Uma sogra no caminho

fevereiro 7, 2010

Muito se fala das interferências da sogra na vida conjugal e nem sempre as opiniões dela, caem em boa hora ou é aceita com naturalidade. Já ouvimos muitas vezes que “em brigas de marido e mulher, ninguém põe a colher”. Se tal advertência é válida para todos os demais parentes, muito especialmente, será para as sogras. 

Grandes são as crises estabelecidas entre  nora e sogra especialmente quando ela [a sogra] insiste em querer  agir como mãe não somente do filho, mas querendo fazer as vezes de mãe, também, da nora.
Algumas sogras acreditam que a melhor atitude diante de uma situação, particular do casal, é fazer aquilo que ela própria orienta. 
É evidente que a experiência de vida de nossas sogras, são superiores as nossas, mas assim como a vida foi nos capacitando a superar obstáculos, também na vida conjugal aprenderemos a resolver outras questões, agora, assumidas e resolvidas entre marido e mulher.
O problema será maior quando a mãe do esposo perde a noção que o seu menino cresceu, e sem respeitar o momento ou mesmo o lugar, ela dá seus palpites esquecendo que o casal agora, já constitui uma nova família e uma nova história ira ser contada.


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Entretanto,  nem sempre, a sogra é a grande vilã ou uma pedra no sapato na vida da nora.
Assim como pode acontecer de sogras perderem a noção que o filho cresceu, há também filhos que não conseguiram se desligar do cordão umbilical com a sua genitora.  Seja por uma dependência financeira, por mimos ou por falta de maturidade, o filho recorre ao “colo” da mãe diante de qualquer pequena dificuldade.  E acostumado com os “amparos” da mamãe,  isso, por sua vez, permite que a sogra também dê seus palpites na vida do casal.

O fato de sermos pessoas casadas, não significa que devemos  deixar de visitar a casa de nossos pais ou desconsiderar as suas opiniões. Contudo, não se pode fazer dessas visitações um pretexto para apresentar um relatório das experiências e das dificuldades da vida a dois. Caso contrário, o almoço ou festas que deveriam ser momentos de confraternização, será aproveitado para que os parentes se “alfinetem” ou transformem o encontro em ocasião para “lavar a roupa suja” em território, o qual, a nora poderá sentir-se humilhada mediante ao assunto trazido em pauta.

É interessante a gente considerar que cada família, estabelece suas próprias regras e normas, em comum acordo, entre os cônjuges. Uma vez detectado o possível problema, cabe ao casal aproveitar dessa oportunidade para expor, entre si,  a situação que não lhe agrada, no sentido de juntos adequar o impasse.
Se o filho não consegue ainda se separar da mãe, mesmo depois  de casado, talvez, seja  um bom começo, equilibrar o tempo de permanência na casa da sogra.
Por outro lado, para que a mãe do esposo esteja interferindo na relação conjugal do filho, entre essas e outras coisas citadas acima, pode ser um indicador que comentários, os quais deveriam permanecer estritamente entre os muros da vida do casal, estejam sendo ventilados em conversas - mais para ter o que falar ao invés de oferecer ajuda. 

Para que as sogras, possam sair das margens dos relacionamentos, basta que elas se lembrem que seus filhos agora têm suas vidas próprias e seus conselhos, quando não for impostos, poderão ser úteis quando solicitados.
De maneira geral, todos nós estamos aprendendo alguma coisa com outra pessoa, assim, também será proveitoso para a sogra aprender com aquilo que a nova geração, a qual faz parte e nora, tem a ensinar. 

Um abraço
 
Dado Moura 

*este tema foi sugerido por uma leitora, a quem agradeço a participação.


A inveja que corrói corações

janeiro 21, 2010

Estamos sempre aprendendo alguma coisa em nossas convivências. Fazemos a cada dia uma nova experiência no laboratório de nossos relacionamentos. Seja dentro da família ou em outras esferas sociais,  vivemos situações de desconfiança, de raiva, de ingratidão, de ciúme…e, entre tantas outras, estamos sujeitos a deparar com a inveja. Independentemente do grau de parentesco, esse mal pode também encontrar oportunidades para se instalar em todos os nossos relacionamentos. Há pessoas que aparentam não trazer esse sentimento até o momento em que o seu profissionalismo não é ofuscado ou a sua situação de vida continue sendo superior.


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A manifestação desse mal, muitas vezes, pode nos confundir com um outro, que também provoca instabilidade dentro das relações: o ciúme! São sentimentos muito próximos, contudo, o ciúme acontece quando nos preocupamos em perder aquilo que temos, seja o amor de uma pessoa, um bem ou uma posição social. No caso da inveja, a pessoa cobiça o objeto de conquista do amigo, do irmão, vizinho, etc. E nem sempre essa avidez pode significar um bem material. Às vezes, esse sentimento se manifesta quando o invejoso percebe a maneira como alguém se veste, as amizades que alguém possa ter, a qualidade do entrosamento entre um casal, a harmonia dentro de uma família, passando por outros  inúmeros exemplos de coisas materiais.

O sentimento de inveja incomoda e corrói a autoestima da pessoa que carece das coisas que, na vida do outro, parecem acontecer com maior facilidade. E por não conseguir alcançar seus objetivos ou ser reconhecida naquilo que foi o sucesso do amigo, a pessoa invejosa se recusa a celebrar a conquista daquele que, na alegria, veio partilhar suas vitórias. Tomada por um “mix” de sentimento, que vai do ciúme à inveja, passando pelo orgulho, a pessoa tomada por esse sentimento não consegue comemorar a alegria do outro sem ocultar o seu desdém.

Tudo aquilo que se referir à pessoa bem-sucedida, o invejoso terá alguma coisa para contradizê-la, na intenção de desviar o foco da conversa ou ofuscar a imagem dela com comentários ácidos. Como pecado capital, essa fraqueza se desdobra em outros sentimentos; multiplicando-se em manifestações de ingratidão, raiva e destrato por alguém que nada lhe fez nem lhe causou prejuízo algum. É bom que se saiba que nada se consegue sem esforço e nenhuma conquista é atribuída ao acaso.  Se alguém recebe elogios ou se destaca no local de trabalho, tudo isso é resultado de muito trabalho e dedicação, por meio dos quais  o “vitorioso” colhe os frutos da sua competência na realização de seus planos.

Na verdade, a inveja é o resultado da falta de empenho de alguém na realização de suas próprias metas. Como todos os outros sentimentos daninhos, se não buscarmos a correção para esse mal, vamos colocar a perder relacionamentos de anos de conivência.
Lembremos que todo mau sentimento germina onde a semente do amor não foi semeada. Esforcemo-nos na erradicação dos sentimentos nocivos, aplicando-nos na vivência do amor, temperando nossos laços afetivos.
Quem ama se faz um com aqueles que se rejubilam e solidários com os que sofrem.

Um abraço,

Dado Moura