontecem nesse mundo cibernético seguramente refletem e interferem em nossas vidas.

Continuamente somos convidados a participar dessa realidade que nos proporciona navegar por mares nunca antes navegados.

Assim como foi necessário para o homem saber conviver com outros avanços do passado, hoje, abre-se a nós a oportunidade de navegar pelos mares da informação, negócios e lazer na velocidade dos “terabytes”. Contudo, devemos considerar que, por mais eficaz que seja tal informação, ela não substitui o calor do aconchego, fecundo nos laços do convívio real, o qual longe dos toques frenéticos dos teclados, pode nos preparar a enfrentar juntos os “rackers” do nosso dia-a-dia, que podem querer transformar o mundo real em uma viagem insólita.

Abraços

Dado Moura


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