Quando desabafamos com um alguém sobre nossas intimidades podemos ter conseqüências desastrosas se escolhemos um “confidente” sem maturidade para acolher o que temos a falar. Uma pessoa fragilizada pelos desentendimentos e crise de seu relacionamento poderá facilmente recorrer à ajuda de quem está mais próximo dela.
Dessa forma, um simples colega pode se tornar um conselheiro quando a pessoa que se encontra numa crise se vê favorecida pelas longas horas diárias de convívio no trabalho ou na faculdade. Sem reservas ela expõe situações, as quais deveriam apenas ser discutidas com aquele que realmente faz parte do problema: seu cônjuge, por exemplo. Talvez, por falta de coragem ou por certa dificuldade no diálogo com aquele que é a “causa da crise”, a pessoa vê no colega uma oportunidade para relatar o que está vivendo.
A pessoa necessitada de amparo, sem perceber e pelo fato de se sentir compreendida em seus desabafos, vê no amigo o “Sr. Compreensão”, ainda que este tenha conhecimento de apenas parte da verdade.
Por meio de conversas, sobre assuntos relacionados à intimidade pessoal, a simples amizade poderá se transformar num relacionamento muito estreito. E qualquer desatenção por parte dos colegas poderá fazer surgir entre eles uma atração diferente; favorecida por comportamentos que não deveriam ser vividos entre os amigos. Isso será muito nocivo para qualquer relacionamento, especialmente se o vínculo com o colega se intensificar por meio de telefonemas reservados, e-mails secretos, entre outras atitudes que podem gerar uma crise de ciúme.
Muitas vezes, as pessoas que se encontram fora do nosso problema conseguem entender melhor a situação que estamos vivendo. Em certas ocasiões, se faz, realmente, necessário recorrer à ajuda externa, seja por intermédio de um profissional ou com alguém que já tenha vivência e amadurecimento para que possa ajudar o casal a encontrar as possíveis soluções para seus impasses.
Partilhar é bom, entretanto, mais importante é saber com quem estamos falando de nossa intimidade, que é o nosso “sagrado”. Fazer de qualquer pessoa um conselheiro para nossos desabafos ou reclamações apenas expõe nossa intimidade e, ao mesmo tempo, pode adiar a restauração do convívio com aquele que deveria ser o primeiro a saber de nossas necessidades.
A melhor forma de se resolver uma crise é contar com a participação direta do outro naquilo que se refere ao desentendimento. Afinal, faz parte do convívio a dois o acolhimento para as mudanças de forma mútua e o eterno ato de se reconciliar.
Um abraço.








Janeiro 15, 2009 às 15:15
Tenho procurado muitas respostas na canção nova e também confesso que já até desabafei com algumas pessoas íntimas, pois estou vivendo uma crise no meu casamento.Vou fazer 9 anos de casada e há + ou – dois anos tenho notado uma certa distancia entre eu e meu esposo. E o que se perdeu entre nós agora chegou ao ponto crítico de eu não conseguir deixar nem que ele me toque direito.Tenho notado essa dificuldade minha a uns seis meses. Estou sofrendo muito porque quero amá-lo da mesma forma que antes. Mas é muito difícil dizer isso abertamente a ele, já que ele é um pai maravilhoso e uma pessoa muito boa. Temos duas filhas, 9 e 4 anos. Mas esse fato de eu não desejá-lo mais como homem, isso está me fazendo sofrer muito…
Dezembro 25, 2008 às 22:41
Eu concordo en tao vou contar minha hitoria:
Eu namorei durante 3 meses, mas nao tava nem ai pra ele, ai resolvi terminar com ele.
Mas estou vendo que fiz a coisa mais errada da minha vida…
E concerteza nao tenho coragem de pedir desculpas e de pedir para voltarmos!
E agora to simplizmente abalada!
Agosto 3, 2008 às 19:27
Concordo com vc.
Mas, além de conselhos externos, eu uso uma técnica bem boa (pra mim, pelo menos): se estou com um problema, eu tento fingir que o problema é de outra pessoa e penso que conselho eu daria. As vezes é di´ficil, as vezes funciona, as vezes é impossível. Na média, é bom…
Julho 31, 2008 às 16:41
Gosto muito de acompanhar seus textos, sempre muito reflexivos, mas acredito que pessoas que se sentem realmente felizes em seu casamento não necessitam de desabafos com terceiros, por mais próximos que sejam. Casamento feliz é aquele em que existe amor, carinho, respeito e amizade profunda. Quando aparecere alguma divergência é exatamente “o outro”, o amigo ideal para se desabafar, até mesmo por que o assunto deve ser sempre resolvido a dois. Penso que, se existe uma necessidade maior de “terceiros” interferirem, é por que algo está errado, item à mais para se resolver com seu companheiro. Minha opinião se baseia em vivência própria, abençoada e totalmente feliz, que só aumenta com o passar de tantos anos.
Abraços.
Ny.
Julho 30, 2008 às 20:58
Sabe, José Eduardo, penso que compartilhar revelações sempre nos remete ao mais autêntico de nossas reações e verdades. Por conseguinte, o outro, ouvinte atento e respeitoso, encontra-nos mais sensíveis ao nossos próprios sentimentos. Daí, é claro, surge uma boa oportunidade para duas pessoas, ouvinte e interlocutor, simpatizarem pelo relato e pela intimidade que emergem. Se, deste momento irá surgir o enamoramento, lança-se uma dúvida: já não haveria, na “pré-historia emocional” daqueles dois, uma predisposiçao pra a entrega, para o envolvimento extraconjugal!!!??? O perigo do desabafo, em minha opinião, portanto, é relativíssimo, sujeito a outras configurações pessoais que incubam um potencial entregar-se ao outro, independente de serem eles confidentes!!!! Apesar do tema nos aguçar, fico por aqui. Um grande abraço e obrigada pelo espaço de troca de idéias e impressões!!!! Sucesso!!!
Julho 25, 2008 às 23:16
Eu concordo com que foi escrito. Eu já tive oportunidades de aconselhar algumas pessoas , mas por deveras nunca aconteceu de cair na situação de “pintar um clima” entre confidente e confessionário. Mas sei que em muitos outros casos acontece isto mesmo.
Eu mesmo muitas vezes tem sido ótimo confessionários de algumas pessoas, mas sempre tenho problemas quando tento achar uma pessoa para ser o “ombro amigo” de minhas necessidades de desabafar.
Julho 25, 2008 às 20:01
É AS VEZES ACHAMOS QUE ENCONTRAMOS A PESSOA CERTA PRA DESABAFAR E ERRAMOS NAS NOSSAS ESCOLHAS MAS NUNCA E TARDE PRA ENCONTRAR O VERDADEIRO AMIGO PRA ESSAS HORAS……… OU PROCURAMOS ENCONTRAR NO(a) OUTRO(a) AQUILO QUE GOSTARIAMOS DE ENCONTRAR NA PESSOA COM QUEM CONVIVEMOS ……..POIS SE VIVEMOS UM BOM CASAMENTO COMO COSTUMAMOS DIZER PRA NOS MESMO NAO TEMOS A NECESSIDADE DE DESABAFARMOS COM AQUELES QUE JULGAMOS AMIGOS(as) !!! PARABÉNS PELA MATÉRIA FELICIDADES