Sou dependente do namorado

junho 6, 2007

margarida.jpgA fase mais interessante na vida do ser humano é quando este percebe sua capacidade de viver a troca da experiência promovida pelo amor. A água, o ar e o alimento são tão vitais para nosso organismo como são para o nosso espírito o carinho e a atenção.

Alegra-nos saber que temos a capacidade de nutrir o viver do outro com aquilo que emana do nosso coração. Com isso, os nossos relacionamentos ganham uma característica mais abrangente. Se, anteriormente, sabíamos conviver bem como amigos; identificamos, agora, o “denominador comum” dos mais nobres sentimentos que vão além da simples amizade.

Para algumas pessoas, o início de um namoro pode significar a liberdade esperada. Para outras, o namoro que deveria ser um complemento na vida da pessoa,  se transforma em um “divisor de águas”, separando a pessoa do proprio meio social em que se vive, dos amigos e às vezes até do convívio com os familiares. Dentro de um relacionamento em que as pessoas se dizem amar mutuamente, não será saudável permitir a ruptura com outros tipos de relações que anteriormente eram mantidas. Para algumas pessoas, o início do namoro parece significar a privação das amizades ou o abandono de outras atividades de lazer.

Entendo que o relacionamento entre namorados deverá estar fundamentado nos alicerces da confiança e da sinceridade. Nutrir os sentimentos de alguém e mantê-los vivos é uma tarefa que exigirá dedicação, comprometimento e equilíbrio. Para isso, não se faz necessário alguém se anular ou viver aquilo que o outro deseja que seja vivido. As demonstrações de carinho no tratamento, no diálogo e na vivência do romantismo são também atributos de um apaixonado. O namoro não pode aprisionar ou controlar a liberdade de quem amamos. Aquele que ama não aprisiona a pessoa amada em suas “celas” de ciúme, inseguranças, egoísmos ou caprichos!

Em alguns casos, um dos enamorados vive como um satélite, “orbitando” ao redor do outro. A falta de equilíbrio a respeito dos fatos que emergem dessa relação, pode ofuscar a visão do mais apaixonado ou desvirtuar os objetivos dos mais carentes, levando-os a viver a dependência, – pouco saudável –, do ser amado. Isto é, a namorada somente faz determinada atividade após a aprovação do namorado ou vice-versa. Às vezes, a dependência chega a ponto de consultar a opinião do outro para se fazer as coisas mais simples, que antes eram feitas por conta própria.

Acredito que, ao contrário do que se possa pensar, tais casais que estão vivendo essa situação,  se encontram fechados à experiência da reciprocidade em amar e ser amados. Algumas vezes, percebemos que a reciprocidade nos relacionamentos não parece ser tão proporcional quanto se deveria. Podemos estar vivendo um relacionamento mantido apenas pela “força gravitacional” da nossa carência, ou talvez, outros fatores ganharam maior relevância dentro do relacionamento que não o conhecer e o se fazer conhecido. Antes que se torne uma dependência doentia, é interessante avaliar em nossos relacionamentos os verdadeiros motivos que nos prendem a outra pessoa.

Um abraço

Dado Moura


Quando o namoro chega ao fim

dezembro 27, 2006

florseca.jpgNenhuma relação poderá ser mantida por muito tempo apenas por uma das partes.

A novidade dos primeiros momentos de namoro traz para a vida um colorido diferente, um estímulo que nem a distância, nem as condições atmosféricas, por piores que possam parecer, poderiam fazer que os enamorados adiassem um encontro. Para os casais mais românticos, trocas de cartões apaixonados, flores e, ultimamente, os “torpedos” por meio dos celulares, continuamente “explodem”, enchendo os corações dos apaixonados com mensagens de amor.


Podcast


Após algum tempo, muitas vezes, lentamente, o romantismo, que se esperava durar por toda a vida, vai perdendo o empenho e a força. leia mais


A pornografia por um clique!

novembro 26, 2006

mousePor meio da Internet, abriu-se a porta para um mundo emocionante. Neste espaço cibernético, os acessos ao conhecimento e à facilidade de comunicação não poderiam passar despercebidos. Diferentemente de qualquer outra mídia, a Internet exerce um grande poder de influenciar jovens, crianças e adultos, oferecendo a todos o poder de escolha e decisão sobre o consumo de seu conteúdo.


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Assim como não podemos negar o poder de formação e da facilidade de conhecimento oferecidos por esse novo meio de comunicação, também não poderíamos deixar de comentar a popularização dos sites pornográficos, multiplicados pela Internet.

Vale lembrar que a pornografia sempre esteve presente em nossos dias: nas bancas de revistas, na TV, cinemas, entre outros. E migrou para dentro de algumas casas por meio de vídeos e, atualmente, com o acesso à Internet, muitas pessoas se vêem presas ao consumo desses conteúdos. Obviamente que não podemos culpar a Web pelo aumento desse tipo de “serviço”, mas, às pessoas que se dedicam, de alguma forma, a viciar outras, que se deixam levar pelo desejo lascivo e pela fantasia.

O dispositivo [Internet] que foi criado com o objetivo de se tornar um objeto de facilitação de nossos trabalhos e de troca de informações, muitas vezes, é reduzido apenas a um objeto de “entretenimento“, ao qual nenhum pai permitiria que suas crianças tivessem acesso, ou nenhuma empresa permitiria seus funcionários fazer o “coffe-break” diante de tais sites.

A interatividade proposta pelos softwares, desvirtuou-se nas salas de bate-papo, pois, muitas vezes, participam pessoas, que em função de suas carências, buscam na fantasia virtual saciar aquilo que antes precisaria ser curado.

Acredito que os efeitos “alucinógenos” causados pela pornografia são tão nocivos quanto qualquer outra droga. Algumas pessoas, por se sentirem protegidas atrás de seus computadores, se permitem consumir conteúdos cada vez mais bizarros, comparados, por exemplo, a outros disponíveis 20 anos atrás.

Através de áudio e vídeo, a pornografia violenta o direito de privacidade do indivíduo, expondo-o como um objeto de abuso, diminuindo sua dignidade e subjugando-o a condições vexatórias.

Em contrapartida, aqueles que consomem tais produtos, estimulados pela curiosidade e sucumbindo a desejos desenfreados, poderiam provocar a instabilidade de seus relacionamentos na tentativa de experimentar o que viram. Além de comprometer o verdadeiro valor da expressão sexual humana, desvirtuando o verdadeiro propósito da intimidade conjugal.

Assim como se faz necessário para um dependente químico que, ao perceber sua fraqueza, procura por ajuda, acredito também ser urgente aos que se arriscam em acessar conteúdos dos quais se envergonhariam se fossem surpreendidos por seus patrões, esposas, filhos ou pais – submetendo-se aos apelos pornográficos.

Deus nos abençoe

Dado Moura


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