Conseqüências da separação

septxt.jpgBom seria se, por todos os nossos dias, acontecessem somente coisas que tínhamos projetado viver. No entanto, toda opção contrária à nossa vontade traz para a nossa realidade o compromisso de assimilar o novo.

É sabido que muitos casamentos correm riscos de um desfecho nada parecido com as alegrias que pensavam viver. Infelizmente, alguns casais chegam a considerar a separação conjugal como a solução de seus problemas, embora tenham feito votos de viver juntos por toda a vida. Diante das exigências do relacionamento, podem querer abandonar o compromisso assumido, desejando, assim, recuperar o tempo que acreditam ter perdido, saindo em busca da “felicidade” que consideram ter deixado para trás.

Aqueles que, anteriormente, apresentavam-se abraçados em fotografias, talvez, tenham se comportado, ao longo da vida conjugal, indiferentes ou displicentes aos cuidados e carinhos necessários para a renovação do amor, sentimento que os fez investir no casamento eterno. Por mais plausíveis que sejam as razões da separação, haverá outros traumas secundários, que implicarão na vida familiar, especialmente, quando dessa relação vieram os filhos. Pois como sabemos: “Na disputa entre o mar e o rochedo quem sofre são os mariscos”. Para os filhos, – encarar a realidade de ter seus pais vivendo em casas separadas – poderá ser um problema, tendo em vista que a referência de família e o sinônimo de proteção, que todos temos, são compostos de pai, mãe e filhos.

Muitos são os relatos de filhos que experimentaram os dissabores da ruptura do casamento de seus pais. Dúvidas surgem na cabeça deles diante dessa desagradável surpresa, pois a quem irão recorrer? Quem vai ajudá-los a solucionar os impasses e inseguranças que vão aparecer ao longo de suas vidas? Ou com quem deverão morar? (Isso, quando essa escolha lhes é permitida). Além de não poderem contar com o esteio familiar como antes, deverão fazer a difícil opção entre aqueles que por eles são igualmente amados. Tudo isso significaria colocar sobre seus os ombros uma responsabilidade muito além de suas próprias forças.

Em meio a tantas situações complicadas de se gerir, não será difícil perceber no comportamento deles [filhos] a presença do medo, sentimentos de revolta, raiva, incompreensão, desconforto, além da sensação de abandono, entre outros.

Antes que as conseqüências dos atos dos pais repercutam na vida daqueles que se sentem impotentes diante das dificuldades dos adultos, certamente, será importante que os cônjuges falem um ao outro o que realmente desejam e esperam como contribuição para o reaquecimento da relação. Muitas vezes, nessas ocasiões a ajuda de um profissional na área da pscicologia será também de grande valia. É bom lembrar que para todo e qualquer outro relacionamento, que possam pretender viver, serão exigidos o mesmo carinho, atenção, romantismo, empenho, dedicação e a leal cumplicidade para sua perpetuação.

“Em mar revolto, marinheiros não içam velas”. Estabelecer a disposição comum em reviver as simples coisas que foram deixadas para trás, será a chave para alcançar o sucesso no casamento.

Deus abençoe a todos,

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11 Respostas para “Conseqüências da separação”

  1. Dario Disse:

    Bem, todos nós temos nossas opiniões sobre este assunto, temos nossas razões particulares. (E bem particulares), somos egoístas ao ponto de não enfrentarmos nossos medos e frustrações. O erro já começou a partir do momento que você casa por juras de amor; (Amor nada mais é do que respeito, dedicação, carinho, cuidado,…) diferente de paixão ( desejo, atração, fantasias, querer estar sempre junto ), ai onde nos perdemos, pois deixamos a paixão sempre falar mais alto e esquecemos de analisar se a pessoa por quem nos apaixonamos será a mesma pessoa que nos dará amor.
    Pensem bem, já houve situações onde você já descordou várias vezes de seu companheiro e geralmente se acertaram pelo fato de não querer perder a pessoa que lhe faz ver estrelas. ( Somos assim, não queremos perder nunca, ai cedemos contra nossa vontade mesmo estando certos da razão, agimos muito pela emoção), não é condenável pois somos seres humanos e se conseguirmos equilibrar a razão e a emoção seriamos perfeitos.
    Contudo, casamos e temos filhos. Ai vem a nova fase da discórdia. Pois é no primeiro filho que testamos nossa paciência e amor por alguém. E como somos diferentes uns dos outros, enxergamos diferentes todas as situações e novamente voltamos a fase em que cada um quer o que cada um quer, o que acha melhor. Cadê o amor? A paixão vai se apagando, pois difentes pontos se distânciam cada vez mais. (Lembre-se, isto não é regra e não serve para todos, mas analise a maioria e veja se você não se encaixa neste texto por algum ponto qualquer.)
    Acontece que a paritr do momento que se tem filhos, devemos esquecer que somos um só, agora somos vários para um, ( pai, amigo, educador, herói, fantasia, o cavaleiro das histórias deles), somos a principal referência de vida deste pequeno ser humano. Por ai você tira tudo que tem dentro de si e passa adiante, é ai onde você se eterniza, nas lembranças que serão passadas para frente. E por eles é necessário fazer de tudo, mas tudo mesmo, encarar até uma traiçaõ se for necessário, pois todos nós erramos, só não podemos perder definitivamente o respeito. Um erro é passível, dois é desafio para qualquer um.

    Dario.

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