O desafio de recomeçar a cada dia

fevereiro 16, 2012

recomeçar depois de uma brigaDiante dos eventos inesperados que surgem em nossas relações, vamos aprender, a partir deles, encontrar soluções, crescer e amadurecer dentro de nossos relacionamentos.

Ao longo de nossos convívios, vamos percebendo que infelizmente não temos o controle das coisas nem a onisciência de que gostaríamos. E assim como o futuro não poupa em surpreender a outros com suas lições, também não deixará de nos ensinar.
Para superar cada momento que surgirá à nossa frente, precisaremos ter a coragem de aceitar e viver a proposta de dar um passo a frente; no sentido de romper nossos limites. De fato, num primeiro instante, podemos ter a impressão de que o nosso problema é o maior de todos e que é a pior coisa que poderia ter nos acontecido. Leia mais Leia mais


Quando os filhos vêm

outubro 16, 2008

Tudo aquilo que era vivido entre marido e mulher passa a ser, agora, vivido em função dos horários permitidos pelo bebê.

Dentro do casamento, com a chegada dos filhos, os casais experimentam a passagem do estado de vida de marido e mulher para pai e mãe. Com o nascimento do filho, a vida tranquila estabelecida entre os cônjuges pode parecer, para os mais carentes, que estão deixando de ser amados, pois já não têm a mesma atenção de antes. Para outros casais, a criança veio roubar toda a atenção e o cuidado do mundo, e  acreditam que, justamente por causa do bebê, o relacionamento está esfriando. leia mais


Solidão, opção que não resolve problemas

setembro 25, 2008

Muitas vezes, achamos que somos vítimas injustiçadas, mas, raramente, paramos para analisar a nossa própria atitude.

Sentir-se sozinhos não significa, necessariamente, estar isolado de companhias. Muitas pessoas, vivendo em prédios com dezenas de apartamentos e cercadas de vizinhos pelos quatro lados, ainda se sentem solitárias.

Às vezes, diante de algumas crises em nossos convívios, podemos achar que o isolamento é uma solução para os nossos problemas. Contudo, o reflexo dessa tentativa interfere, também, na vida de outras pessoas que nos cercam, mas que nada têm a ver com as nossas dores. Assim, não podemos fazer da solidão uma opção de vida ou um recurso para contornar as dificuldades. leia mais


Um compromisso para toda a vida

abril 9, 2007

eterno.jpgMuitas pessoas se casam na expectativa de nunca viverem crises conjugais ou acreditam que jamais terão problemas com filhos.

A idéia do compromisso eterno pode nos provocar calafrios. Como poderíamos medir o infindável se nossa percepção de tempo está compreendida dentro de um calendário, montado e definido por homens, com 365 dias e formatados em 24 horas? leia mais


O martírio da reconciliação

fevereiro 16, 2007

Celebramos durante o ano momentos que a Igreja nos apresenta oficio de memória por aqueles que derramaram o sangue em defesa da verdadeira fé.
A Escritura Sagrada relata o martírio de muitos santos que suportaram bravamente as conseqüências de suas convicções.
Para nós, muitas vezes, a idéia de viver o martírio de sangue nos assusta.

Poderíamos suportar as mesmas provas que suportaram os irmãos Macabeus (cf. 2 Macabeus 6,18-31)? Ou ainda o martírio de São Lourenço, que sendo amarrado, foi assado ainda vivo?


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Todas essas mensagens nos apontam como resultado a elevação dos martirizados aos altares. Tão desafiante quanto foi para os primeiros cristãos professar sua fé a ponto de sangue, faz-se necessário para nós viver um martírio tão exigente quanto aquele primeiroem nossos relacionamentos.
Nos dias atuais os algozes de nossos relacionamentos se disfarçam em atitudes egoísticas, prepotentes, autoritárias ou de completa indiferença. Defendidas em favor da necessidade de uma ‘sobrevivência’, são equivocadamente consideradas inerentes à nossa própria personalidade, as vezes conformista, justamente quando o convívio se desestabiliza. Podemos correr o risco de nos defender através de desculpas como, por exemplo: – “Sou assim mesmo! Quando me conheceram eu já era assim!, Que me amem como sou! Etc..etc”.

Os algozes de nossos relacionamentos, nos forçam a viver atitudes que tendem a nos fazer abdicar de certos princípios que elevam a saúde de nossos relacionamentos e os fazem eternizá-los.
Sem a pressa de derramar nosso sangue, esses algozes, drenam pouco a pouco de nossos relacionamentos, valores como solidariedade, compreensão, amizade, afinidade… Conduzindo-nos de maneira inteligente, sem perceber, estaremos abrindo mão dos preciosos valores em nome da urgência secular e da ‘esperteza’.

Podemos até nos permitir ceder, por fraqueza, a este novo ensinamento, defendendo como causa o fato de ser o mundo dos mais espertos.
Antes mesmo de pensarmos na possibilidade de um remoto martírio de sangue, e longe das ‘desculpinhas’ defendendo nossas tendências humanas, fixemos nossos propósitos na aceitação da urgência presente de todos os níveis de nossos relacionamentos.
Desta maneira, estaremos nos oferecendo ao martírio cotidiano do amor para cada momento que nos colocamos a viver o perdão e a reconciliação exigida para todos aqueles que aspiram por sadios relacionamentos.

Deus abençoe seus relacionamentos, um abraço

Dado Moura


Quando o amor fere.

setembro 28, 2006

amorfere.jpg

A idéia que temos sobre o amor se faz de pessoas desejosas em fazer a vontade do outro e de querer favorecer momentos de felicidades. Mesmo ainda dentro da limitação humana, somos impulsionados pelo desejo de fazer com que o outro se realize com a nossa presença e apoio.

O amor nos realiza, nos completa, nos estimula a querer sempre a continuar a caminhada, apesar dos caminhos parecerem difíceis. Mesmo com todos esses exemplos, não é difícil perceber que existem pessoas que sofrem por amar.

Como conceber a idéia de um amor que fere?
Somos responsáveis por aqueles que passam por nós. Isso significa ajudar no seu crescimento, favorecer o ensinamento através da partilha, da reconciliação e do testemunho. Quem ama, precisará estar disposto a viver a eterna reconciliação. Esta prática nos forma e nos ensina a aspirar pelas virtudes, matando as nocivas tendências do homem natural. Do contrário, não seria possível testemunhar o amor que ainda inflama relacionamentos de casais por 25, 30, 40 anos… ou de amizades que se sustentam durante toda uma vida.

Muitas pessoas ainda perambulam por este mundo, se recusando a ser amadas, ou tentando reter o amor que foi plantado na sua alma e que clama ser partilhado com as pessoas que estão ao seu lado. Desta maneira, podemos estar matando aqueles que têm a nos oferecer o “combustível” para a nossa felicidade e estímulo para dizer: Vale a pena amar!

Essas pessoas sofrem porque não foram criadas para ser reservatórios de amor, nem para viver uma clausura que não traz a liberdade da alma de quem repousa na plenitude do puro e fiel sentimento.

Há quem fere os que amam destratando, agredindo fisicamente, subestimando, aprisionando… Mas, também há aqueles que ferem o amor ao se negar a serem amados. Filhos ferem o amor quando se recusam a aceitar o amor puro e fiel de seus pais; irmãos se ferem quando se recusam a aceitar o amor fiel, expresso na amizade fraternal; esposos ferem suas amadas quando se detêm em princípios egoístas. Ferimos a Deus quando recusamos a ser conduzidos por Sua vontade.

Há quanto tempo estamos deixando de ser felizes, sabendo que está no outro o nosso complemento?

Sempre que inflamados pelo desejo de romper com nossos laços afetivos, lembremos que ao romper com nossos relacionamentos estaremos estacionando no vácuo de todos os sentimentos.

Que Deus nos dê a graça por aspirarmos pelas virtudes!  

É essa reflexão que quero partilhar com você. Você poderá entender melhor e fazer seus comentários, ouvindo meus comentários adicionais, clicando nas palavras em destaque.

Até breve,

 


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