Se não tivéssemos aprendido um pouco sobre a metamorfose das borboletas, sequer poderíamos imaginar que o mesmo inseto que esvoaça entre flores, teria sido uma asquerosa lagarta, que semanas antes estava se rastejando pelo mesmo jardim.
Foi necessário interesse e maturação para se estudar o delicado comportamento dessas lagartas, do contrário, teríamos emplacado no extermínio daquela devoradora de plantas e erradicaríamos da natureza a beleza colorida, que vivifica os bosques.Uma dedicação semelhante se faz necessária para cada um de nós, quando a questão envolve vidas e comportamentos.
Como seria fácil se para o nosso convívio diário – diante das divergências e na tentativa de convencer alguém sobre uma determinada opinião –, pudéssemos inserir um cartão de memória pré-programada, para obter os resultados esperados, como fazemos em máquinas… ou ainda, não estando satisfeitos com as atitudes e procedimentos de alguém, simplesmente cortássemos o contato com ele, como podamos os ramos de uma árvore em nosso jardim.
Por diversas vezes, já tivemos muita vontade de “abrir” a cabeça de alguém e fazer com que entendesse o nosso pensamento para que vivesse a nossa vontade. Entretanto, bem sabemos que diante de tais desafios, o desejo de tomar atitudes enérgicas, muitas vezes apoiados na autoridade do nosso autoritarismo, quer, na verdade, sufocar a “metamorfose na vida” daqueles que ainda precisarão atingir o amadurecimento, como ocorre com as borboletas.
Quão dedicado e bondoso é o nosso Deus que, percebendo os riscos que corremos diante das nossas próprias atitudes, não lança mão de toda Sua poderosa autoridade, prendendo-nos em lugar seguro, cortando nossas pernas, língua, olhos ou qualquer outro membro que poderia nos fazer sucumbir a gestos, que não O agradariam… Contudo, nada disso acontece pois Ele é incapaz de querer o nosso mal e respeita a liberdade de cada um de Seus filhos.
Tendo como modelo de comportamento Aquele que, desde o princípio, conhece a importância de cada um de nós para compor a alegria do mundo, esforcemo- nos em acolher e respeitar o tempo de transformação daqueles que nos rodeiam, entendendo que para cada um foi dado um “colorido” especial.
Do mesmo modo que posso vê-lo como “lagarta”, outros poderão me ver envolto num “casulo”.
Abraços




Setembro 20, 2008 às 13:21
Preciso de ajuda. Por favor alguém entre em contato comigo.
Setembro 20, 2008 às 13:19
muitas vezes me pego a pensar que Deus esqueceu de mim e que meus maus pensamentos me faz pensar que estou excluida da vida de DEUS. Me sinto a pior pessoa. No momento estou vivendo momentos de rejeição até pelo meu marido. O que fazer. Sinto vontade de sumir mas será que este pensamento não me afasta de Deus já que acho que amo mais as pessoas do que a Deus?
Junho 24, 2008 às 12:13
Muito interessante…uma realidade que anula toda a ignorância e arrogância que está no mundo. Ser sincero, pacífico, respeitar o próximo, ou seja, ser um “verdadeiro amigo”, é o que temos que entender. Realmente não é fácil ter essa posição na vida de pessoas que estão a sua volta. Mas é um preço, assim como o próprio Jesus tomou uma cruz, também passaremos em situações metaforicamente semelhantes, mas, Ele venceu o mundo, somos filhos Dele, mais importante que os anjos.
“Tende bom ânimo, pois Eu venci o mundo.”
“Uma nota de cem reais é amassada, rasgada em suas pontas, pisada, talvez suja.
Continuará a ter o seu valor?
Assim somos para Deus…
Renan de Jesus M.A.
Novembro 3, 2007 às 7:20
Excelente o ponto que você aborda. Realmente uma das características mais partilhadas por todos nós é a tendência a fixar nossos desejos na tentativa de submeter os outros a ele. E pior: no momento que bem entendemos! Para exatamente não pensarmos que ‘o inferno são os outros’, devemos ter muita atenção para com nossos desejos, espécies de crianças que devemos olhar e acompanhar com toda a atenção necessária para que ela não suba num móvel, não quebre um copo etc. Parabéns e obrigada por compartilhar essas reflexões com a gente.
Outubro 15, 2006 às 11:47
muito tocante esse artigo…
todos nós jah passamos por isso alguma vez…
mas sempre queremos q a pessoa saia da conversa do jeito q a gente imagina e nao do jeito q DEUS quer…somos tao limitados q ainda sonhamos com coisas tao absurdas q nem damos bola para a realidade q temos q mudar, claro q sonhar eh gostoso, mas muito melhor q sonhar eh fazer o q realmente DEUS nos inspira…
Outubro 10, 2006 às 15:52
Muito interssante o artigo.
Nos auxilia a entender as diferenças, aceitá-las e em alguns momentos a aprender com elas. Costumo dizer que o aprendizado é uma das molas da vida; enquanto temos disponibilidade e desejo em compreeender e aceitar as diversidades das situações e das pessoas, estaremos no caminho certo, que nos proporcionára liberdade de escolha, coerência e entendimento da alma humana.
Outubro 10, 2006 às 10:35
Excelente post. Porque as vezes também gostaria que as pessoas enxergassem só por um momento do meu ponto de vista, assim como eu tento ver pelo ponto de vista dos outros, aprendi que é a única forma de não ser implacavel nas decisões e criticas é contrapor-se tentando enxergar os pontos em que somos diferentes, para poder aceitar e entender as razões dos outros. Porém sabemos que o mundo não é assim. Cada vez mais vivemos no esteio do que disse Jean-Paul Sartre o inferno são os outros. Onde foi parar a nossa tolerância com o diferente e o oposto?