Casar-se para quê?

outubro 8, 2007

6882txt.jpgAs diferenças que o marido encontra na personalidade da esposa poderão ser os meios de crescimento para ele.

Interessante constatar que em raras situações de nossa vida temos a ajuda incondicional de alguém para atingir objetivos comuns desejados. A vida conjugal exige que ambos estejam sempre abertos a viver a graça do sacramento com a participação integral do outro. Entretanto, muitas pessoas relatam experiências negativas a respeito do casamento e culpam-se uns aos outros… leia mais


O legado de um pai

setembro 5, 2007

legadotxt.jpgÀ primeira vista, quando se pensa na paternidade, podemos considerar alguém que está à frente de uma família sendo o provedor de suas necessidades; pelo menos, no mínimo daquilo que se é exigido. Muitas são as tarefas daqueles que, porque geraram, tornaram-se educadores por natureza. Talvez, se compararmos todos os atributos necessários aos pais, a capacidade de gerar poderia ser classificada como a mais fácil entre todas as demais.

Certamente, educar e formar um novo homem não é uma tarefa fácil. É certo que um dia nossas crianças aprenderão a correr, a andar de bicicleta e, no tempo particular de cada uma, aprenderão tudo o que está nos livros. Saberão discernir o norte do sul, aprenderão a tabuada, navegarão pela Internet com a facilidade de quem já nasceu inserido num mundo globalizado…

No processo de crescimento natural, nossos filhos caminharão, a cada dia, mais longe do “ninho” de onde nasceram. Desvendando os mistérios de um mundo novo, viverão as alegrias que a vida proporciona e também experimentarão os “eclipses”, os quais terão de aprender a superá-los. Serão momentos únicos para cada um, assim como o foram também para nós, os quais ninguém poderá assumir por eles a vez!

Poupá-los dos sofrimentos e prepará-los para enfrentar as suas próprias dificuldades será sempre o desejo dos pais. Entretanto, seria inútil tentar encaixar nossos filhos em um molde idealizado por nós. No nosso tempo, mal sabíamos que – num futuro tão próximo – haveria alguma coisa semelhante ao mundo que temos hoje à nossa volta. Assim o “molde” que se acreditava ser perfeito 20 anos atrás, certamente, não atende às formas exigidas do tempo atual.

Então, com qual bem – que não seria roído pelas traças nem roubado pelos ladrões – eles deveriam ser cumulados?

Da relação familiar, a simplicidade da amizade entre pais e filhos fará refletir na vida deles atitudes equilibradas e de responsabilidade. Mesmo que eles tenham se formado nas melhores faculdades ou estejam trabalhando nas melhores empresas – se não tiverem experimentado a singeleza de se sentirem amados não poderão viver o ato de amar.  Esse é o legado que os filhos esperam receber em casa.

Um dia, nossos filhos estarão sentados com os seus filhos [nossos netos] contando histórias de suas histórias. Num passado vivo em seus corações ainda ecoará os sons das convivências em família, regadas de amor nas conversas, brincadeiras e gestos, que tinham como objetivo estampar um sorriso em seus lábios. Saberão que foram amados, pois aquele que detinha a autoridade em casa estava sempre na posição de servo, a serviço de suas necessidades.

Deus, sabendo daquilo que nos seria necessário, presenteou-nos com os filhos. Ainda que estes possam, por algumas vezes, parecer um fardo difícil de levar, a presença deles será para os pais o braço forte e o fôlego a mais para conquistar a vitória de uma vocação – a paternidade.

Vale a pena não desistir daquilo em que acreditamos!

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Um abraço

Dado Moura


Os anjos do volante

julho 23, 2007

tans_000txt.jpgA realização de um grande sonho de consumo se materializa quando surge a oportunidade de se comprar um carro. Não interessa se é um daquele tipo que já está isento do pagamento do IPVA, um modelo 1.0 ou um outro modelo que exigirá o pagamento do imposto correspondente a alguns salários mínimos.

Atrás de um volante, muitos motoristas parecem ser transformados. Mesmo não sendo “motoristas mutantes”, quando no trânsito são vítimas de uma fechada ou perdem a vaga de um estacionamento, facilmente colocam as “garras de fora”. Aqueles, que antes pareciam tão centrados emocionalmente, agora demonstram reações contrárias ao seu comportamento usual nessas situações. Em alguns casos, muitos fazem de seus veículos uma arma, disparando em alta velocidade, e tirando a vida de outros ou os matando ao atentar verbalmente contra a sua moral. Infringindo, assim, contra o primeiro mandamento dos motoristas: Não Matar!

O acúmulo de compromissos ou a falta de prudência faz muitos condutores disputarem cada centímetro do asfalto, deixando a educação acontecer numa outra ocasião. Na pressa contra os segundos, colocam em risco a sua própria vida e a de terceiros, esquecendo-se de que a estrada deve ser forma de comunhão entre pessoas e não arma mortal.
Muitas outras surpresas desagradáveis poderão estar reservadas no trânsito, e a direção defensiva é o antídoto para combater ou minimizar os riscos de um futuro aborrecimento. Cortesia e prudência ajudarão a lidar com os imprevistos. Nos tempos em que a insegurança nos assola, os carros ganham filmes escuros nos vidros e temos a impressão de que a película protetora, muitas vezes, embala também a solicitude dos corações de alguns motoristas, tornando-os indiferentes a ponto de faltar com a ajuda ao vizinho necessitado, especialmente vítimas de acidentes.

A busca pelo avivamento de nossas virtudes deverão ser sempre as primícias de nossos relacionamentos. Contudo, existem muitas pessoas ávidas por uma oportunidade de se impor, de alguma maneira, sobre as demais. Para alguns corações desatentos, a ânsia pelo poder alimenta, sorrateiramente, os ânimos fazendo com que tudo se transforme em sinônimo de glória. Não obstante, o valor de um automóvel e suas qualidades podem ser expressão de poder e dominação, e uma ocasião para pecar.

A sensação de poder e o sabor inebriante da liberdade podem fazer com que jovens e adultos inaptos à prática da direção ousem a assumir a função de motorista. Convencer jovens e os não tão jovens a não dirigirem quando não estão aptos a fazê-lo deve ser o compromisso daqueles que dizem amá-los. Pois muitos motoristas incapacitados ou sem condições físicas para dirigir dificultam a vida de outras pessoas inocentes, provocando tragédias. O mínimo que poderíamos fazer ao presenciá-las, ao invés de parar apenas como observadores curiosos, seria apoiar as famílias de vítimas de acidentes sendo solícitos em suas necessidades momentâneas.

Dos grandes aos pequenos acidentes de trânsito é muito comum se presenciar discussões. Nem sempre são relevantes os motivos que alteram os ânimos dos motoristas fazendo-os digladiar com palavras de forma a humilhar o seu semelhante. Cabe a outros motoristas, distanciados da situação, procurar prestar socorro e acalmar os mais exaltados, aproximando o motorista culpado e a vítima para propiciar o perdão.

Se em cada novo motorista habilitado houver o desejo de aplicar nas estradas o senso de proteção e zelo para os mais vulneráveis, respeitando as oportunidades de ultrapassagens seguras e não se valendo do tamanho ou peso de seus veículos sobre os carros de passeio, certamente, nossas estradas se transformarão em grandes veredas, pelas quais cada um que por elas trafegar poderá se sentir responsável pelo seu próximo.
Busquemos cultivar e viver as nossas responsabilidades como intercessores motorizados.

Um abraço a todos. Nós nos veremos no próximo cruzamento!

Dado Moura

Artigo produzido a partir dos Mandamentos para Motoristas, criados pelo Vaticano para promover mais segurança nas estradas. Neste texto, tomei a liberdade de apresenta-los em sua ordem original destacado-os em negrito.


Quero um casamento feliz

julho 11, 2007

6262txt.jpgSe para estabelecer fortes laços de amizades precisamos “quebrar o gelo”, num relacionamento conjugal será necessário rasgar a película do individualismo.

É estranho perceber que muitos casais, mesmo quando já têm anos de convivência, vivem como se não houvesse um compromisso comum entre eles. Sabemos que deixamos marcas sensíveis daquilo que somos e, em muitos outros casos, absorvemos os modos daquele com quem convivemos. A partir dessas experiências, ficamos mais comprometidos com aqueles que estão ao nosso lado, por meio da cumplicidade comum que rege nossos relacionamentos. leia mais


Consequências da separação

junho 27, 2007

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Para os filhos, – encarar a realidade de ter seus pais vivendo em casas separadas – poderá ser um problema, tendo em vista que a referência de família e o sinônimo de proteção

Bom seria se, por todos os nossos dias, acontecessem somente coisas que tínhamos projetado viver. No entanto, toda opção contrária à nossa vontade traz para a nossa realidade o compromisso de assimilar o novo. leia mais


Sentimentos trocados em ambiente virtual

junho 20, 2007

virtual_txt.jpgO que poderia tornar menos verdadeiros os nossos sentimentos, quando se utiliza o computador com todas as suas possibilidades de viver um relacionamento?

Muitos se lembrarão do seriado de TV chamado Perdidos no Espaço. Hoje, para aqueles que são maiores de 40 anos tiveram boa parte de sua infância recheada dos episódios dessa serie. Na viagem insólita da família Robinson, o robô B9 era um computador ambulante e ao mesmo tempo companheiro e amigo de Will Robinson. leia mais


Da paquera à traição

abril 30, 2007

paquera.jpgPensar na possibilidade de que a pessoa com quem nos relacionamos está vivendo um “affair” pode nos causar calafrios na espinha. Ainda que seja apenas uma piscadinha ou uma olhadinha, isso não deve ter espaço dentro da relação compromissada entre os casais; sejam eles casados ou namorados. Facilmente, um ato aparentemente inocente, pode favorecer uma atmosfera para se iniciar a traição, se a outra pessoa corresponder favoravelmente à primeira atitude.

O sentimento de “ainda provocar suspiros” pode estimular tanto homens como mulheres, fazendo com que se sintam atraentes, charmosos, bonitos e até pensar que mantêm ainda latente a arte do encantamento.


Podcast


Ninguém está totalmente imune a essas tentações relacionadas com o sexo oposto. “Quem brinca com fogo pode se queimar” já diz o ditado popular. A imunidade contra este mal não existe, por isso, se um “dragão de sete cabeças” estiver rondando nossos relacionamentos, será necessário não alimentar qualquer tipo de atitude que possa fortalecer suas forças destruidoras. Infelizmente, sabemos de pessoas que estão cultivando esse tipo de “monstro”, ainda que seja um “filhote”, aparentemente inofensivo. Contudo, devemos considerar que este crescerá ao ritmo das paixões desenfreadas.

Quando decidimos viver um relacionamento, assumimos vive-lo sob os mesmos laços de sentimentos. Estamos diretamente ligados e comprometidos por meio da confiança e do respeito mútuo. Qualquer pensamento ou atitude que fira os laços de compromissos, provocará um grande desconforto e abalará nossas estruturas.

Se uma crise pode abalar casais de namorados quando estes vivem tal situação, imaginemos quais seriam seus efeitos na vida conjugal, em que os laços de confiança, respeito e responsabilidade não se limitam apenas entre o casal, mas se estendem até os filhos.

Se houver a confirmação de uma relação extraconjugal, ficamos a imaginar em que poderíamos ter errado, no que estamos falhando, o que fulano (a) tem que atrai nosso (a) cônjuge, etc. Ainda neste “caldeirão” de sentimentos feridos e de ciúme, pensamos na vergonha e como enfrentaremos a situação diante dos filhos, da família, amigos e de todos aqueles que fazem parte do nosso círculo de amizade.

Crises e dificuldades vividas ao longo da vida conjugal não são poucas e tampouco deixarão de existir. Talvez, sejam inúmeras as justificativas que poderíamos discorrer na tentativa de justificar um ato de adultério, mas antes que isso aconteça, melhor seria ressaltar aqueles motivos que nos imbuiu a viver uma vida a dois, os quais, foram ratificados pelo sacramento do matrimônio. Entretanto, sem o desejo de revitalizar os laços conjugais na sua plenitude, a busca por uma realização fora do casamento, puramente por prazer ou fuga, se tornará uma busca interminável.

A superação de cada momento de crise acontecerá quando ambos assumirem que há um Deus apaixonado por cada um deles e que por Sua vontade os uniu em corpo e alma. A beleza dos frutos desse sacramento está na força restauradora que revitaliza os casais de coragem e atualiza suas consciências a respeito dos projetos que têm a realizar na vida conjugal.

Ainda que haja, numa relação extraconjugal, a aparente união física na intimidade entre quatro paredes, não haverá e nem terá como acontecer a celebração da comunhão de corpo e alma, que alegra o espírito.

Deus nos abençoe.

Dado Moura


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