Entrevista: Lidando com as crises

agosto 10, 2012

“Todo relacionamento há crises, mas a saída mais fácil, nunca é a mais indicada.”

Por melhores que sejam nossas relações, ainda assim, jamais estaremos livres dos choques de opiniões.
Diante das instabilidades provocadas pelas crises, percebemos que não será na elevação do tom de voz ou na imposição da autoridade que faremos alguém nos ouvir ou ser convencido daquilo que argumentamos. Dessa forma, devemos atentar para o modo como tratamos as divergências, pois, a habilidade em resolver uma questão delicada está na maneira como alcançamos seus resultados.

Para quem não teve a oportunidade de assistir a minha participação da TV Vanguarda, subsidiária da TV Globo na região do Vale do Paraíba, segue os links dos respectivos blocos do programa Vanguarda Comunidade.

Entrevista Lidando com as crises – Parte 1

Entrevista Lidando com as crises – Parte 2

Entrevista Lidando com as crises – Parte 3

Saiba mais sobre o conteúdo do livro Lidando com as crises  e da minha participação na 22ª Bienal

Abraços

Dado Moura


Insegurança, o desafio nosso de cada dia

abril 8, 2012

a insatisfação O inseguro se torna facilmente influenciado por outras pessoas, pois dessas, ele espera, na verdade, a validação de seus atos.

Quando éramos apenas crianças, nossos pais assumiam a frente daquilo que precisávamos fazer. Eles eram nossos tutores e em todas as nossas necessidades ou dúvidas nós recorríamos a eles.
Hoje, muitas vezes, hesitamos diante de uma situação quando queremos nos arriscar em algo novo. Leia mais


A diferença de idade no namoro

junho 2, 2010

namorado mais velhoHá muita resistência por parte de algumas pessoas ao verem um casal de terceira idade namorando.

Namorar é a maneira de identificar em alguém as qualidades que admiramos e sonhamos viver em comum na vida a dois. De modo geral, todos nós já fizemos alguma “triagem” sobre o outro, quando estávamos buscando por um(a) namorado(a). Nisso, estabelecemos pontos básicos para filtrar os possíveis pretendentes, que, de certa maneira, deveriam se enquadrar no nosso perfil e corresponder ao nosso estilo de vida. Por exemplo, a pessoa que gosta de uma vida noturna, certamente vai procurar por alguém que também aprecie esse tipo de lazer e, assim, sucessivamente. leia mais


A inveja que corrói corações

janeiro 21, 2010

inveja um sentimento que destroi o relacionamentoO sentimento de inveja incomoda e corrói a autoestima da pessoa que carece das coisas que, na vida do outro, parecem acontecer com maior facilidade.

Estamos sempre aprendendo alguma coisa em nossas convivências. Fazemos a cada dia uma nova experiência no laboratório de nossos relacionamentos. Seja dentro da família ou em outras esferas sociais,  vivemos situações de desconfiança, de raiva, de ingratidão, de ciúme…e, entre tantas outras, estamos sujeitos a deparar com a inveja. Independentemente do grau de parentesco, esse mal pode também encontrar oportunidades para se instalar em todos os nossos relacionamentos. Há pessoas que aparentam não trazer esse sentimento até o momento em que o seu profissionalismo não é ofuscado ou a sua situação de vida continue sendo superior. leia mais


O fim do ciúme

janeiro 1, 2009

11281txtO ciúme é, de fato, algo que acontece. Entretanto, se não houver o esforço para a mudança, ele poderá se tornar ameaçador para os casais.

Um relacionamento não se constrói apenas de momentos de carinhos, beijos e abraços, mas também de esforço e ajuda mútua para resolvermos os pequenos impasses pertinentes ao convívio. Quando nos dispomos a viver com outra pessoa uma experiência de vida comum, a dinâmica do convívio nos permite influenciar e ser influenciado em nossos comportamentos. Por não sermos perfeitos, certamente, muitos ajustes precisarão acontecer dentro da vida a dois. Entre algumas dessas necessidades está a ajuda para o controle do ciúme. Leia o resto deste post »



A amizade em estado de alerta

janeiro 5, 2008

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Quanto maior for a confiança mútua, tanto maior será o enriquecimento de nossos relacionamentos.

Todos nós temos diferentes graus de amizades e sabemos que a partir desse primeiro nível de relacionamento outros sentimentos poderão aflorar. A palavra “amizade” é definida pelo dicionário como fielafeição, simpatia, estima ou ternura entre as pessoas que geralmente não estão ligadas por laços de família. Ao estabelecermos fortes vínculos com pessoas, que não foram educadas sob os mesmos princípios nossos – identificando-nos com elas e as considerando dignas de confiança – nasce a amizade.


Podcast


Quem conquistou uma verdadeira amizade, deposita e acredita na integridade do amigo a ponto de destacar suas qualidades dentre outras pessoas conhecidas. Tornamo-nos mais próximos à medida que se desenvolvem os laços de amizade.
Sem medo, fazemos dessa pessoa uma fiel depositária dos nossos sonhos, partilhamos nossas necessidades, dores, crises e choramos, juntos, se for preciso. Sentimo-nos amados e correspondemos a esse amor manifestando também o nosso carinho por esta pessoa.

Quanto maior for a confiança mútua, tanto maior será o enriquecimento de nossos relacionamentos. Embora possam surgir algumas desavenças, uma amizade verdadeira resistirá às situações de dificuldade. Entretanto, a credibilidade, que se tem por alguém, desaparece quando aquilo que pensávamos ter sido verdadeiro é descoberto como uma farsa, mentira ou uma maquinação para se tirar, de alguma maneira, proveito do relacionamento estabelecido.
Se a confiança mútua enriquece e fortalece nossos vínculos, a desconfiança nos faz ficar em constante “estado de alerta”, tanto por parte de quem causou a situação como para quem foi vítima dela. Como se costuma dizer: estaremos sempre dormindo com um olho aberto e outro fechado quando estivermos perto dessa pessoa.

Quando alguém sofre algum tipo de decepção, mesmo que seja em ambiente de trabalho, dificilmente as pessoas quererão integrar em uma mesma equipe com quem a causou. Imaginemos a dificuldade do convívio, se a confiança for abalada, dentro de um relacionamento mais estreito em que o casal faz planos para o futuro ou entre sócios de um empreendimento?

Uma vez desconfiados, como poderemos partilhar aquilo que consideramos importante com alguém que rompeu um tratado de “cumplicidade”?
Por mais que este insista em dizer que se corrigiu e que mudou seu comportamento, para a pessoa, que se sentiu enganada, restará a dificuldade em viver a mesma cumplicidade de antes.

Diante da triste experiência, percebemos não ter escolhido a pessoa certa para depositarmos nossa confiança. Reconhecer nosso erro, por alguma coisa que não deu certo com determinada pessoa, é uma virtude. Das amargas experiências vividas nos relacionamentos, aprendemos que há uma grande diferença entre um verdadeiro amigo e um conhecido.

Para se viver a cumplicidade necessária dentro de qualquer relacionamento, seja este comercial ou não, a confiança é fundamental. Se acreditamos no provérbio que diz sobre o tesouro que se tem aquele que encontrou um amigo, vale a pena garimpar atentamente para se alcançar tal riqueza e evitar maiores aborrecimentos.

Leia tambem: A amizade que “sub-trai”

Um abraço,

Dado Moura


Sou dependente do namorado

junho 6, 2007

margarida.jpgA fase mais interessante na vida do ser humano é quando este percebe sua capacidade de viver a troca da experiência promovida pelo amor. A água, o ar e o alimento são tão vitais para nosso organismo como são para o nosso espírito o carinho e a atenção.

Alegra-nos saber que temos a capacidade de nutrir o viver do outro com aquilo que emana do nosso coração. Com isso, os nossos relacionamentos ganham uma característica mais abrangente. Se, anteriormente, sabíamos conviver bem como amigos; identificamos, agora, o “denominador comum” dos mais nobres sentimentos que vão além da simples amizade.

Para algumas pessoas, o início de um namoro pode significar a liberdade esperada. Para outras, o namoro que deveria ser um complemento na vida da pessoa,  se transforma em um “divisor de águas”, separando a pessoa do proprio meio social em que se vive, dos amigos e às vezes até do convívio com os familiares. Dentro de um relacionamento em que as pessoas se dizem amar mutuamente, não será saudável permitir a ruptura com outros tipos de relações que anteriormente eram mantidas. Para algumas pessoas, o início do namoro parece significar a privação das amizades ou o abandono de outras atividades de lazer.

Entendo que o relacionamento entre namorados deverá estar fundamentado nos alicerces da confiança e da sinceridade. Nutrir os sentimentos de alguém e mantê-los vivos é uma tarefa que exigirá dedicação, comprometimento e equilíbrio. Para isso, não se faz necessário alguém se anular ou viver aquilo que o outro deseja que seja vivido. As demonstrações de carinho no tratamento, no diálogo e na vivência do romantismo são também atributos de um apaixonado. O namoro não pode aprisionar ou controlar a liberdade de quem amamos. Aquele que ama não aprisiona a pessoa amada em suas “celas” de ciúme, inseguranças, egoísmos ou caprichos!

Em alguns casos, um dos enamorados vive como um satélite, “orbitando” ao redor do outro. A falta de equilíbrio a respeito dos fatos que emergem dessa relação, pode ofuscar a visão do mais apaixonado ou desvirtuar os objetivos dos mais carentes, levando-os a viver a dependência, – pouco saudável –, do ser amado. Isto é, a namorada somente faz determinada atividade após a aprovação do namorado ou vice-versa. Às vezes, a dependência chega a ponto de consultar a opinião do outro para se fazer as coisas mais simples, que antes eram feitas por conta própria.

Acredito que, ao contrário do que se possa pensar, tais casais que estão vivendo essa situação,  se encontram fechados à experiência da reciprocidade em amar e ser amados. Algumas vezes, percebemos que a reciprocidade nos relacionamentos não parece ser tão proporcional quanto se deveria. Podemos estar vivendo um relacionamento mantido apenas pela “força gravitacional” da nossa carência, ou talvez, outros fatores ganharam maior relevância dentro do relacionamento que não o conhecer e o se fazer conhecido. Antes que se torne uma dependência doentia, é interessante avaliar em nossos relacionamentos os verdadeiros motivos que nos prendem a outra pessoa.

Um abraço

Dado Moura


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