Desde a pré-história, já eram encontrados indícios de que os primeiros homens buscavam viver em grupos, da mesma maneira, percebemos essa característica também entre os animais. Em grupos, os animais conseguem, com mais eficácia, sua sobrevivência, e conseqüentemente, está assegurada a perpetuação da sua espécie.
Embora se compreenda a eficácia de se viver em grupos, na civilização moderna, o que se constata muitas vezes, é a dificuldade da convivência. Temos a impressão de que muitas pessoas, às vezes, preferem viver a sua independência, se fechando para o outro, ao invés de se adaptar às exigências de algumas regras básicas, necessárias, que são estabelecidas naturalmente em função do bom relacionamento.
Somos pessoas únicas em todo o nosso ser. Somos capazes de fazer valer a nossa racionalidade sobre nossos instintos naturais. Trazemos particularidades únicas na maneira de viver, de responder às exigências, de enfrentar as dificuldades e também de assimilar os acontecimentos ocorridos contra a nossa vontade.
Diante de tamanha particularidade, entendemos que dentro de um relacionamento – juntamente com os demais integrantes, cujos comportamentos também são diferentes e únicos – podemos enfrentar alguns desafios. Obviamente uma pessoa terá problemas de convivência, dentro de um grupo social, se manter o caráter de disputas, de autopromoção no desejo de se destacar sobre os demais, de concorrência ou de ciúmes.
Quando nos propomos a conviver com outras pessoas, quer seja no trabalho, quer seja na escola ou na comunidade na qual nos encontramos, o fazemos por nossa própria opção. Identificamos nesses grupos sociais características que nos convenceram a desejar o engajamento, vivendo e aprendendo a respeitar os princípios praticados neles, a fim de alcançarmos a harmonia do relacionamento de modo a se atingir um objetivo comum.
Na aprendizagem da sadia convivência, estamos sujeitos aos desentendimentos; entretanto, muitos destes – se não forem controlados – podem fomentar a segregação. E, infelizmente, muitas vezes, dessa ruptura se origina um outro “grupinho de discípulos”, que levam como hábito a crítica, quase nunca construtiva, contra a outra pessoa, ou o outro grupo do qual participavam.
A fim de minimizar os traumas e de preservar a perpetuação do título que o ser humano é “sociável”, devemos acreditar na mudança e no controle dos nossos impulsos; especialmente daqueles que facilmente se sobrepõem à nossa racionalidade, liberando assim os instintos mais primitivos, oriundos dos nossos ancestrais pré-históricos.
Reconhecendo os objetivos pelos quais nos propusemos a fazer parte de um determinado grupo social, precisamos assumir o desejo de ser “diferentes” quando não encontramos as qualidades que consideramos vitais na outra pessoa, a fim de ser para esta, modelo de comportamento, de solidariedade, acolhimento, paciência, benevolência, amizade… sendo tudo regido pela boa educação.
Assim, ao invés de sair em busca de uma sociedade perfeita – de acordo com o nosso gosto – estaremos empenhados em enriquecer nossa comunidade particular com as preciosidades de nossas virtudes.
Ouça comentários adicionais em mp3.
Um abraço. Deus abençoe








Abril 25, 2009 às 19:34
sSER DIFERENTE INCOMODA MUITO AS VEZES ME PERGUNTOPOR QUE OS HOMENSNAO PARAM DE APONTAR OS ERROS DOS OUTROS?.E VEJAM AS VIRTUDES ,QUALIDADES ……….POIS VIVER EMGRUPOS E MUITO MAGICO E GRATEFICANTEDESDE QUE SEJAM RESPEITADO SA NORMAS E REGRAS >
Março 21, 2009 às 21:38
voces são uns amoris por isso ten o seu lugar
Outubro 23, 2008 às 8:09
[...] de fazer algo por pirraça ou apenas para chamar a atenção. O objetivo aqui é fazer as coisas de maneira diferente quando isso for mais eficiente ou mais divertido. Tudo o que é popular é errado. (Oscar [...]
Agosto 1, 2008 às 17:25
Terminei com meu namorado pk ele disconfia tdo k faxo e falo,as vezes parece k ele ker me moldar a maneira dle.e com i$o tenho a dizer k conviver cm alguem diferente d nòs è aceitalo e saber enquadrar-se na diferenxa
Maio 31, 2008 às 18:29
Gostei muito do texto,estava procurando matérias sobre “O desafio de se conviver com as diferenças” para escrever uma redação, e seu escrito me adiantou muito.
(:
Maio 4, 2008 às 16:35
Meu namorado é uma pessoa difícil de se lidar no sentido de aceitar os outros como eles são. Tivemos várias brigas por motivos diversos e principalmente por que ele não aceitava algumas manias ou idéias que eu tenho. Isso estava me deixando muito mal porque por várias vezes a fala dele era de achar estranho, grotesco e inaceitável o que eu fazia como se eu fosse um ET e que eu deveria mudar para o meu próprio bem. Isso me magoava pois ele se irritava de tal forma que me ofendia, então decidi enfretar isso e nao pertmitir que ele tentasse me mudar, pois eu havia deixado claro que se ele gostou de mim deveria respeitar e aceitar o que eu fazia ou pensava, mesmo que discordasse, poderia compreender e não se inflamar ou tentar impor uma condição de mulher perfeita. Fui bem clara com ele, e disse que se ele estava se irritando tanto assim, era pq não gostava de mim verdadeiramente e queria uma outra pessoa ao seu lado. Ele prometeu se policiar mais com relação à sua intolerância. Espero relamente que isso aconteça, caso contrário eu prefiro me separar do que viver num inferno que nem eu mesmo pedi ou desejei estar. Na minha concepção um bom relacionamento deve existir respeito e amor sem essas duas coisas é melhor nem começar nada.
abraços
Março 19, 2007 às 13:50
Sermos diferentes, na maioria das vezes incomoda outras pessoas que gostariam de ter oportunidade ou coragem em poder expressar-se livremente, mas são tolhidas por insegurança ou educação, entre outros. O sermos diferentes tem sua valia, desde que nos aceitemos integralmente e jamais, em tempo algum, utilizemos esse nosso “potencial”, digamos assim, para nos expormos, humilhar outras pessoas ou sermos soberbos. Nossas diferenças só serão assumidamente “diferenças”, se a transformarmos num meio de interação com nossos semelhantes, partilhando experiências, não os inibindo ou desestimulando seu crescimento. Como dizia Ibsen: “a sensação que uma pessoa tem das outras, não difere da q ela tem de si mesmo.”Portanto as diferenças são essenciais, na medida em que ampliam os horizontes, levando-o a expandir suas forças, vivendo produtiva e conscientemente e desejando sempre alçar novos vôos em busca da espiritualidade e felicidade própria e dos que o rodeiam.
Abraço!
Re!
Março 15, 2007 às 17:33
E ai Dado!
Apesar de ter só 21 anos, já tive 5 namoradas e nunca pensei sério em me noivar, casar, ter filhos com nenhuma delas, mas com essa – sem demagogia – eu penso sim. Mas porque digo isso? Hoje eu aprendi a aceitar as diferenças, sei que ela tem o jeito dela e eu tenho o meu jeito e que ninguém = ninguém, ser sociável muitas vezes não seria uma situação confortável, mas saber respeitar os limites, as barreiras, os paradigmas de uma pessoa é essencial para uma boa convivência, seja ela no trabalho, em casa, na rua, enfim.
Mesmo com essa minha “mudança” as vezes sinto dificuldade de ser o que sou hoje, pois sinto receio de as vezes ser passivo a tal pessoa ou situação. Me dá uns toques ai!!! [rsrsrsrsrs]
Abraço Dado!!!