Homenagem para o dia dos pais

agosto 3, 2010

Não foram poucas as vezes em que ouvimos sua voz mais enérgica, num momento em que a preocupação de nossos dias era a de nos ocuparmos apenas com as brincadeiras de rua.
Naquele tempo, nós não conseguíamos fazer uma leitura do mundo sobre a real necessidade de aprender a obedecer às regras. Noutros tempos, já um pouco mais velhos, mas ainda imaturos, não conseguíamos contornar as dificuldades da vida com a mesma sabedoria que você podia fazê-lo.

Hoje, podemos entender as razões pelas quais, muitas vezes e da sua maneira, estabelecia a ordem.
Sem as suas mãos que nos guiavam não seríamos formados para lutar pelos nossos sonhos ou enfrentar os obstáculos que, em cada etapa, a vida nos desafia.
Levando em consideração que deixamos de ser crianças há muito tempo, você ainda nos olha com o mesmo cuidado que se tem com uma.

Feliz de nós que temos um pai como você!

Dado Moura

Outro artigo relacionado: O legado de um pai


Vencendo as barreiras nos relacionamentos

agosto 1, 2010

Quem se abre aos relacionamentos deverá estar sempre disposto a resgatar a saúde do convívio, mesmo quando inúmeras situações indicarem a facilidade da fuga como válvula de escape.

Se não tivéssemos aprendido um pouco sobre a metamorfose das borboletas, sequer poderíamos imaginar que o mesmo inseto que esvoaça entre flores tenha sido uma asquerosa lagarta, a qual semanas antes estava rastejando pelo mesmo jardim. Foram necessários interesse e maturidade para estudar o delicado comportamento dessas lagartas, do contrário, teríamos nos empenhado no extermínio daquelas devoradoras de plantas e erradicaríamos da natureza a beleza colorida que vivifica os bosques. Uma dedicação semelhante se faz necessária para cada um de nós quando a questão envolve vidas e diferenças de comportamentos. leia mais


Aprendendo a não parar nos erros

maio 25, 2010

A comunicação é a chave de todo relacionamento, mas dialogar com quem nos agrediu com  palavras ou atos, muitas vezes, vai exigir de nós mais que um esforço. Podemos prevenir muitas situações desagradáveis quando nos abrimos às vias para a troca de ideias a fim de saber o que provocou feridas no outro.
Vários motivos podem levar alguém a entrar numa discussão, e recorrer a atitudes como evitar o contato ignorando a presença da pessoa com quem convivemos – como se diz popularmente: “dar o gelo” – não será a maneira mais adequada de se resolver um impasse.  Atitudes como essas em nada contribuem para solucionar um problema, ao contrário, elas abrem precedentes para que as sementes de uma separação silenciosa germinem entre as pessoas. E sabemos que desse afastamento, muitas outras coisas poderão minar o bom convívio.


Podcast


Aceitamos viver um relacionamento, porque acreditamos no comprometimento mútuo de fazer o sentimento que nos une perseverar ao longo de nossos dias. Ainda assim, seria um erro pensarmos que a pessoa com quem nos relacionamos seja perfeita. Ninguém traz em si uma bula descrevendo suas qualidades, tampouco as suas “contraindicações”. Dentro do nosso convívio, invariavelmente, muitos de nós vamos nos confrontar com os efeitos “colaterais” da personalidade e do temperamento da outra pessoa.

Podemos lembrar em situações anteriores que, após uma briga, depois que a “poeira se assentou”, muitas vezes, reconhecemos que as causas da discórdia poderiam ter sido resolvidas de outra maneira. Entretanto, muitas pessoas, em razão do orgulho, desistem da reflexão, a qual pode ser o início de uma mudança para controlar sua impetuosidade, por exemplo; e optam por abandonar seus relacionamentos. Sem admitir suas próprias atitudes, as quais podem  não condizer com a realidade a que se propunham viver – seja nas palavras, seja nos gestos ou no comportamento –, culpam o outro.

Desistir de manter o vínculo de amizade ou do compromisso com alguém em nada contribuirá para diminuir as dores daquele que se sentiu ofendido, tampouco poderá resolver a questão causadora do cisma do relacionamento.
Não há uma fórmula perfeita para se evitar crises, mas adotar algumas atitudes como o autocontrole, a paciência e a prudência, especialmente, no trato com as palavras, nos ajudarão a desenvolver a vivência da reconciliação necessária.

Reconhecemos que as turbulências dentro das nossas convivências não acontecem de uma hora para outra e, antes de julgar e condenar uma situação ou uma pessoa pelos desentendimentos, melhor seria estudar sobre aquilo que possa ter sido a origem do problema. Uma vez detectado, por que não assumir as possíveis adaptações para continuar a viver em harmonia quando nos sentirmos advertidos ou contestados em nossos conceitos?
A resistência em dobrar-se às exigências daquilo que é novo somente nos fará cada vez mais vulneráveis a reincidir no mesmo erro num futuro próximo.

É sempre bom considerar que um relacionamento não se faz somente em função de uma pessoa, mas entre você e o outro ou entre você e um grupo de pessoas que juntos se propõem a lutar pela eliminação das possíveis diferenças. E a maturidade em viver este compromisso está na capacidade de cada um de acreditar na mudança que o outro pode alcançar, mesmo  diante das divergências de opiniões ou atitudes.
Para cada um de nós caberá se abrir às descobertas que os nossos convívios podem oferecer e acreditar na nossa capacidade de mudança e na dos outros também!

Um abraço

Dado Moura


Violência familiar e doméstica

abril 20, 2010

Mais comum do que as estatísticas apresentam, a violência doméstica e familiar é um fato explícito ou, muitas vezes, velado, encoberto, praticado dentro de casa, entre parentes (homem e mulher, entre filhos, dos filhos para com os pais e vice-versa, dentre outros), incluindo a violência e o abuso sexual contra criança, os maus-tratos contra idosos e contra a mulher, e violência contra o parceiro. Este problema se torna cada vez mais evidente, porque as marcas não são apenas sociais, mas geram um problema de saúde pública e cuidados que cada vez mais são percebidos e necessários às vítimas desses tipos de violência.

As pesquisas divulgadas mostram que os meninos são vítimas mais frequentes de violência física, porém, no que se refere à violência sexual, as vítimas mais frequentes são as meninas (3 a 4 meninas para um menino). Em muitos casos, a violência sexual e a violência física costumam aparecer juntas e nos três casos são um risco para o processo de desenvolvimento saudável da pessoa. É importante destacar a violência psicológica que também é sofrida.

A abertura para esse assunto não é muito fácil, pois, muitas vezes, a violência é silenciosa, envolve segredos familiares e aproxima-se dos agressores que, muitas vezes, estão mais próximos do que a família gostaria de encarar.

É interessante entender o que é cada um dos tipos de violência e saber como lidar com ela.

a) Violência física – ação única ou repetida, intencional, cometida por um adulto ou pessoa mais velha que a criança ou adolescente, que provoque dano físico, de grau variado de lesão que leve até à morte;

b) Violência psicológica – envolve um padrão de comportamento destrutivo do adulto, que interfere negativamente na competência social da criança, por meio de práticas de rejeição, isolamento, ameaça, descaso, corrupção, expectativas e exigências irreais, violências que não deixam marcas físicas, mas afetam diretamente o comportamento e o lado emocional dos violentados;

c) Violência sexual – ato ou jogo sexual, com a intenção de estimular sexualmente ou de usar a criança ou adolescente para obter satisfação sexual por parte de adulto ou de pessoa em estágio mais avançado de desenvolvimento. Existe também a chamada negligência que pode ser caracterizada como o abandono parcial ou total dos responsáveis e/ou a omissão quanto a oferecer as necessidades básicas e da supervisão essencial à segurança e ao desenvolvimento da criança, quando não associadas a privações socioeconômicas.

A violência contra a criança mostra-se, na maioria das vezes, como fator de risco para que apresentem problemas de comportamento, ajustamento escolar e de uma percepção social negativa, ou seja, com uma visão distorcida, amedrontada e até mesmo isolada dos relacionamentos sociais. Para enfrentar este problema, são utilizadas as chamadas redes sociais de apoio, ou seja, todos os recursos pessoais da criança e da família que são usados para enfrentar o problema da violência, como a própria família, a escola, os meios sociais frequentados pelas vítimas, além do suporte público e político no combate de tais situações.

Outra forma de agressão cometida por pais e parentes que pode prejudicar o desenvolvimento emocional, muito comum por aparentemente não causar danos às vítimas, são as violências psicológicas. Comparar a criança com o seu irmão, apontar os defeitos físicos e intelectuais ou castigá-la trancando-a no quarto escuro, são exemplos desse tipo de violência, dificilmente detectada, pois o agressor acredita que seu ato é apenas uma brincadeira ou forma de educar, mas pode gerar medos e conflitos na criança ou jovem.

Os principais sinais apresentados pelo jovem ou criança que sofre violência são: ansiedade, choros constantes sem aparente motivo, medo, pesadelos, tentativas de suicídio, marcas de violência no corpo, ataques de pânico, baixo rendimento escolar, sentimento de inferioridade.

Se a sociedade pudesse viver o verdadeiro uso da palavra “amar”, que não aquele afirmado também pela mídia, ligado apenas ao namoro e ao sexo, e sim pensar no amor por sua definição mais simples – relacionar-se com igualdade de consideração, sem superioridade ou inferioridade, sendo tolerantes às falhas e diferenças humanas – muitos casos não seriam mais presenciados. Amar é não fazer ao outro coisas que nós não gostamos que sejam feitas conosco. O que nós não gostamos de receber, certamente o outro também não deve gostar.

A partir desta vivência, nos tornaremos cooperadores um do outro em vez de destruidores. Que possamos ser agentes na extinção desta violência, com o máximo de respeito e ação frente a tais situações.

Elaine Ribeiro
Formada em Psicologia Clínica e Pós-Graduada em Gestão de Pessoas
contato:  elaineribeiro@hotmail.com

(*)artigo publicado com a permissão da autora

 


A vocação ao casamento

agosto 13, 2009

11561txtAs etapas que nos auxiliam a identificar se somos ou não chamados à vocação ao matrimônio se delineiam nos tempos do namoro e do noivado.

Muitas pessoas buscam um significado para suas vidas e desejam entender com o que realmente se identificam na missão confiada a elas. Responder a uma vocação é assumir um chamado que não ouvimos nem acertamos na resposta marcando um “x” na opção que mais nos agrada.

Certificamos de estar trilhando o caminho certo cada vez que vencemos um obstáculo dentro desse estado de vida, no qual buscamos fundamentar nossa vida: seja para o sacerdócio, seja para o matrimônio ou para a vida religiosa. leia mais


Avós, verdadeiros tesouros em nossa vida

julho 22, 2009

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Celebramos o Dia dos Avós (26/jul). Não se trata de mais uma data comemorativa criada com fins comerciais, mas de um dia de reflexão e agradecimento àqueles que tanto contribuem para a formação dos netos, sendo sua companhia cada vez mais constante e necessária no cenário atual, visto que os pais precisam trabalhar fora.

Nossos avós – e todos os idosos, de modo geral – são as pessoas que mais devem ser valorizadas como símbolos de experiência e sabedoria. Eles trazem consigo o testemunho de décadas, de gerações de avanços, modernidade e mudanças de comportamento.
Hoje, muitos deles consideram que o tempo não tem a mesma importância de outrora, tanto que o relógio de pulso é usado apenas como acessório.

Se hoje eles têm a pele flácida, o corpo mais sensível e a visão enfraquecida, devemos nos lembrar de que nem sempre foi assim. Afinal, já batalharam muito e dedicaram suas vidas ao cuidado da família. São tão dignos de carinho e respeito quanto nossos pais. Por isso, jamais devemos nos esquecer do verdadeiro valor deles.

Ser avô e avó, fazer parte da terceira ou quarta idade, não pode mais ser relacionado à invalidez, à inoperância ou à inutilidade. Grande parte ainda contribui com a mesma sociedade que os descarta, haja vista o elevado número de idosos responsáveis financeiramente por seus lares, cuidando de filhos e netos.

É muito triste constatar que em muitas famílias os idosos são tratados como objetos antigos. Há pessoas que costumam tecer comentários desrespeitosos a respeito dos mais velhos da casa, reclamando que só dão trabalho, que são lentos ou doentes. Quanta injustiça! Sua presença ensina aos mais novos o tesouro de enxergar o mundo com os olhos do coração.

Quem souber aproveitar o convívio com essas figuras que acumulam sabedoria de duas gerações, certamente terá muito a aprender com seus conselhos. Nossos avós detêm o conhecimento e a sabedoria que não são aprendidos nos livros e estão sempre dispostos a partilhar. São verdadeiros tesouros em nossa vida.

Abraços,

Dado Moura


Ninguém está livre das crises de relacionamento

julho 1, 2009

11510txtO entendimento diante dos impasses acontece quando há uma troca de ideias e o monólogo cede lugar ao diálogo.

Viver bem um relacionamento significa assumir o objetivo de um compromisso pautado no equilíbrio. Podemos ter anos de convivência conjugal, sem com isso anular a nossa identidade ao nos relacionarmos com nosso cônjuge.
Dessa forma, no decorrer dos dias, apesar da reta intenção, vamos descobrindo que, apesar do longo convívio, não estamos isentos de desavenças pertinentes às nossas vidas. leia mais


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