Os casos de traição são sempre tratados pelos filmes e novelas de maneira romântica, na tentativa de se viver um amor verdadeiro. Os protagonistas, nesses episódios, se envolvem quase sempre num jogo de sedução, no qual as justificativas para a infidelidade são muitas, como a agressividade do parceiro, o desgaste da relação, a falta de atenção do cônjuge, entre outros argumentos. Esse tema, quando tratado nas novelas, além de garantir a essas atrações televisivas muitos ponto de audiência, poluem, com fantasias, a mente dos telespectadores, os quais, muitas vezes, se revestem das razões apresentadas pela ficção. Entretanto, na vida real, os relacionamentos extraconjugais provocam sequelas muito mais profundas do que vemos nas telas, pois sempre são apresentados de modo glamoroso e fantasioso pela cinematografia.

Um relacionamento progride na cumplicidade e na confiança mútua, ainda assim, crises e diferenças de atitudes e de comportamentos, muitas vezes, geram desavenças, críticas e murmurações entre os casais. Infelizmente, como consequência dessas divergências surge o afastamento gradativo, quando estas não são trabalhadas para a superação. Em pouco tempo, aquilo que o casal tinha como objetivo comum, motivo pelo qual assumiram a vida a dois, será ofuscado, originando o esfriamento e a indiferença entre eles. Com isso, passa-se a sentir a ausência de atenção e de carinho do outro. Essa carência pode despertar outros sentimentos e abrir precedentes ao encantamento, para que um deles venha a viver outras sensações. Isso pode favorecer um relacionamento extraconjugal, que rompe os laços de confiança para com o cônjuge, firmados anteriormente.
A traição num relacionamento, muitas vezes, é sinal de um fraco entrosamento entre os cônjuges. Ao contrário do que se possa imaginar, esse tipo de problema atinge não somente os casamentos mais recentes, como também os que já superaram algumas dezenas de anos. Os amantes, a cada encontro, não passam de um instrumento de prazer mútuo, assegurados pelo sigilo e pela discrição. Mas o que faz alguém que mantém uma relação duradoura buscar numa outra pessoa uma nova experiência?
Alguém que mantém um relacionamento extraconjugal vive na superficialidade de uma relação. A pessoa insatisfeita por algum motivo, dentro da vida conjugal, alimenta fantasias, acreditando no romantismo de uma aventura, ainda que esta seja passageira. Na tentativa de saciar essa ausência, a pessoa mantém o amante nas órbitas de seu casamento, em vez de resgatar o enamoramento e sanar as crises com o próprio cônjuge.
A pessoa que se sujeita a viver anos a fio como amante de alguém casado alimenta ilusões e acredita que um dia poderá tê-lo (a) consigo. Iludida por promessas ou vantagens, ela vive seus dias à espera de uma atitude de quem diz já não ter nenhuma vida íntima com a (o) cônjuge e que mantém o casamento por causa dos filhos. Contudo, quem aceita essa condição, mesmo que um dia venha a viver um vínculo maior com a pessoa com a qual se relaciona, poderá viver, no futuro, a mesma sorte da pessoa traída, que hoje vive as dores da infidelidade.
Seja por uma carência de atenção, seja por alimentar uma fantasia de aventura casual com um (a) antigo(a) namorado (a), a pessoa que envereda por esses caminhos se expõe a ferimentos que não apenas atingem a si própria, como também deixam marcas nas famílias envolvidas. Contudo, a traição conjugal somente surgirá quando as indiferenças e os desajustes se tornarem frequentes na vida a dois, motivos pelos quais muitos casais passam a acreditar que o amor deixou de existir. Diante dessa tormenta, será um momento propício para recobrarem as lembranças do tempo de namoro, as quais nutriram o sentimento arraigado no amor, a ponto de assumirem um compromisso de vida. Este somente poderá morrer se não for alimentado pelo casal.
Resgatar um relacionamento, abalado por tal situação, exigirá uma retomada de pequenos gestos de ambas as partes. Antes de condenar este ou aquele pelo ato falho ou pagar com a mesma moeda, reconhecer a falta de atenção e as razões que levaram a relação conjugal a entrar em crise pode ser o primeiro passo para iniciar a reestruturação do casamento.
Somente com a dedicação de ambos, o estreitamento dos laços entre os casais poderá vencer os transtornos provocados pela traição. Com dedicação, tanto marido quanto mulher poderão, com o mesmo afinco, superar essa situação, a ponto de se tornarem novamente dignos de confiança. (conf. A chave do passado)
Um abraço!
Dado Moura








TRAIÇÂO
É sábio reconhecer dentro de você a experiência que lhe fala alto nos efeitos que isso ocasiona em seu reduto maior sua casa e falar aos supostos amigos que deveriam comentar também sobre os retrocessos e dificuldades em assumir frente aos que antes lhe faziam ou ainda fazem felizes.
Até quando haverá quebra de sonhos para viver outros prazeres momentâneos deixando a quem diz amar infeliz, até quando a resposta de uma não aceitação a dor será incentivo ao proibido motivando a traição.
As energias e conseqüências advindas, o tempo cobrará, mais cedo ou mais tarde, e então?
A pior forma de energia que podemos atrair para nossas vidas é a não aceitação de seu próprio feito e o gozo de hoje mistura-se a má energia do falar mal, mentir, ignorar, criticar, criar ódios, competições destruidoras, quebra de harmonia, aumento das cobranças, insatisfações e quebra de sonhos.
O desamor fere e sangra, trás insegurança e mudança radical ferina. Compactuar com isso é morrer sem coragem de revelar sua auto-acomodação.
Ricos são aqueles que optam seguros e reconhecem o seu melhor, pois casamos e até namoramos para fazer o outro feliz.
A seriedade do perdão não só para quem perdoa, mas para quem recebe e também se auto-perdoa, isso trás uma vida com melhor consenso e equilíbrio, digo até que surge reajustes e revelações com diálogos, assim molda-se novamente as perdas do amor que só você entende e vivencia.
Digo apenas que ame na sua totalidade, pois o desamor é uma energia bastante negativa e extremamente demolidora.
…MÔNICA DANTAS CÂNDIDO…