
Somos seres sociáveis, vivemos em comunidade e precisamos dela para viver o crescimento na missão a que fomos chamados e exercitar a nossa capacidade de decisões.
Esse exercício começa em casa, passando a ser vivenciado na escola e nos acompanha durante a nossa vida em nossos relacionamentos com os amigos. Contudo, os amigos não conseguem atingir a intimidade profunda existente na amizade entre pais e filhos.
Quando éramos apenas um bebê, nossos pais nos estimulavam a enfrentar o desafio de nos equilibrar sobre nossas pernas. Mal entendíamos das conseqüências compreendidas naquele desafio, mas eles estavam prontos a nos amparar, nos protegendo das possíveis quedas. A simplicidade de curtos passos demandava atenção e dedicação por parte deles.
Mesmo tendo experimentado algumas quedas, nenhum de nós desistiu de aprender a andar. Assim como não desistimos de andar, não desistimos tampouco de viver outros desafios e quando sabemos que estamos sendo dirigidos por quem zela pelo nosso bem-estar, torna-se muito confortável enfrentá-los.
Apesar de conhecermos o conforto desse amparo, muitas vezes achamos que de vez em quando estão equivocados e, tendemos a nos deixar levar pelos conselhos daqueles que falam o que desejamos ouvir. Pode acontecer que no calor de uma discussão sejam disparadas frases como: “Ah, minha amiga é melhor que minha mãe, meu pai…” ou “A casa de fulano é melhor que a minha…”, “Não sou compreendido”, etc.
Abre-se então um processo de retomada por ambos. Nessa relação, pais e filhos aprenderão a partir das experiências do outro.
Os filhos aprenderão a revisar seu próprio comportamento, entre outras coisas, esforçar-se-ão a responder aos anseios dos seus pais ou levando sempre em consideração os resultados de suas escolhas, prestarão mais atenção às sugestões e conselhos daqueles que, mesmo não conseguindo vê-los como adultos, ou ainda que estejam preparando-se para enfrentar tal realidade, se desdobram em majestosa atenção.
Os pais iniciarão o processo em cultivar a serenidade diante do novo. Aprenderão a enfrentar a dura realidade que seus pequenos já são adultos. Longe da omissão, aprenderão a acolher e respeitar a vontade de seus filhos mesmo quando estes, no exercício da sua maturidade, venham a sofrer as conseqüências de suas escolhas.
A diferença entre nossos amigos e nossos pais não está unicamente no conselho. Na unidade e no comprometimento fiel de nossos pais, temos a certeza de sempre estar preparados em nos amparar das possíveis “quedas e tropeços”, mesmo que isso lhes custem lágrimas e privações.
Que Deus esteja sempre presente na sua amizade com seus pais. Saiba um pouco mais sobre este artigo que traz também comentários adicionais.
Clique para ouvir comentários adicionais no formato mp3
Abraços




Julho 24, 2008 às 22:24
isso e maito legal pos so criticamos e esquecemos de elogia e amar
Março 28, 2008 às 18:20
Deus nos deu nosso pais não somente por pais cuidadores e genitores, mas também como amigos. Como toda amizade deve ser cultivada e cuidada, devemos assim proceder com nossos pais. O sentimento de amizade entre pais e filhos é natural, mas precisa ser cuitivada, mesmo que você nunca tenha tentado, se há vida, ainda é tempo. Começe aos pouquinhos, é como cuidar de um grande amigo ou um grande amor. Seja o primeiro a conquistá-lo, vá devagar e com sabedoria. A vida e o tempo o honrará por isso!
Dezembro 18, 2007 às 2:35
Nunca seremos o outro,e vemos hoje pessoas querendo ser a imagem ,o olhar, o corpo, o pensar,até a alma do outro seja voce ,como disse JESUS ‘”EU SOU O QUE SOU”.Tem uma opçâo ,ou anula-se como pessoa única,especial e diferente pois fomos criados,elevados a filhos de Deus pelo batismo nos conhece pela palma mâo e nos segura chama-nos pelo nome.Se felizzzzzzzzzzzzzz.irene.
Maio 2, 2007 às 13:20
o fácli é falar de mim ,difícil é ser eu.
Outubro 23, 2006 às 7:53
[...] Diante das impossibilidades em resolver os “probleminhas” de criança, a gente soltava um forte e sonoro “ manheeeeee”… na certeza de termos não somente a ajuda da mãe, mas também, sua intercessão junto ao nosso pai, naquilo que poderia ser necessário. Sabíamos que a pedido da mamãe, nada seria negado, diante daquele que considerávamos ser onisciente e poderoso. [...]
Setembro 30, 2006 às 13:05
Sabe Dado,seus textos são tão formidáveis que,eu,não resisto ficar sem responde-los.Pelos pais maravilhosos que tive,nunca tive esses desejos de colocá-los fora da minha vida,por pior que fossem os momentos ruíns em casa.Fui muito perseguida pelos meus irmãos homens com o conssentimento do papai,pelo um passo que eu desse,fora de casa.A vigilância era tamanha e hoje,agradeço tanto !Meus pais viveram Bodas de Diamante e com o exemplo vivi trinta e um anos com o pai de meus dois filhos.Aos meus filhos hoje maiores de idade,confio no que fazem,pois,plantei a mesma semente que os meus pais.Na verdade,precisamos sofrer como filhos,para o nosso amadurecimento.E quando ele chega,é assim que sinto a resposta hoje,agora,de tudo que fizeram por mim e o faço com os meus filhos,igualzinho.Se um adolecente que lê os seus artigos,não consegue se livrar desses comentários,chegará a vez dele,um dia.Obrigada pelas respostas carinhosas e toda família CN.
Setembro 22, 2006 às 16:15
Teve um tempo em que eu estava assim, meu amigo é melhor que meus pais, mas hoje penso diferente, meus melhores amigos são meus pais, pois há ele que deve tudo que tenho e o meu relacionamento com eles é muito bom. Foi o tempo que eu pensava que a casa de fulano era melhor que a minha, graças a Deus eu sou feliz em minha casa e entendo seu ponto de vista nesse artigo.
Abraço!