Navegar sem riscos de naufragar

Julho 12, 2009

11521txtAlguns anos atrás, quando era preciso fazer uma pesquisa escolar, o local mais indicado para se obter informação era a biblioteca. Fazer a busca de um tema em várias prateleiras, folhear dezenas de livros, transcrever ou fazer cópias de algum conteúdo para iniciar um trabalho são coisas do passado. Muitas de nossas crianças jamais entraram numa biblioteca com esse objetivo. A internet mudou o ritmo de vida das pessoas mais velhas e incorporou-se de maneira anatômica ao cotidiano da nova geração.


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De acordo com a estatística da Netcraft de junho de 2009, estão à disposição dos usuários mais de 238 milhões de sites, que são grande fonte de informação e entretenimento.
Com tantas possibilidades de escolha de conteúdo, cresce também, de maneira proporcional, a preocupação de pais e formadores com relação ao que está sendo acessado pelos filhos. Para isso, há muitos programas que auxiliam na filtragem de conteúdos impróprios, mas sabemos que quando há interesse em romper uma regra, outras possibilidades são criadas.

O acesso à web, atualmente, deixou de ser exclusividade dos computadores. Os telefones celulares, hoje, são equipamentos multifuncionais no sentido mais amplo da palavra. Por intermédio desses aparelhos é possível assistir TV, fotografar, filmar, ouvir rádio… e acessar a internet. Dessa maneira, se há algum computador com programas de restrições em casa, o telefone móvel é a saída para quem deseja romper ou burlar normas.

Como todo utensílio, a internet pode ser utilizada tanto para o bem quanto para o mal. E para não permitir que alguém venha a naufragar nesse oceano de informação, uma opção seria a conscientização dos objetivos a que se pretende alcançar, quando a pessoa se dispõe a acessar a rede.

O conhecer nos transforma e traz vida por meio de uma nova perspectiva. Assim, o contato com a informação favorece, a cada um de nós, a abertura ao aprendizado e como resultado nos traz a transformação da nossa consciência.
Conteúdos pornográficos, de baixo nível ou de informações irrelevantes nos deixam como herança o vício de um vocabulário chulo ou de hábitos impróprios, tanto para jovens como para adultos.

Diante da necessidade de uma navegação segura cabe a cada um de nós, internautas, zelar por aquilo que estamos absorvendo como conhecimento. Pois nossos hábitos refletem aquilo que costumamos acolher.

Para os formadores de opinião, responsáveis pela manutenção de um site, o desafio está em tornar seu conteúdo relevante a ponto de se destacar entre os demais por sua importância, contribuindo com o desenvolvimento da formação humana e com a credibilidade das informações contidas neste celeiro virtual. Dessa maneira, asseguramos a liberdade de navegação para todos que entenderam o verdadeiro propósito da rede mundial de computadores.

Um abraço,

Dado Moura

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Internet, fonte de aprendizado

Fevereiro 19, 2009

11327txtHá pouco tempo, quando se pensava em uma mídia capaz de movimentar as massas, tínhamos como detentora dessa categoria a televisão. Longe da interatividade, os telespectadores estavam privados de opinar sobre aquilo que estava sendo apresentado.
Atualmente esse reinado tem se dividido com a internet, cuja qualidade mais marcante é a vantagem de concentrar em um mesmo dispositivo as principais características da rádio, da TV e da mídia escrita, além de favorecer a interatividade entre aqueles que fazem as notícias e o público.

Com a popularização da rede mundial de computadores, testemunhamos, minuto a minuto, as transformações do mundo no modo de pensar, de agir e de reagir por intermédio das notícias cada vez mais imediatas. A democratização dessa mídia estendeu ao público comum, que até então apenas recebia passivamente as informações, a oportunidade de também viver a experiência de ser repórter ao expressar seus pensamentos, formar opiniões ou apenas partilhar comentários por meio de muitos dispositivos oferecidos por ela, como blogs, comunidades de relacionamentos, entre outros.

De certa maneira, estamos sempre buscando aprender alguma coisa, dispostos a partilhar experiências e a contar histórias. Não hesitamos em viver – ainda que num ambiente virtual – a interação com pessoas que jamais imaginaríamos encontrar. Aquela formalidade de antes conhecer alguém para posteriormente partilhar ideias ou contar fatos, na Web acontece de modo inverso, ou seja, a importância do conteúdo apresentado abre oportunidade de contato entre os internautas, assim como com o próprio autor da matéria.

Participar com comentários em um post faz de cada leitor um coprodutor de um artigo ou notícia, especialmente, quando este reage de maneira inteligente ao fazer valer sua opinião. Por outro lado, alguém que interage de maneira apelativa, ao se aproveitar do anonimato, abusa do seu direito com atitudes de extrema provocação. Tais pessoas deixam assim transparecer que de alguma maneira o conteúdo apresentado atingiu sua verdade, por vezes, difícil de ser enfrentada, além de também manifestarem que ainda não estão capacitadas para conviver com tamanha liberdade de expressão oferecida pela internet.

Sem a participação ativa e direta de cada leitor, a Web seria apenas um grande estande com muitos sites, criado apenas para o deleite do próprio autor. Mas tenho a certeza de que, para a grande maioria, o desejo é de sempre aproveitar dessa ferramenta como fonte de aprendizado, crescimento e interação.

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Um abraço

Dado Moura