Aprendendo a não parar nos erros

maio 25, 2010

A comunicação é a chave de todo relacionamento, mas dialogar com quem nos agrediu com  palavras ou atos, muitas vezes, vai exigir de nós mais que um esforço. Podemos prevenir muitas situações desagradáveis quando nos abrimos às vias para a troca de ideias a fim de saber o que provocou feridas no outro.
Vários motivos podem levar alguém a entrar numa discussão, e recorrer a atitudes como evitar o contato ignorando a presença da pessoa com quem convivemos – como se diz popularmente: “dar o gelo” – não será a maneira mais adequada de se resolver um impasse.  Atitudes como essas em nada contribuem para solucionar um problema, ao contrário, elas abrem precedentes para que as sementes de uma separação silenciosa germinem entre as pessoas. E sabemos que desse afastamento, muitas outras coisas poderão minar o bom convívio.


Podcast


Aceitamos viver um relacionamento, porque acreditamos no comprometimento mútuo de fazer o sentimento que nos une perseverar ao longo de nossos dias. Ainda assim, seria um erro pensarmos que a pessoa com quem nos relacionamos seja perfeita. Ninguém traz em si uma bula descrevendo suas qualidades, tampouco as suas “contraindicações”. Dentro do nosso convívio, invariavelmente, muitos de nós vamos nos confrontar com os efeitos “colaterais” da personalidade e do temperamento da outra pessoa.

Podemos lembrar em situações anteriores que, após uma briga, depois que a “poeira se assentou”, muitas vezes, reconhecemos que as causas da discórdia poderiam ter sido resolvidas de outra maneira. Entretanto, muitas pessoas, em razão do orgulho, desistem da reflexão, a qual pode ser o início de uma mudança para controlar sua impetuosidade, por exemplo; e optam por abandonar seus relacionamentos. Sem admitir suas próprias atitudes, as quais podem  não condizer com a realidade a que se propunham viver – seja nas palavras, seja nos gestos ou no comportamento –, culpam o outro.

Desistir de manter o vínculo de amizade ou do compromisso com alguém em nada contribuirá para diminuir as dores daquele que se sentiu ofendido, tampouco poderá resolver a questão causadora do cisma do relacionamento.
Não há uma fórmula perfeita para se evitar crises, mas adotar algumas atitudes como o autocontrole, a paciência e a prudência, especialmente, no trato com as palavras, nos ajudarão a desenvolver a vivência da reconciliação necessária.

Reconhecemos que as turbulências dentro das nossas convivências não acontecem de uma hora para outra e, antes de julgar e condenar uma situação ou uma pessoa pelos desentendimentos, melhor seria estudar sobre aquilo que possa ter sido a origem do problema. Uma vez detectado, por que não assumir as possíveis adaptações para continuar a viver em harmonia quando nos sentirmos advertidos ou contestados em nossos conceitos?
A resistência em dobrar-se às exigências daquilo que é novo somente nos fará cada vez mais vulneráveis a reincidir no mesmo erro num futuro próximo.

É sempre bom considerar que um relacionamento não se faz somente em função de uma pessoa, mas entre você e o outro ou entre você e um grupo de pessoas que juntos se propõem a lutar pela eliminação das possíveis diferenças. E a maturidade em viver este compromisso está na capacidade de cada um de acreditar na mudança que o outro pode alcançar, mesmo  diante das divergências de opiniões ou atitudes.
Para cada um de nós caberá se abrir às descobertas que os nossos convívios podem oferecer e acreditar na nossa capacidade de mudança e na dos outros também!

Um abraço

Dado Moura


A verdade não usa máscaras

fevereiro 6, 2009

mascaratxt1Antes que a arte de imitar saia dos palcos e adentre em nossos relacionamentos, melhor será não mascarar os fatos da vida real.

Para um ator é necessário – para o exercício da profissão – interpretar inúmeros personagens. Antigamente, no teatro as máscaras eram utilizadas como peças de caracterização, as quais ajudavam os atores a compor um personagem. Por um período de tempo, o ator, na apresentação do seu trabalho, finge ser outra pessoa. Todo esse esforço visa tornar um personagem fictício em alguém “real”, provocando e arrancando as emoções desejadas dos espectadores. leia mais


Feliz homem novo!

dezembro 29, 2008

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Que a contagem regressiva dos 10 segundos finais do último dia do ano marque o início de um novo período de verdadeiras mudanças.

Mais um ano se finda na excitação das grandes festas de Réveillon. Pessoas de todo o mundo, lembrando das dificuldades vividas durante o ano, se enchem de esperanças para enfrentar um novo exército com 365 bravos guerreiros que não hesitarão em nos testar até a exaustão de cada dia.

Certamente, celebramos o primeiro dia donovo calendário na expectativa de um ano de paz e confraternização mundial. Queremos que os próximos dias sigam pelas veredas da paz e harmonia, e muitas pessoas, presas a velhas crenças, não se importam em pular sete ondas, comer sementes de romã ou se vestir de branco – acreditando que essas e muitas outras práticas populares podem lhes “atrair” boa sorte, afastar o mau-olhado ou trazer a felicidade – acompanhada de muito dinheiro e saúde. leia mais


O presente que falta ser desembrulhado

dezembro 1, 2008

11238txtA felicidade que se busca não está contida num pacote embrulhado ou, simplesmente, nos votos de dias sem preocupações, crises e sofrimentos.

É praticamente impossível não deixar de perceber que o Natal está chegando. As casas ganham uma ornamentação especial. As pessoasse mobilizam de tal maneira que nenhuma outra celebração do ano parece igual. Árvores são iluminadas, jardins decorados e o comércio se movimenta traçando estratégias para melhores faturamentos.

As empresas comemoram com seus empregados brindando a chegada de mais um Natal, com comidas, brincadeiras e troca de presentes, ainda que muitos desses, depois de desembrulhados, sejamesquecidos nos armários ao longo dos meses futuros. A maneira como a grande maioria das pessoas celebra essa festa pouco se assemelha com uma celebração religiosa cristã. leia mais


Solidão, opção que não resolve problemas

setembro 25, 2008

Muitas vezes, achamos que somos vítimas injustiçadas, mas, raramente, paramos para analisar a nossa própria atitude.

Sentir-se sozinhos não significa, necessariamente, estar isolado de companhias. Muitas pessoas, vivendo em prédios com dezenas de apartamentos e cercadas de vizinhos pelos quatro lados, ainda se sentem solitárias.

Às vezes, diante de algumas crises em nossos convívios, podemos achar que o isolamento é uma solução para os nossos problemas. Contudo, o reflexo dessa tentativa interfere, também, na vida de outras pessoas que nos cercam, mas que nada têm a ver com as nossas dores. Assim, não podemos fazer da solidão uma opção de vida ou um recurso para contornar as dificuldades. leia mais



O perigo de um desabafo

julho 24, 2008

A melhor forma de se resolver uma crise é contar com a participação direta do outro naquilo que se refere ao desentendimento.

Quando desabafamos com um alguém sobre nossas intimidades podemos ter conseqüências desastrosas se escolhemos um “confidente” sem maturidade para acolher o que temos a falar. Uma pessoa fragilizada pelos desentendimentos e crise de seu relacionamento poderá facilmente recorrer à ajuda de quem está mais próximo dela. leia mais


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