Uma caricatura de casamento

11438txt1Muitos são aqueles que vivem amigados há anos, mas qual seria o tempo limite? Quando esses casais se sentirão prontos para “se desinstalar” do comodismo?

Como acreditar na possibilidade de um casamento feliz ou na idoneidade de alguém quando encontramos testemunhos de relacionamentos malsucedidos? Após viver uma frustração, encontrar motivos para continuar a acreditar e a viver os projetos anteriores, certamente, vai exigir um esforço quase que sobrenatural de nossa parte. De nossa própria história, sabemos o quanto foi difícil realinhar nossos sonhos e projetos de vida face às amargas situações já vividas.


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Tribulações e aflições sempre teremos em nossos relacionamentos, seja por um namoro rompido, seja por decepções de nubentes que viram os castelos de seus sonhos ruírem às vésperas do matrimônio ou por casamentos que acabaram em separação.
Talvez seja por conta disso que encontramos tantas justificativas por parte de pessoas que consideram mais fácil morar juntos ou viver um namoro sem compromisso alegando que certos princípios e valores morais estão ultrapassados, entre outros.

Alguns casais, ainda que reconheçam que o (a) namorado (a) seja sua alma gêmea, pouco cogitam na possibilidade de oficializar o relacionamento por acreditarem que o casamento é apenas a formalização, para a sociedade, daquilo que já estão vivendo. Outros não desejam se casar por imaginar que precisarão conviver pelo resto da vida com a mesma pessoa, tolerando seus hábitos, pajeando crianças, entre outras obrigações da vida conjugal.

Diante das circunstâncias, alguns casais alegam preferir viver um relacionamento – cujos (as) companheiros (as) não podem ser considerados como namorados (as), tampouco como esposos (as) – até se assegurarem que tal envolvimento tem chances de sucesso, para depois se comprometerem “oficialmente”. Assim, optam por viver uma caricatura do casamento. Isto é, preferem viver amasiados.

Muitos são aqueles que vivem amigados há anos, mas qual seria o tempo limite? Quando esses casais se sentirão prontos para “se desinstalar” do comodismo?
Inúmeras podem ser suas justificativas, entretanto, pouco plausíveis os argumentos. Pois, na maioria das vezes, a decisão de viver juntos quase sempre foi tomada no auge de uma paixão, assim como na intenção de minimizar despesas financeiras ou fundamentadas apenas nas más experiências de outros casamentos que tomaram conhecimento.
Se ao menos esses casais de namorados que dividem o mesmo teto não vivessem as mesmas dificuldades e desafios de um relacionamento [conjugal], como o processo de adaptação, ciúme, crises de desentendimentos… até poderíamos aceitar tal opção de vida como um forte argumento. Todavia, esses casais também vivem seus impasses, talvez até maiores que os demais.

Casar-se somente com o objetivo de oficializar um relacionamento diante da sociedade ou assegurar seus benefícios para a eventualidade do rompimento do relacionamento seria apenas firmar uma parceria de um contrato social.

Eu acredito que o sentimento que imbui alguém a viver o sacramento do matrimônio se fundamenta no testemunho de que ele tem sobre a família e seus valores. Esse desejo [de se viver o matrimônio] potencializado na certeza de viver um amor único e verdadeiro, ao longo do tempo de namoro, se consolida por meio das atitudes em tornar conhecido ao seu cônjuge aquilo que almeja sua alma.
Inverter o processo natural do conhecer-se dentro de um relacionamento, não evitará maiores sofrimentos, mas facilmente poderá ofuscar os verdadeiros sentimentos daqueles que desejam realizar seus anseios mais íntimos.

Para as pessoas que desejam formar família e percebem também que seu (sua) namorado (a) aspira pelo mesmo ideal, nada as impede de responder com fidelidade ao chamado para a vida conjugal, não somente na oficialização perante as leis dos homens, mas, também, na investidura do sacramento diante de Deus, o qual as capacitará espiritualmente a vencer os obstáculos que a vida sempre nos reserva.

Deus abençoe a todos.

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Um abraço

Dado Moura

4 respostas para Uma caricatura de casamento

  1. Renata disse:

    Difícil tomar uma decisão mas meu “marido” acha que a nossa situação está bem e que não há necessidade de casamento. Por mais que eu diga que não estou em dia com a igreja e nem comungar eu posso, ele acha que é bobagem. Não sei o que fazer: pra ter um amor eu tenho de abrir mão de outro. Pra complicar ainda mais, temos uma filha de 2 anos! Se puder me dar uma luz…Obrigada!

    • Dado Moura disse:

      Talvez o seu namorado não veja tanta importância no seu pedido por ele não ter tido uma formação e consequentemente, lhe falta a vivencia da pratica da espiritualidade. Isso , faz com que ele não considere relevante seu pedido, a ponto de interferir no seu relacionamento.
      Para você conseguir essa mudança de mentalidade, penso que seria importante você aos poucos o fosse trazendo para participar das mesmas atividades que você pratica. Abraços

  2. Edmara disse:

    Nossa esse artigo veio como luva para minha vida hj.E a resposta de deus nao quero uma caricatura de casamento para minha vida estou namorando ha tres naos e meu namorado nao quer casar mas que morar junto.
    Vinha pedindo pra deus me iluminar pois nao quero isso para minha vida e esse artigo e a resposta de deus.
    Parabens DADO COMO SEMPRE MUITO ILUMINADO……………….

  3. Regiane disse:

    Belíssimo artigo, parabéns!!! É preciso falar sobre esse assunto tão comum nos dias de hoje de maneira nova, com o intuito de preservar as famílias e o respeito aos sacramentos de Deus.
    Deus abençoe

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