Apaixonei-me pelo meu amigo

agosto 1, 2012

Amigos separadosNossas carências poderiam ofuscar nossa visão, a ponto de acharmos que estamos apaixonados, somente pelo fato de sermos objeto da preocupação e da atenção recebida do (a) amigo (a).

Em nosso dia a dia, estamos sempre abertos a viver novas experiências, pois sabemos que a conquista de novas amizades é algo que nos faz crescer. Dessas amizades, há aquelas com quem mantemos maior empatia e sem grandes dificuldades, estabelecemos grandes vínculos.
Com isso, a conversa flui com facilidade, a simpatia da pessoa nos atraí e as nossas afinidades nos levam a “baixar a guarda” de nossos medos e receios. Sem perceber, está estabelecida uma reciprocidade, em que, ao conhecer bem com quem estamos nos relacionando, não hesitamos em partilhar nossas conquistas, vitórias, alegrias, medos, sonhos e, até mesmo de partir em defesa dessa pessoa, se necessário for. Leia mais


Amor e sedução

agosto 6, 2011

a intimidade e o sexo no casamentoAmar é muito mais que desejar estar perto de alguém ou se sentir atraído pelos atributos do (a) pretendente.

Quem não se lembra dos inícios do namoro? Nesse começo de envolvimento, a pessoa apaixonada se pega pensando no outro a todo instante e em tudo vê alguma coisa que remete os pensamentos para a pessoa por quem ainda tem um amor platônico. Assim, o galanteador através dos olhares trocados ou nas conversas – que apesar de parecerem bobas a pretendente não o descartava de imediato – lança mão de todas as “manobras”, as quais tinham como objetivo, apenas, de prolongar os momentos na presença do outro. leia mais


Um sentimento chamado paixão

fevereiro 10, 2007

paixao1.jpgTal qual a chama momentânea de um simples fósforo, a paixão deverá ser capaz de acender o “pavio” do verdadeiro amor

Quando se fala de paixão, freqüentemente fazemos ligação com algo relacionado ao amor ou ao sexo. De alguma maneira, esta se caracteriza por nos impulsionar a realizar nossos mais profundos desejos. Ela, nos estimula a levar um projeto de vida até o fim.

De outra maneira muito particular, sabemos que a paixão também está relacionada à dor e ao sofrimento. leia mais


Quando dois querem o que não podem.

novembro 20, 2006

dois-querem.jpgSabemos perfeitamente o sentido de um velho e conhecido ditado popular: “Quando um não quer, dois não brigam!” Entendemos as situações em que este é aplicado, mas, muitas vezes, nos parece que, inebriados pelo desejo, pouco se faz para se combater aquilo que arde dentro de nós. Como poderíamos evitar as situações em que uma outra frase poderia ser perfeitamente aplicada: “Quando dois querem o que não podem”.


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Há muitos anos atrás, a gente só tinha conhecimento do que nossos pais não queriam que fizéssemos e raras foram as vezes em que conhecíamos os motivos de tal proibição. Fomos, de certa maneira, até bem orientados dentro das limitações e da boa intenção deles. No entanto, ao vislumbrar o mundo novo prometido que se despontava, e seduzidos pelos sinais de uma pseudo-autonomia, permitimo-nos atravessar as fronteiras e romper os limites daquilo que, até pouco tempo, era o nosso “fruto da árvore proibida”.

Na peraltice de moleques, arriscamos roubar frutas do pomar dos outros, nadamos em rios, “matamos” aulas para ficar à toa na cidade, entre outras coisas… Com o passar do tempo, crescemos e com a gente cresceu também a peraltice. Se namorássemos às escondidas, tínhamos de ficar como as marmotas, atentos para evitar sermos vistos por alguém conhecido… E se, de repente, fôssemos interpelados por alguém, agíamos como camaleões, tentando disfarçar.

E se fumássemos às escondidas, tentando ostentar uma autonomia “volátil”, tínhamos de trazer balas nos bolsos… Entretanto, esquecíamos da roupa impregnada da fumaça do cigarro. Quem não se lembra dos apuros, preocupações e complicações em que nos metíamos quando pactuávamos com um colega ou namorado(a) a fazer o que não nos era permitido? A companhia do outro, muitas vezes, parecia nos dar forças para reincidir ou cometer nosso “crime” secreto.

Acredito que quando duas pessoas são cúmplices do mesmo desejo, e o alimentam, a concretização dele é quase certa. Entretanto, buscar ajuda com pessoas de confiança nos ajudará a sair desse transe e a voltarmos a colocar os pés no chão.

Quantas meninas não vivem o desespero de enfrentar as conseqüências de uma atividade sexual prematura, enfrentando a maternidade, quando mal conhecem seu próprio corpo. E quantos meninos, tentando garantir sua masculinidade, se apóiam na bebida, passando a noite embriagados nas calçadas. Por outro lado, muitos adultos ferem a sua cumplicidade com o outro, quando decidem romper com suas responsabilidades nas “escapulidas”, ainda que seja por um momento.

Em qualquer situação, precisaremos pensar em uma desculpa satisfatória para justificar o “delito” cometido, além de permanecer em constante vigilância para não se contradizer. Sabemos que, logo após termos feito o que não nos era permitido, a sensação era a de não ter valido a pena. Na verdade, nossos valores morais gritam por uma mudança de vida, e não “pactuam” com o que estamos ou temos vivido.

Nossa alma clama pela conversão, a qual se inicia a partir da retomada e aprofundamento de todos os ensinamentos deixados deliberadamente para trás. A companhia dos meus amigos, assim como a minha para eles, tem de agir como instrumento de crescimento e não como uma serpente sedutora.

Que a minha presença, junto a cada um de vocês, seja mais um impulso para alçar um vôo ainda maior.

Deus abençoe a nós todos.

Dado Moura


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