Todos trazemos no íntimo o desejo de ser bons, no entanto, o nosso empenho em nos aplicarmos a isso e às mudanças necessárias para o bom convívio perdem o interesse quando precisamos nos fazer submissos à vontade ou às justificativas do outro.
Ser bons com as pessoas somente nos momentos em que estamos nos relacionando a distância ou nos breves momentos de encontros pode até parecer fácil. Entretanto, ainda que o mundo moderno esteja diminuindo as distâncias por intermédio da tecnologia, um relacionamento, para se tornar fecundo, não se faz somente por meio de breves cumprimentos ou de momentos mantidos por contatos telefônicos.
Já foi comentada, em outros artigos, a necessidade de nos moldarmos às situações comuns estabelecidas dentro de um relacionamento. E entre muitos exemplos apresentados para viver a sadia convivência, podemos compará-la ao enxerto, em que duas pessoas se unem para formar uma nova, com riquezas comuns. De maneira especial, tal exemplo, me parece ser ainda mais apropriado para o relacionamento conjugal. Pois se trata de um casal que se une no propósito comum de uma vida a dois, dispostos, a partir dessa união, a gerar filhos.
Aqueles que se dispõem a viver um relacionamento e a trocar experiências de vida, de certa maneira, se colocam dispostos a aprender com aquilo que a outra pessoa pode oferecer. Além de juntos propiciarem agradáveis momentos um ao outro, devem também estar dispostos para enfrentar os desafios próprios, estabelecidos pelo relacionamento conjugal.
Tais desafios tocam pontos nevrálgicos, como, por exemplo, viver a submissão ao outro. Uma palavra que nos traz à mente o símbolo de poder e opressão. Pois associou-se a essa palavra a atitude daquele que é subjugado, daquele que se anula diante do outro que detém autoridade. Talvez, por esse motivo, a maioria das pessoas tenham riscado essa palavra do seu vocabulário e por ser tão difícil assimilar tal gesto.
Contudo, também fomos submissos quando, de maneira voluntária, nos entregamos ao conhecimento e à “autoridade” do professor ao aceitar as regras impostas pela matemática. A fim de aproveitar das benesses do conhecimento, subjugamo-nos à autoridade daquele que mais sabia, e este [o professor], na sua autoridade, submeteu-se às limitações dos alunos para lhes favorecer a transformação de suas vidas, com a luz do saber.
A submissão é uma atitude mútua, independente daquele que julga ter mais autoridade se comparado ao outro. Ela significa limitar-se voluntariamente ao outro sem contrariar a nossa consciência ou nos obrigar a fazer algo condenável ou à força.
Se dentro de um relacionamento alguém tem mais autoridade em determinada situação sobre a outra pessoa, em vez de fazer dessa autoridade um instrumento para tirar vantagens, que se seja submisso na maneira de tornar a vida daqueles que estão à sua volta mais fácil. Para isso é necessário que cada um de nós trabalhe em nossas próprias atitudes, utilizando-nos desse ato de viver a submissão como “óleo” que lubrifica as engrenagens dos nossos relacionamentos.
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Um abraço
Dado Moura








BELISSIMO SEU COMENTARIOS PARABENS.
Dado,
Sabe, penso que é preciso “ir para águas mais profundas”, digo isto em relação ao significado das palavras. Quando conhecemos uma palavra nova, geralmente, concluímos seu significado pelo contexto momentâneo ou pelo sentido figurado que em muitos casos é empregada e ficamos bem calados para não demonstrar ignorância, com isso vamos , nós, atribuindo o significado que quisermos, e assim vivendo cheios de nós mesmo.
Falo isso referindo-me a mim, mas como sou uma pessoa comum, igual a tantas outras penso que este fato meio que está se transformando numa regra.
No caso de “submissão” acho que cabe a regra.
O que você acha?
Eu acridito e mude essa ideia que so a mulher faça os afazeres da casa.Mas so a nova geraçao.Que a maioria dos homens nao pensam assim,a mulher e pra ficar em casa cuidando dos filhos e o marido dpois do trabalho na farra e com a outra que agora virou moda. algunas mulheres so querem ser o outra,e mais prazero.Espero em Deus que ilumine as pessoas para o bem e valorizem mais as familias. E se amem cada vez mais sem mascaras. Um abraço
Bom dia Dado, espero que tudo esteja na santa paz!!! Quanto ao tema submissão, eu entendo que ainda existe um “ranso” de um machismo latino proveniente de gerações passadas à qual é a mulher sempre deve ser submissa ao homem, principalmente no que tange em permanecer em casa com as tarefas do lar. Porém, aos poucos isso está desaparecendo quando alguns homens focando um relacionamento duradouro e de igualdade com suas esposas já estão se comportando como um “gentleman” e inclusive fazendo tarefas que antes eram exclusivas das mulheres (eu faço algumas tarefas do lar…rs). E eu acredito que esse machismo aos poucos irá desaparecer com as novas gerações, que irão se moldando a nova realidade. Um abraço do seu primo.
…Antonio Marcelo Leite
Dado, todos que comentaram tem razão. Mas, penso que a submissão querida por Deus no momento da criação só pode ser vivida quando ambos, marido e esposa, são submissos à autoridade de Deus.
Já começa por aí, aquele que não reconhece a autoridade de Deus sobre a sua vida de maneira nenhuma aceitará ser submisso ao seu companheiro ou à sua companheira, mesmo que seja nas pequenas coisas. E, aquele que aceita e reconhece a autoridade de Deus sobre sua vida, em hipótese alguma aceitará ser submisso àquele que dirige sua vida com os padrões do mundo, quando não, do mal. (Há várias pessoas que consegueme conseguiram, Santa Rita, foi uma delas, por exemplo).
Assim sendo, as divergências começam por causa dos princípios que cada um tem e que regem suas vidas.
Como posso ser submissa a um homem que não tem sua vida pautada na honestidade, na fidelidade, na retidão; que não dispõe seu tempo, seu dinheiro, sua atenção, suas angústias, seus objetivos, na sua família, na sua esposa e nos seus filhos?
Um exemplo de submissão da maneira certa é a que a pessoa tem com relação a Deus, quando se separa de seu marido e se submete à castidade por amor à Jesus Eucaristico.
Sabemos que a doutrina católica não permite que pessoas separadas comunguem, e ela está correta. Quando nos submetemos aos mandamentos e à doutrina da Igreja, somos mais abençoados, temos paz conosco e com os outros, mesmo em meio a avalanches de problemas, permanecemos firmes, de pé diante deles.
Não consegui ser submissa a um homem, mas me submeto a Deus e com louvor. Vale a pena!
Dado, eu entendo o conceito através do que vc escreveu, mas eu n vejo exemplos… vc poderia citar algum exemplo do que é ajudar o outro sendo submisso da maneira certa? (pq da maneira errada o que n me falta são exemplos).
obrigado
O fantástico mundo dos ajustes interpessoais em um relacionamento. Eu acho que é uma submissão mútua o que acontece nos casais. Existem diversos aspectos da vida compartilhada que não ficam sujeitos a soberania de apenas um dos entes. Então tem que saber aproveitar o aspecto positivo e o negativo, no sentido de ser submisso e de subjulgar.
Matheus
http://www.oultimoromance.wordpress.com
MUITO BOA ESSA MATÉRIA , PENA QUE MUITOS NAO SABEM O SIGNIFICADO PROFUNDO DA PALAVRA ….E PIOR NÃO DESEJARAM ,NEM DESEJAM SABER E FICARÁ SEMPRE SENDO O SENHOR DA RAZAO……… E COM ISSO PERDE AS PESSOAS QUE AMAM !! PARABÉNS , FELICIDADES …….. ABRAÇOS