Escrevendo para o mundo ler

abril 15, 2008

Todo mundo já escreveu alguma coisa para alguém, mesmo não gostando.

De poeta e louco, todo mundo tem um pouco.
Talvez, este trocadilho também pudesse ser usado para os escritores, pois há pessoas que, mesmo não gostando de escrever, já ousaram fazê-lo através de algumas linhas adocicadas de ternura em longas cartas para a namorada – tempo em que não havia e-mails ou messengers. Outros continuam escrevendo e, pouco a pouco, com maior capacidade, vão apresentando suas ideias de maneira clara e objetiva. leia mais


Diferenças pessoais: uma prova de revezamento

março 25, 2008

9111txt.jpgA partir do momento em que desejamos partilhar nossa vida com alguém, experimentamos a necessidade de abrir mão de algumas coisas.

Numa competição de revezamento, em que um grupo de atletas se alterna para cumprir um propósito, a confiança no esforço de cada membro da equipe será inevitável.
Em tudo, precisamos empreender esforço, dedicação e perseverança para se alcançar a vitória. Não obstante, em nossos convívios, sobretudo entre os casais, a situação não será diferente. Em qualquer relacionamento a credibilidade no esforço do outro no sentido de melhorar a qualidade de vida almejada é imprescindível. leia mais


Idoso, um tesouro de conhecimento

setembro 18, 2007

vo.jpgAssim são os idosos, pessoas que trazem impregnado nelas o testemunho de uma geração devido ao acúmulo dos anos vividos. Para eles, hoje, o tempo não tem a mesma importância de outrora e, se ainda usam o relógio de pulso é apenas como um acessório. Com a idade avançada, os passos se tornam mais lentos e os sentidos debilitados, alguns ainda mantêm a lucidez suficiente para contar suas repetidas histórias, as quais parecem ter importância, sobretudo, para os netinhos.

Pessoas – que merecem atenção e respeito – são discriminadas pela sociedade por considerá-las fora de um padrão estipulado como ideal. Aliás, convencionou-se que uma pessoa é idosa aos 65 anos de idade. Sabemos que muitas delas ainda têm condições de contribuir em muito com a mesma sociedade que as discrimina e descarta. Entretanto, muitas vezes, essa convenção ditada pelo meio social traz para a pessoa mais velha a sensação de que ela é um estorvo, incapaz de produzir ou oferecer alguma coisa útil.

A cultura imposta pela sociedade a respeito do idoso, gradativamente, é aplicada dentro de muitos lares. Infelizmente, em algumas famílias o comentário que se faz a respeito do mais velho é o comparando a um traste, alguém que somente dá trabalho, uma pessoa lerda e caduca ou cheia de doenças. Esquecem que aquele que agora tem a pele frouxa, sensível e uma visão fraca, em outros tempos, dedicou muito de sua vida no cuidado deles, quando eram bebês indefesos, os quais hoje deveriam retribuir com os mesmos gestos de carinho e respeito.

Sabemos que, a cada novo dia, os anos de vida se tornam mais pesados – tanto para os mais novos quanto aos mais velhos. Para estes, em especial, as tarefas mais simples do dia-a-dia se tornam cada vez mais difíceis, obrigando-os a se tornarem dependentes e merecedores dos mesmos cuidados que se aplicam às crianças.

Independentemente da nacionalidade, raça, cor ou condições financeiras, a natureza nos força a trilhar os mesmos caminhos percorridos por aqueles que nos antecedem. Se não houver a valorização dos méritos das pessoas mais velhas de nossa parte, nossos filhos estarão crescendo e sendo formados sob os mesmos conceitos, aos quais provavelmente nós é que seremos submetidos em alguns anos. Lembremos que podemos ser tratados pelos nossos jovens da mesma maneira que estamos ensinando-os a tratar os seus idosos.

Aqueles que souberem aproveitar do convívio com os mais velhos terão muito a aprender com seus conselhos. Pois estes, apesar de terem as forças tragadas pelos anos, vão continuar nos ensinando com a atitude humilde de permitir que sejam guiados ou até mesmo ajudados na sua higiene pessoal.

Com a riqueza acumulada ao longo dos anos, a presença dos mais velhos traz para os mais novos o tesouro daqueles que aprenderam a ver o mundo com os olhos do coração. Ainda que não tenham mais o mesmo vigor destes, nossos velhos detêm o conhecimento e a sabedoria que não se aprendem em livros e estão sempre dispostos a partilhar tal riqueza.

Se não podemos mudar o conceito do mundo a respeito dos idosos, muito podemos fazer no nosso universo familiar. O respeito começa em casa.

Um abraço

Dado Moura

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A mudança começa nos pais!

maio 13, 2007

bote.jpgDeus concedeu aos pais o privilégio de iniciar uma geração com o nome da família. Uma geração, personalizada, que terá sua fama conhecida nas ruas, bairros, cidades, quem sabe, no mundo…Em contrapartida, responsabilidades não faltarão para aqueles que responderam ao chamado da paternidade.

Antes de nos tornarmos pais, vivemos a experiência de ser filhos. Experimentamos o conforto de esperar dos pais a providência para todas as coisas. Dentro da limitação e dos “apuros” financeiros que eles viveram, nem sequer tomávamos conhecimento.
Na nossa historia de filhos, certamente, tivemos outras experiências, que nos fizeram sofrer, talvez pela dificuldade de nossos pais ao acesso à informação, capacitação, ou, até mesmo do medo deles se abrirem para a busca de ajuda com pessoas mais experientes. Comisso, talvez, muitos filhos provaram dos amargos momentos de rispidez que não desejamos levar adiante, agora, como pais.

Embora tenhamos conhecimento dos erros cometidos, involuntariamente, por eles, começa em nós a busca de ser diferente, a fim de favorecer e resguardar a harmonia, a paz dentro do nosso “reino” e evitar atitudes que poderiam facilmente nos distanciar do sadio entrosamento. Com a chegada de alguém que, sem medo de incomodar, nos acordará por inúmeras vezes durante a noite e em outros momentos, mesmo ainda embalado no sono, não hesitará de fazer xixi em nossa roupa limpa; uma profunda transformação acontecerá, não somente no temperamento de pais, mas uma nova atmosfera tomará conta, também, da casa.

Fazendo memória da realidade de filho que se tornou pai, sabemos que enfrentaremos os mesmos problemas e preocupações que viveram nossos genitores no passado. Entretanto, sem nos deter aos erros vividos, estaremos juntos trocando experiências e assumindo novos posicionamentos face às dificuldades que surgirão no desejo de minimizá-los.
Ainda que não saibamos lidar com tamanha responsabilidade, aceitamos o báculo da nossa igreja doméstica para iniciar a mesma jornada que há milhares de anos foi, também, confiada a um profeta, incumbido-lhe a missão de conduzir seu povo à terra prometida.

Confiante que Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos, peçamos a Ele a graça de estarmos atentos aos Seus ensinamentos a fim de alcançarmos o objetivo de educar nossas crianças sob a verdade da Igreja, conforme havíamos prometido no ato da celebração do matrimônio.

Um abraço,

Dado Moura


A dificuldade da reaproximação

abril 23, 2007

ilhas.jpgÉ verdade que somente nos desentendemos com aqueles que realmente convivemos

Ninguém gostaria de viver tendo apenas uma pessoa como amiga, pois, sabemos que quanto maior o nosso círculo de amizades, maiores serão as oportunidades do aprendizado a partir da vivência com cada um deles. Às vezes, preferiríamos viver numa ilha, isolados de tudo e de todos, especialmente, quando experimentamos as asperezas dos desentendimentos, comuns e pertinentes, em nossas amizades.
Quem se abre aos relacionamentos deverá estar sempre disposto a resgatar a saúde do convívio, mesmo quando inúmeras situações indiquem como válvula de escape, a facilidade da fuga. leia mais


Um compromisso para toda a vida

abril 9, 2007

eterno.jpgMuitas pessoas se casam na expectativa de nunca viverem crises conjugais ou acreditam que jamais terão problemas com filhos.

A idéia do compromisso eterno pode nos provocar calafrios. Como poderíamos medir o infindável se nossa percepção de tempo está compreendida dentro de um calendário, montado e definido por homens, com 365 dias e formatados em 24 horas? leia mais



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