Sabemos o quanto é difícil a convivência com alguém que vive às voltas por um “trago”. Numa família, todos sofrem; tanto o viciado quanto os demais membros da casa.
Muitos de nós já ouvimos alguém dizer, mesmo em tom de brincadeira, que a sobriedade é uma escolha. Se a brincadeira for levada ao pé da letra, a pessoa escolhe, conscientemente, por não querer ter atitudes e pensamentos centrados e equilibrados, pelo menos durante um período de tempo. Ironicamente,outras pessoas enfrentam grandes dificuldades em viver na própria sobriedade. São pessoas que se veem amarradas a algum tipo de vício. Elas se sentem envolvidas por uma necessidade compulsiva de fumar, beber ou se drogar. Sem forças para lutar contra um desejo nocivo, essas pessoas se intoxicam até perderem os sentidos básicos que as diferenciam de um ser irracional. Para essas pessoas, optar pela sobriedade é mais que uma questão de honra, é um motivo para conquistar a vida.
A pessoa envolvida na dependência química vive também outras dificuldades que refletem em seu caráter. Sua autoestima praticamente desaparece. Em muitas ocasiões, até mesmo os cuidados com sua hiegiene pessoal fica deficitária. É preocupante constatar o quão fácil é para alguém se tornar vítima de um vício, mesmo sendo uma situação tão delicada de se resolver.
Às vezes, a pessoa, fingindo não ter problemas, foge de sua própria realidade, desviando-se das responsabilidades e afogando o seu próprio estado de lucidez. Outras, desejando somente esquecer de seus problemas domésticos ou simplesmente querendo se tornar mais comunicativo numa roda de amigos, começam a fazer uso de drogas para provocar a sensação de liberdade ou extroversão. Elas preferem viver num mundo em que os efeitos alucinógenos da bebida, ou de qualquer outra droga, as fazem acreditar que seus sofrimentos são menores. Ao voltar da sua “viagem psicodélica”, a pessoa frustra-se mais uma vez quando percebe que nada foi mudado em seu mundo real. Desta maneira, a vítima se sentirá cada vez mais tentada a lançar mão dos artifícios que a conduzem para uma dependência cada vez mais crônica. Como num círculo vicioso, a pessoa voltará a se intoxicar. Saciar o desejo da sua dependência é a sua prioridade, mesmo que para isso tenha que despojar de tudo aquilo que lhe é precioso.
Como resultado, vamos testemunhar, além da deterioração de sua saúde, também as crises em seus relacionamentos. Casamentos que são destruídos, famílias fragilizadas, filhos com problemas psicológicos, entre muitos outros desequilíbrios causados pelo vício.
Sabemos o quanto é difícil a convivência com alguém que vive às voltas por um “trago”. Numa família, todos sofrem; tanto o viciado – seja no álcool ou na dependência química –, quanto os demais membros da casa. Pessoas que trabalham na recuperação de outras com problemas de envolvimento com qualquer tipo de droga licita ou ilícita, dizem que somente é possível a sua recuperação se a própria pessoa manifestar o desejo de sair dessa deplorável situação. Na maioria das vezes, é praticamente impossível alguém conseguir a cura por si própria. A ajuda profissional e o apoio de familiares é fundamental neste lento processo de recuperação que se inicará a partir do resgate da sua autoestima e a reconstrução do novo homem, tornando-o capaz de dominar a si mesmo.
Somente por meio do resgate de suas virtudes a pessoa deixará de ser vítima daquelas coisas que o arrastam e o levam a renunciar o próprio uso da razão. Esta virtude é chamada de “sobriedade”; ela nos indica os limites que não devemos ultrapassar. Do contrário, se desrespeitarmos essas regras, já não seremos mais capazes de dominar a nós mesmos e seremos dragados por outras paixões.
Um abraço,
Dado Moura






É quase impossível a convivência com um dependente químico, só com muita oração e fé é que conseguimos. Infelizmente eu não consegui. Meu ex-namorado é um dependente quiímico, tentei de todas as formas ajudá-lo a sair do vício, mas ele foi resistente a todo tipo de ajuda. O primeiro passo para a conquista da sobriedade, é se entregar inteiramente a Deus, só assim o dependente químico e todos os que o cercam conseguirão enfrentar e superar a doença do vício. Peço que todos aqueles q enfrentam esse problema rezem por mim, para que eu consiga manter a minha sobriedade qto a decisão q tomei de me afastar do meu ex-namorado e tb para que ele se livre do vício das drogas. Dado, suas palavras me ajudaram mto. Que Deus o abençoe.
Irmão, por causa da bebida o meu casamento quase acabou, hoje eu busco equilíbrio na pastoral da sobriedade, ele no AA e nossa filha de 18 anos está num tratamento de cura interior. Estamos caminhando a passos firmes!!!!
Essa foto, de uma pessoa andando na corda mexeu muito comigo, porque me senti assim muitas vezes: sabendo que precisava prosseguir mas sem ter onde me segurar…mas isso ja passou e estamos caminhando a passos firmes!!!!
Se voce me permitir vou imprimir esse texto pra nossa partilha na pastoral da sobriedade.
obrigado, Deus abençoe sempre.
Boa tarde, passei pra conhecer seu blog, e desejar boa semana.
bjss
aguardo sua visita
SÓ QUEM TEM ESSE TIPO DE PROBLEMA EM FAMÍLIA SABE O QUANTO E DIFÍCIL ACEITAR E LIDAR COM QUALQUER TIPO DE DEPENDÊNCIA , SOFRE TODOS QUE CERCAM !! O DEPENDENTE NAO ACEITA NEM ASSUME SUA DEPENDÊNCIA… E OS FAMILIARES CANSADOS DE TENTAR AJUDAR OU LARGAM MÃO OU SE REBELAM CONTRA QUEM MAIS PRECISA DA FAMÍLIA NESSE MOMENTO ” O DEPENDENTE ” NASCI E CRESCI COM PAI E IRMÃOS DEPENDENTES VENDO SUAS FAMÍLIAS SE DESMORONAREM E SEM PODER FAZER NADA POIS MUITAS DAS VEZES SE RECUSAM A SEREM AJUDADOS E NÃO ASSUMEM SUA PRÓPRIA DEPENDÊNCIA COLOCANDO SEMPRE A CULPA NA ESPOSA (a) E NOS FILHOS … QUE DEUS DE FORÇA E SERENIDADE PARA AS FAMÍLIAS QUE PASSAM POR TUDO ISSO … GRANDE ABRAÇO
Meus parabéns pelas suas colocações tão presente nas nossas vidas que eu nesse momento precisava ler estas mensagens que você escreveu tão sabiamente.Fico muito triste pois minha mãe é viciada no alcoo, eu e meus irmãos não sabemos o que fazer.
BOM DIA DADO ! PARTICIPO DA PASTORAL DA SOBRIEDADE DA MATRIZ DO BAIRRO DE CASCATINHA EM PETRÓPOLIS,RJ.
ESTOU ME APROFUNDANDO NOS ESTUDOS DA FÉ, PARA PODER TRABALHAR COM ÀS FAMÍLIAS DOS DEPENDENTES, QUE MUITAS VEZES NÃO ENTENDEM QUE TUDO COMEÇA COMO UMA BRICADEIRA DE ADOLECENTES E COM O TEMPO TORNAN-SE DEPENDENTES. O Pe. QUINHA FAZ UM TRABALHO EXTRAORDINÁRIO NA RECUPERAÇÃO DESSES ADOLECENTES EM SEUS SÍTIOS. AO SE RECUPERAREM, MUITAS DAS VEZES NÃO PODEM VOLTAR A TER UMA CONVIVENCIA SOCIAL, POR A FAMÍLIA NÃO ACREDITAR EM SUA RECUPERAÇÃO. DADO FICA COM DEUS.
Existe vários fatores que levam muitas pessoas a perderem a ‘Sobriedade’, mas estar sóbrio é uma grande virtude, pois assim somos nós mesmos!
A sobriedade é o tipo de coisa que deve estar enraizada desde cedo, na criança.
A família que tem Deus como centro da sua vida, ou ao menos, a mãe; jamais poderá deixar de levar os pequenos para mais perto de Deus; pois, ao longo do tempo, nossos filhos irão, sim, para o meio do mundo tomar conta da própria vida e, então, a semente já estará lá dentro, bem no fundo; e, se for necessário um dia usá-la para se conseguir ficar sóbrio, será mais fácil do que se não existir semente alguma.
Quanto à conviver com alguém que não consegue manter a sobriedade, não é fácil. Mesmo estando mais próxima das coisas de Deus do que aquele que tem o vício, essa convivência machuca, humilha, desestrutura. Principalmente, se o viciado tem apoio moral e financeiro de pessoas que pensam estar ajudando-o e, acabam por mantê-lo no vicio, na ansia de mantê-lo por perto, ou seja, vivo.
O medo que as pessoas tem da morte acaba por levá-las a não enfrentar os problemas até o final das consequencias.
Este é mais um dos tantos “males da Nova Era”, diante de tantas possibilidades de vida, de uma busca, sem critérios, de progresso e sucesso de que nem precisamos pois não nos fazem melhores, nos perdemos de Deus e pomos nossa felicidade nas coisas que passam e, porque passam estamos sempre a procura de algo para nos preencher. Esquecemos que é preciso “apear”.
Esgotados de força para acompanhar e dar conta de tudo, muitos, fracos, tentam esconder seus limites utilizando-se desses recursos que são visíveis, concretos, mas não podemos esquecer de outros tantos, quase imperceptíveis, que também destroem. Acredito que é necessário ajuda sim, mas a maior ajuda que essas pessoas podem receber é fazê-las tomar consciência do quanto estão enganadas em relação a felicidade que buscam – nas grandes conquistas, nos grandes feitos – reconhecendo que a felicidade é simples e que o que faz o outro feliz pode não me fazer. Descobrindo a felicidade dentro das suas verdadeiras necessidades.
Olá Dado, parabens pelo seu trabalho.
Esse tema incomoda muita gente. Mas é bom ressaltar que para pessoa sair dos vícios, é muito importante ter alguém que acredite nela, pois só assim ela terá força para voltar a desejar as coisas importantes da vida e que realmente fazem a diferença em nossas vodas.
Abraços!!!